Mostrando postagens com marcador bilionário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bilionário. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Para Warren Buffett, crise foi um negócio de US$ 10 bilhões

Durante a crise financeira, o bilionário Warren Buffett lançou botes salva-vidas para várias empresas de primeira linha. Cinco anos depois, o retorno desses negócios está ficando claro: já são US$ 10 bilhões e o valor continua aumentando.

image
Nati Harnik/Associated Press
Buffett se aproximou dessa quantia após receber mais uma grande bolada na semana passada, elevando para quase 40% o lucro antes dos impostos de seus investimentos feitos na época da crise, de acordo com uma análise do The Wall Street Journal.

A recompensa é uma ilustração vívida de uma das máximas favoritas de Buffett para os investimentos: "Seja medroso quando os outros são gananciosos, e seja ganancioso quando os outros estão com medo".

O retorno extraordinário mais recente para o bilionário de Omaha e seu conglomerado, a Berkshire Hathaway Inc., foi gerado quando a fabricante de doces Mars Inc. lhe devolveu US$ 4,4 bilhões que sua subsidiária a Wrigley tomou emprestado em 2008. Só esse pagamento deve gerar à Berkshire um lucro líquido de pelo menos US$ 680 milhões.

"Em termos de simples lucratividade, um investidor médio poderia ter se saído igualmente bem investindo no mercado de ações se tivesse comprado durante o período de pânico", disse Buffett em entrevista ao WSJ. Ele estava se referindo a um período de alguns meses, começando no terceiro trimestre de 2008, quando as ações de algumas de suas empresas favoritas, inclusive a Wells Fargo & Co. e a American Express Co., caíram para mínimos históricos. "As melhores compras são feitas quando a maioria esmagadora das pessoas está com medo."

[image]

Mas poucos investidores, se é que houve algum, aproveitaram a crise tão habilmente como ele.

Numa comparação, o governo dos Estados Unidos investiu uns US$ 420 bilhões através de seu Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês). O governo também exigiu condições vantajosas e recebeu pagamentos consideráveis de dividendos, obtendo um retorno de uns US$ 50 bilhões, ou 12%, até o momento, segundo o site do Tesouro americano.

Buffett disse que espera usar o dinheiro para fazer em breve outros grandes investimentos que trarão rendimentos igualmente atraentes. A Berkshire vai continuar a comprar ações para engordar seu portfólio de mais de US$ 100 bilhões porque "ainda é melhor ter ações do que dinheiro", disse ele.

Começando com a Mars, em abril de 2008, quando os mercados de crédito iniciaram o aperto antes da crise financeira, algumas grandes empresas se voltaram para Buffett — e para as enormes reservas de caixa da Berkshire — como financiador de última instância. Além do capital necessário, as empresas adquiriram algo igualmente valioso: o aval implícito de Buffett para suas perspectivas de longo prazo. Em geral, as ações dessas empresas subiram após elas revelaram o envolvimento da Berkshire.

Em seis grandes negócios, a Berkshire investiu um total de uns US$ 26 bilhões. Buffett começou a fechar esses negócios nos primeiros dias da crise e continuou fazendo isso quando a recuperação já ia bem avançada. O último deles, em 2011, foi um empréstimo de US$ 5 bilhões para o Bank of America Corp.

Além da Mars e do Bank of America, a Berkshire fez investimentos no Goldman Sachs Group Inc., Swiss Re Ltd., Dow Chemical Co. e General Electric Co.

Vários negócios continuam a render dividendos robustos. A Berkshire também possui participações nessas empresas ou garantias para comprar suas ações que adicionam vários bilhões de dólares ao retorno sobre os investimentos da empresa, pelo menos no papel.

Embora a garantia de compra de ações de alguns destes negócios tenha vindo sem custos junto com a compra das ações preferenciais pela Berkshire, as normas contábeis exigem que a empresa divida os custos entre as ações e as garantias adquiridas. Isso significa que ela registra ganhos em seus livros contábeis de forma diferente da contabilidade tradicional de receitas e despesas, somando assim uns US$ 10 bilhões.

