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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cerveja artesanal ajuda a criar mais um bilionário nos EUA

Criador da cerveja artesanal Sam Adam, C. James “Jim” Koch ganhou bilhões graças ao mercado crescente

Jim Koch, fundador e CEO da Boston Beer, com um copo da cerveja artesanal Samuel Adams na sede da companhia em Boston, Massachusetts
Neal Hamberg/Bloomberg News

Armado com uma receita familiar e talento para o marketing, C. James “Jim” Koch popularizou a cerveja artesanal nos EUA e transformou a Boston Beer Co. na segunda maior cervejaria de propriedade dos americanos. A cerveja também o tornou bilionário, pois as fortes vendas da sua marca principal, a Samuel Adams, ajudaram a dobrar o valor das ações da Boston Beer nos últimos doze meses e a quebrar um recorde na sexta-feira.

A cerveja artesanal, como a Sam Adams, tem sido um ponto positivo no envelhecido mercado cervejeiro dos Estados Unidos. As vendas totais de cerveja no país caíram 2 por cento no primeiro semestre de 2013, segundo dados compilados pela Bloomberg, enquanto que o segmento de cervejas artesanais subiu 15 por cento.

As vendas da Boston Beer cresceram mais de 17 por cento durante o período. “O que ele fez é incrível”, disse David Geary, presidente da D.L. Geary Brewing, uma cervejaria artesanal em Portland, Maine, cofundada por ele em 1983. “Ele é muito concentrado, um vendedor brilhante. Em certa forma, nos ensinou a todos a vender cerveja”.

Misturando a promoção pessoal e anúncios televisivos caseiros, Koch criou uma forte conscientização nas décadas de 1980 e 1990 de que existiam mais cervejas do que as oferecidas pelas principais cervejarias americanas e as importadas da Europa. Os consumidores dirigiram-se para os mais de 70 produtos da Boston Beer, incluindo o mais popular, a Boston Lager, e para pequenos produtos especializados como a Norse Legenda, uma cerveja tradicional estilo finlandês que era consumida pelos viquingues.

A demanda impulsionou as ações da Boston Beer que cresceram dez vezes desde meados de 2009, levando a fortuna líquida de Koch para mais de US$ 1 bilhão, segundo o índice de bilionários da Bloomberg. Ele nunca apareceu num ranking internacional de fortuna. “Parece quase lunático, ter visto o preço das minhas ações terem subido e descido e subido”, disse Koch, de 64 anos, em uma entrevista por telefone. “Recordo as pessoas que ficar rico tem um alto preço, mas qualquer pessoa normal preferiria ser feliz mais do que rico”.

Mercado exclusivo

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bloomberg cria fundo de US$ 75 mi para startups

O grupo de mídia está em busca de empresas inovadoras para investir

Operador trabalhando com terminal de notícias da Bloomberg na Bolsa de Valores de Nova York

Seguindo a tendência do mercado, a Bloomberg anunciou a criação de um fundo de 75 milhões de dólares para investir em startups. O fundo Bloomberg Beta terá sede em São Francisco, nos Estados Unidos, e será liderado pelo ex-executivo do IGN e presidente da OUYA Roy Bahat. 

Apesar de ser relacionado com o conglomerado de mídia, o fundo deve atuar de forma independente. Segundo o site especializado em startups TechCrunch, nem todas as aquisições devem ser obrigatoriamente estratégicas para o negócio da Bloomberg. 
Startups de big-data, distribuição de conteúdo, novos modelos organizacionais e tecnologias de interação entre humanos e computadores estão no alvo da empresa. Até o momento, nove pequenas empresas já receberam recursos do fundo. 
Segundo o jornal The New York Times, a Codecademy, um site de tutoriais de códigos de programação, e o Newsle, que emite alertas sobre notícias de amigos, estão no portfólio. 
No começo do ano, o mesmo The New York Times havia anunciado a criação de uma incubadora para startups. O objetivo da iniciativa seria aproximar os empreendedores do jornal. Outros grupos de mídia como Conde Nast, Hearst Interactive Media e Time Warner também investem em startups.