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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Traição e brigas marcaram a criação do Twitter, revela livro

Jack Dorsey, fundador do Twitter, traiu seu sócio Noah Glass e depois foi posto para fora por Evan Williams, outro sócio, relata Nick Bilton, do New York Times

Jack Dorsey fala no evento TechCrunch Disrupt SF 2012
C. Flanigan / Getty Images
Um novo livro do jornalista Nick Bilton, do New York Times, traz revelações inéditas sobre os primórdios do Twitter. Bilton conta, por exemplo, que Jack Dorsey, fundador do Twitter, traiu seu sócio Noah Glass e depois foi posto para fora por Evan Williams, outro sócio. 

O livro, chamado “Hatching Twitter: A True Story of Money, Power, Friendship, and Betrayal” (“Criando o Twitter: uma história real de dinheiro, poder, amizade e traição”, em tradução livre) começa a ser vendido nos Estados Unidos em 5 de novembro.

Um resumo do livro foi publicado pela New York Times Magazine. Bilton traça a trajetória do Twitter desde seu início em 2006. A empresa foi fundada por quatro empreendedores: Jack Dorsey, Noah Glass, Evan Williams e Biz Stone. 

Glass, que Bilton descreve como um nerd tímido mas energético, já havia fundado antes a Odeo, startup que estava em sérias dificuldades na época. Dorsey trabalhava nela. Willians tinha criado o Blogger e ficado milionário com a venda do site para o Google. Foi ele quem financiou o Twitter em seu primeiro ano.

Dorsey requisita para si a ideia original do Twitter. Ele conta que estava reunido com os colegas numa praça em São Francisco, na Califórnia, comendo burritos. Sentou-se no escorregador de um parquinho infantil e começou a descrever o projeto. 

Mas Bilton diz que essa é só a história oficial; não a verdadeira. Segundo ele, a ideia não foi só de Dorsey e nem nasceu num parquinho infantil.

Noah Glass teve papel fundamental na fundação da rede social. Mas, depois, foi afastado da empresa por Dorsey, que também o apagou da história da empresa num gesto de estalinismo corporativo. 

O retrato de Dorsey feito por Bilton é inclemente. Ele diz que, durante anos, Dorsey se dividiu entre o empreendedorismo e sua atividade paralela como estilista de moda. Em 2006, chegou a dizer a Glass que largaria a área de tecnologia para se dedicar à moda.

Quando se tornou CEO do Twitter, Dorsey foi, muitas vezes, mais um estorvo que um líder. Pessoas que trabalharam com ele dizem que ele não tinha planos consistentes para a empresa. O Twitter falhava o tempo todo, exibindo aos usuários a famosa baleia apelidada “fail whale”. E ele parecia incapaz de apresentar soluções.

Além disso, era comum Dorsey sair da empresa e momentos críticos para ir a aulas de desenho, ioga ou moda. Em 2008, Williams deu um ultimato a ele: “Você pode ser um estilista ou o CEO do Twitter. Mas não pode ser as duas coisas”, disse.

Williams acabou forçando a saída de Dorsey da empresa. Ao sair, o fundador levou ações, 200 mil dólares em dinheiro e a promessa de que ninguém saberia que fora demitido.

Dorsey ainda considerou ir para o principal rival do Twitter, o Facebook. A possibilidade foi negociada com Mark Zuckerberg. Na verdade, diz Bilton, Zuckerberg queria comprar o Twitter. Microsoft e Google também tentaram comprar a empresa, que permaneceu independente.

Dorsey, diz Bilton, passou a construir um mito em torno de si. Reivindicava todo o crédito pela fundação da empresa. Ele nunca mencionava que o nome Twitter (originalmente “twttr”), por exemplo, fora ideia de Glass. 

Dorsey acabou voltando à empresa em 2011 como chairman executivo. Bilton diz que ele deve ganhar 500 milhões de dólares com o IPO, marcado para 15 de novembro. Já Noah Glass não receberá um único centavo.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Facebook prepara aplicativo mais leve para celulares

O "Facebook for every phone" tem por objetivo alimentar o crescimento do grupo nos países emergentes, onde os telefones celulares tradicionais ainda são a regra