À medida que a economia se recupera, e com o crédito disponível a taxas mais atraentes, algumas das empresas optaram por reduzir a participação da Berkshire ou ajustar os termos de formas favoráveis para Buffett.

A Dow Chemical, que tomou emprestado US$ 3 bilhões da Berkshire para financiar a compra da Rohm & Haas, em 2009, afirmou que recomprar suas ações preferenciais é uma prioridade.

Também na semana passada, a Berkshire se tornou uma das maiores acionistas do Goldman, com uma participação de US$ 2,1 bilhões, após o fim de um acordo de cinco anos em que a Berkshire injetou US$ 5 bilhões no banco.

A Berkshire comprou 50.000 ações preferenciais do Goldman, que exigiam que o banco lhe pagasse US$ 500 milhões em dividendos anuais. Quando o Goldman resgatou as ações, em março de 2011, pagou à Berkshire US$ 500 milhões adicionais como prêmio.

O acordo original também deu à Berkshire garantias para comprar 43,5 milhões de ações ordinárias por US$ 5 bilhões, o que teria feito do conglomerado o maior acionista do Goldman. Em março, o banco alterou as condições para dar à Berkshire uma participação menor, sem que ela tivesse que gastar dinheiro extra.

A Berkshire ajudou a Mars a financiar sua aquisição da Wrigley por US$ 23 bilhões. Desde então a empresa tem procurado refinanciar parte da sua dívida para aproveitar os juros mais baixos e uma melhor classificação de crédito, disse um porta-voz.

A Berkshire contribuiu com US$ 6,5 bilhões, incluindo US$ 2,1 bilhões em ações preferenciais da Wrigley que pagam dividendos anuais. Mais tarde, a Berkshire também comprou mais US$ 1 bilhão em papéis de dívida da Wrigley. Até agora, o investimento deverá dar à Berkshire quase US$ 4 bilhões líquidos, incluindo dividendos anuais e um prêmio pelo pagamento antecipado, já que a dívida venceria em 2018.

A participação de Buffett no Bank of America pode render dinheiro por anos a fio. A Berkshire investiu US$ 5 bilhões no banco em 2011, o que lhe acrescenta uns US$ 300 milhões em receita anual antes dos impostos. O diretor-presidente do Bank of America, Brian Moynihan, disse recentemente que não pretende recomprar as ações preferenciais no futuro próximo. A Berkshire também tem prazo até 2021 para exercer sua garantia de compra de 700 milhões de ações ordinárias por mais US$ 5 bilhões, a US$ 7,14 por ação. Considerando que o preço atual das ações do banco é de uns US$ 14, essas garantias gerariam um lucro de quase US$ 5 bilhões nos livros contábeis.

Mas grandes aquisições, como a compra da operadora de ferrovias BNSF Railway Co., em 2010, por US$ 26 bilhões, ficaram mais difíceis de encontrar. Como os preços vêm subindo em paralelo com a recuperação econômica, Buffett já lamentou publicamente a escassez de ofertas transformadoras que permitiriam à Berkshire colocar parte do seu caixa para trabalhar.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cerveja artesanal ajuda a criar mais um bilionário nos EUA

Criador da cerveja artesanal Sam Adam, C. James “Jim” Koch ganhou bilhões graças ao mercado crescente

Jim Koch, fundador e CEO da Boston Beer, com um copo da cerveja artesanal Samuel Adams na sede da companhia em Boston, Massachusetts
Neal Hamberg/Bloomberg News

Armado com uma receita familiar e talento para o marketing, C. James “Jim” Koch popularizou a cerveja artesanal nos EUA e transformou a Boston Beer Co. na segunda maior cervejaria de propriedade dos americanos. A cerveja também o tornou bilionário, pois as fortes vendas da sua marca principal, a Samuel Adams, ajudaram a dobrar o valor das ações da Boston Beer nos últimos doze meses e a quebrar um recorde na sexta-feira.

