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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pesquisadores descobrem molécula capaz de destruir o vírus da AIDS

Batizada de DAVEI, ela é capaz de tornar o HIV inofensivo, mesmo quando há resistência a medicamentos

Pesquisadores descobrem molécula capaz de destruir o vírus da AIDS
Reprodução/Wisegeek
A AIDS é responsável pela morte de aproximadamente 2 milhões de pessoas todos os anos, principalmente devido à capacidade que o vírus tem de se tornar resistente aos medicamentos e adquirir características mutantes, fazendo com que mesmo os tratamentos mais modernos não sejam totalmente eficazes.

Ainda assim, o que se tem disponível hoje para tratar a doença é suficiente para garantir que os pacientes tenham melhor qualidade de vida. Quando o assunto é o vírus HIV, as pesquisas são constantes e cada nova descoberta é, na verdade, uma nova esperança, se não de cura, de melhores condições de tratamento.

A boa notícia é que a Universidade de Drexel, na Filadélfia, nos EUA, divulgou uma descoberta feita por seus pesquisadores, que encontraram uma nova molécula, capaz de causar a autodestruição do vírus HIV antes mesmo de ele infectar as células.

Reprodução/MinhaVida

Mecanismos

Assim como os outros vírus, o HIV age inserindo seu material genético em células saudáveis, invadindo suas estruturas até que elas “estourem”. A molécula criada pelos pesquisadores da Universidade de Drexel foi batizada de DAVEI – sigla em inglês para “dupla ação inibidora de entrada viral”. Ela é capaz de alterar alguns componentes de ligação celular do próprio HIV, com a ajuda de uma proteína que “engana” o vírus, fazendo com que ele mantenha seu revestimento protetor aberto e fique vulnerável.

A DAVEI se conecta ao vírus e faz com que o HIV reaja da mesma forma que reagiria se estivesse ligado a uma célula, despejando seus materiais genéticos e destruindo a cápsula necessária para que o vírus invada uma célula, tornando-o inofensivo. Ou seja: mesmo que o paciente esteja infectado, é possível que uma destruição do vírus aconteça antes que as células sejam contaminadas, prevenindo o desenvolvimento da imunodeficiência.

Essas descobertas não garantem a cura para a AIDS, mas indicam novas possibilidades de estudos para o combate aos vírus, incluindo aqueles que são resistentes aos medicamentos tradicionais. Para que você consiga visualizar melhor os mecanismos que explicamos até agora, acompanhe o vídeo a seguir – em inglês. Ele ilustra a ação da DAVEI de uma maneira bem simples.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Antigo bug pode afetar 99% dos dispositivos Android

Uma vulnerabilidade que poderia afetar até 99% dos aparelhos Android no mundo foi descoberta rodando dentro da plataforma. 

A empresa de segurança BlueBox Security identificou uma “chave mestra” no Android que poderia permitir a um cracker tornar qualquer app virtualmente em um aplicativo malicioso. 
Este malware permitiria aos crackers remotamente capturar dados e controlar funções no dispositivo como ligações e mensagens, tudo sem chamar a atenção do dono do aparelho, do Google e mesmo do desenvolvedor do app. 
Segundo a BlueBox Security, a vulnerabilidade existe desde o lançamento do Android 1.6 Donut, que estreou em 2009. A empresa revela que identificou um método por onde o cracker poderia modificar o código APK do aplicativo sem precisar quebrar a assinatura criptografada usada para autenticá-lo. Ou seja, apps poderiam ser carregados com malware, mas apareceriam como legítimos. 
Já que apps verificados têm acesso completo ao sistema Android e todas as aplicações instaladas no aparelho, a falha de segurança identificada é potencialmente alarmante, no entanto segue apenas na teoria uma vez que não há detalhes de como os apps maliciosos e suas atualizações seriam entregues aos usuários. 
Apps listados na loja Google Play estão imunes a esta alteração, portanto o cracker precisaria enganar o usuário e levá-lo a baixar a versão maliciosa do app de outras formas como em lojas terceiras de aplicativos ou por meio de links falsos. 
Por mais este motivo a empresa de segurança reforça a importância de realizar downloads de aplicativos diretamente das lojas oficiais de apps.
A BlueBox Security afirmou que relatou o ocorrido ao Google em fevereiro deste ano e que a falha já foi corrigida para o smartphone Galaxy S4 e a linha Nexus deve ser a próxima a ser observada pela empresa. Mas a situação mais preocupante está nos aparelhos que ainda rodem versões antigas do Android e que já não recebem mais atualizações. 
Relatórios recentes apontam um crescimento exponencial na quantidade de malware para o sistema Android. Segundo estimativas, mais de 90% dos vírus identificados no último ano eram dedicados a plataforma do Google.