                                                               David Paul Morris/Bloomberg
Smartphone com acesso ao Facebook

O gigante americano das redes sociais, Facebook, prepara um aplicativo mais leve para os telefones celulares clássicos, "Facebook for every phone" (Facebook para todos os telefones), informou no domingo o New York Times em seu site.
O aplicativo, que exige menos dados informáticos que os aplicativos atuais do Facebook para Android ou iPhone, deve permitir que os detentores de telefones celulares clássicos tenham acesso ao Facebook de seu telefone, como fazem atualmente as pessoas que possuem smartphones, disse o jornal.
Segundo o New York Times, o Facebook deve anunciar em breve os resultados deste projeto, no qual trabalha há dois anos.
O "Facebook for every phone" tem por objetivo alimentar o crescimento do grupo nos países emergentes, onde os telefones celulares tradicionais ainda são a regra, enquanto o crescimento dos utilizadores da rede social está se estancando nos países desenvolvidos.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Apple negocia com LG encomenda de telas para o iTV, diz site

Relatos indicam que a Apple se prepara para encomendar as telas para seu televisor enquanto negocia acordos com estúdios de TV

Apple TV

Os rumores sobre o iTV, o mítico televisor que a Apple estaria desenvolvendo, voltaram com força hoje. O noticiário taiwanês Digitimes diz que a Apple pode comprar as telas para o iTV da LG e da Sharp. E o New York times traz mais notícias sobre as negociações da Apple com provedores de conteúdo televisivo.
Segundo o Digitimes, a Apple procura um fornecedor para telas na elevada resolução 4K Ultra HD, de 55 e 65 polegadas. A empresa estaria negociando há algum tempo com LG e Sharp. É uma notícia a ser vista com cautela dado o índice de erros relativamente alto do noticiário.
Se for verdadeira, ela indica que a Apple pretende mesmo lançar um televisor, provavelmente em 2014. Considerando que a empresa ainda está buscando fornecedores, parece não haver tempo suficiente para começar a vender o iTV já neste ano.
Mesmo sem um televisor completo, a Apple tem avançado. O Apple TV, aparelhinho que recebe conteúdo via internet à venda desde 2007, chegou a ser descrito como “um hobby” por Steve Jobs. Mas, com 13 milhões de unidades vendidas, ele se transformou num negócio sério.
O New York Times diz que a Apple continua negociando com estúdios de TV como Time Warner e Disney para ampliar a oferta de conteúdo no Apple TV. O objetivo seria oferecer apps que tornem fácil ir diretamente ao conteúdo dessas empresas.
No mês passado, o Apple TV ganhou apps para os programas da HBO e da ESPN. Mas eles só funcionam para quem já tem assinaturas de TV paga que incluem esses canais. Para o New York Times, isso mostra que a Apple desistiu de competir com as empresas de TV paga e passou a cooperar com elas.
Nesta semana, a jornalista americana Jessica Lessin, que acompanha a questão, escreveu em seu blog que a Apple desenvolve um recurso que vai permitir pular os anúncios em programas sob demanda. Seria parte de uma versão “premium” de seu serviço de TV.
O usuário pagaria à Apple para ter esse e outros recursos extras. E a empresa compensaria as emissoras pagando a elas pelos comerciais não exibidos. É algo que certamente agradaria aos consumidores, mas que pode aterrorizar as emissoras. “É uma ideia arriscada”, resume Jessica.O investimento da Apple em televisão - assim como no iWatch, o relógio inteligente que, segundo relatos, a empresa também desenvolve - é uma tentativa de encontrar o próximo produto revolucionário com a marca da maçã. O último deles, o iPad, já está no mercado há mais de três anos.
O mundo espera um televisor da Apple desde 2011, quando foi publicada a biografia autorizada de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson. O biógrafo diz que Jobs “queria fazer pelos televisores o que havia feito pelos computadores, players de música e celulares: torná-los simples e elegantes”.
Isaacson cita o fundador da Apple dizendo: “Eu gostaria de criar um televisor integrado totalmente fácil de usar. Ele trabalharia em sincronismo perfeito com todos os dispositivos eletrônicos do usuário e com o iCloud”.
A ideia de Jobs era que as pessoas não precisassem mais usar meia dúzia de controles remotos cheios de botões para comandar os aparelhos na sala. “Ele terá a mais simples interface com o usuário que você puder imaginar. Eu finalmente resolvi isso”, disse Jobs. 
Esta última frase (“I finally cracked it” no original em inglês) é que deu a entender que o iTV estaria muito perto de virar realidade. Mas um ano e meio se passou e nada aconteceu. Assim, se Jobs achava que havia resolvido a questão do televisor, ao que parece, ele estava enganado.