A cerveja artesanal, como a Sam Adams, tem sido um ponto positivo no envelhecido mercado cervejeiro dos Estados Unidos. As vendas totais de cerveja no país caíram 2 por cento no primeiro semestre de 2013, segundo dados compilados pela Bloomberg, enquanto que o segmento de cervejas artesanais subiu 15 por cento.

As vendas da Boston Beer cresceram mais de 17 por cento durante o período. “O que ele fez é incrível”, disse David Geary, presidente da D.L. Geary Brewing, uma cervejaria artesanal em Portland, Maine, cofundada por ele em 1983. “Ele é muito concentrado, um vendedor brilhante. Em certa forma, nos ensinou a todos a vender cerveja”.

Misturando a promoção pessoal e anúncios televisivos caseiros, Koch criou uma forte conscientização nas décadas de 1980 e 1990 de que existiam mais cervejas do que as oferecidas pelas principais cervejarias americanas e as importadas da Europa. Os consumidores dirigiram-se para os mais de 70 produtos da Boston Beer, incluindo o mais popular, a Boston Lager, e para pequenos produtos especializados como a Norse Legenda, uma cerveja tradicional estilo finlandês que era consumida pelos viquingues.

A demanda impulsionou as ações da Boston Beer que cresceram dez vezes desde meados de 2009, levando a fortuna líquida de Koch para mais de US$ 1 bilhão, segundo o índice de bilionários da Bloomberg. Ele nunca apareceu num ranking internacional de fortuna. “Parece quase lunático, ter visto o preço das minhas ações terem subido e descido e subido”, disse Koch, de 64 anos, em uma entrevista por telefone. “Recordo as pessoas que ficar rico tem um alto preço, mas qualquer pessoa normal preferiria ser feliz mais do que rico”.

Mercado exclusivo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

5 bilionários brasileiros da Forbes têm menos de 40 anos

Ranking da Forbes Brasil identificou herdeiros de grandes empresas e jovens empreendedores entre os homens mais ricos do país

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
Divulgação

Ganhar dinheiro leva tempo. A exceção a essa regra são cinco pessoas que, com menos de 40 anos, integram a lista dos 124 bilionários brasileiros publicada esse mês pela revista Forbes Brasil. Entre os caçulas do grupo, destacam-se herdeiros de grandes empresas e jovens empreendedores. Saiba quem são eles:

Gilberto Schincariol Júnior

O mais jovem de todos os bilionários brasileiros é Gilberto Schincariol Júnior. Aos 29 anos, o herdeiro da cervejaria que leva o nome da família já reuniu patrimônio de 2,3 bilhões de reais. Dono de 49,55% da empresa, ele vendeu sua parte nas ações para o grupo japonês Kirin. Hoje, ele é o 65º na lista dos homens mais ricos do Brasil, segundo a Forbes.

Adriano e Alexandre Schincariol

Primos de Gilberto, Adriano e Alexandre Schincariol também figuram na lista dos homens mais ricos do país. Com 36 e 38 aos, respectivamente, ele herdaram cerca de 50% das ações da companhia após a morte do pai, José Nelson, em 2003. Com a venda da cervejaria ao grupo Kirin, os irmãos ganharam 3,9 bilhões de reais– o que justifica a atual 40ª posição de ambos no ranking da Forbes Brasil.

Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela

Única mulher entre os cinco bilionários brasileiros abaixo de 40 anos, Ana Lúcia Villela é acionista da Itaú S.A, holding que reúne as empresas ligadas ao banco. Sua fortuna foi avaliada pela Forbes Brasil em cerca de 2,1 bilhões de reais e lhe rendeu a 72ª posição na lista dos brasileiros mais endinheirados.

Eduardo Saverin

Eduardo Saverin é o único da lista dos jovens ricos que não é um grande herdeiro. Colega de Mark Zuckenberg no curso de Economia da Universidade de Harvard, ele fundou com o amigo o Facebook em 2004. Desde então, a rede social já rendeu mais de 5,6 bilhões de reais ao empreendedor. O 24º brasileiro mais rico do mundo aparece em 5º na lista dos 29 maiores bilionários do mundo com menos de 40 anos organizada pela Forbes Brasil.

A lista

Publicada na última sexta, a lista de bilionários brasileiros organizada pela Forbes Brasil mostra que os grandes clãs ainda dominam grande parte da riqueza do país. O primeiro lugar ficou com Jorge Paulo Lemann, sócio da AB Inbev – gigante do ramo das bebidas. Em 2012, a mesma posição fora ocupada por Eike Batista, que nesse ano despencou para o 52º lugar.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Como os irmãos Koch querem roubar espaço de Warren Buffett

Bilionários mandam recado ao mercado: também estão interessados na compra e melhoria de companhias, território cativo de Warren Buffett

Irmãos Charles Koch e David Koch, donos da Koch Industries

Com uma fortuna de 43,3 bilhões de dólares cada, os irmãos Charles e David Koch são o sexto e sétimo homens mais ricos do mundo, respectivamente, de acordo com o ranking diário de bilionários da Bloomberg. Famosos por seus negócios no ramo industrial, eles entraram na ofensiva e agora querem ser vistos por empresas em dificuldades como potenciais compradores de participações minoritárias, segundo matéria publicada ontem no Wall Street Journal.
A estratégia que eles pretendem copiar é a mesma que rendeu grandes retornos para a Berkshire Hathaway. A holding de Warren Buffett é famosa pela variedade de negócios, que vai da compra de participações no Goldman Sachs durante a crise de 2008 à aquisição da Heinz junto com a 3G Capital em fevereiro deste ano.
“Ele fez um ótimo trabalho em ter uma marca que se você quer vender seu negócio sem deixar de administrá-lo, venha pra cá”, disse Charles Koch, o CEO das Indústrias Koch, em rara entrevista. Steve Feilmeier, diretor financeiro, afirma que “[Buffett] era visto como a única pessoa que podia escrever um cheque robusto e muito rapidamente. Nós estamos ativamente falando com Wall Street para ter certeza que haverá pelo menos duas ligações sendo feitas nestes momentos”.
A empresa dos irmãos é um gigante com vendas anuais de 115 bilhões de dólares e negócios concentrados principalmente nas áreas de química, petróleo e fertilizantes, entre outros, mas que tem apontado recentemente para uma maior diversificação. No mês passado, Charles causou polêmica ao admitir interesse no mercado editorial: o Tribune, dono de jornais como o Los Angeles Times, estaria na mira. Os irmãos Koch também são famosos por financiar causas e institutos conservadores nos Estados Unidos. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Empresa de entretenimento de Eike está à venda, diz Veja

A IMX tem em sua carteira o Maracanã, Neymar, Cirque du Soleil e é dona de metade do Rock in Rio


Eike Batista é visto durante uma conferência em Beverly Hills, nos EUA



O empresário Eike Batista continua colocando à venda alguns de seus negócios para ajeitar as contas do grupo EBX – e a IMX acaba de entrar na lista de classificados do empresário. As informações são da coluna Radar de Lauro Jardim, de Veja.

A IMX é a empresa de entretenimento de Eike e tem como alguns de seus negócios a franquia do Cirque de Soleil no Brasil e UFC. Neymar e outros atletas também têm suas imagens exploradas pela companhia, que ainda detém metade do Rock in Rio.
Em maio, o Consórcio Maracanã, formado pelo bilionário, a Odebrecht e a norte-americana AEG, foi declarado vencedor da licitação para concessão do Maracanã por 35 anos. O investimento na reforma do estádio, palco da final da Copa do Mundo 2014, seria de 600 milhões de reais. O grupo pagará mais 181,5 milhões de reais pela concessão.
Para aumentar a liquidez de suas empresas, o empresário também colocou à venda parte do tradicional Hotel Glória, no Rio. Inaugurado em 1922, o hotel foi comprado em 2008 pelo empresário. Em maio, o empresário vendeu 40% de participação na OGX para a Petronas por 850 milhões de dólares.