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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

5 dicas para superar um fracasso e empreender novamente

Especialistas listam as recomendações para empreendedores que não tiveram sucesso no primeiro negócio


Homem triste com a cabeça baixa
Getty Images
Lidar com o fracasso de um negócio não é fácil, mas um empreendedor que acredita na sua ideia de negócio persistirá. “Só fracassa quem não aprendeu com os seus erros”, afirma Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper.
Para o consultor do Sebrae-SP, Davi Jerônimo, é importante o empresário avaliar se ele tem perfil mesmo para continuar empreendendo.
“É preciso continuar arriscando, o segundo negócio pode não dar certo também, mas não pode se prender e se limitar”, recomenda João Bonomo, professor de empreendedorismo do Ibmec/MG. Veja as recomendações dos especialistas para quem deseja abrir um novo negócio. 
1. Reflita
O sucesso ou o fracasso do primeiro negócio deve ser uma fonte de aprendizado para os empreendedores. “A primeira coisa que ele tem que fazer é uma reflexão e anotar o que ele errou ou o que poderia ter feito melhor. É preciso deixar anotado, para não cometer o erro duas vezes”, afirma Nakagawa. 
Para Bonomo, para aqueles que já pensam em abrir o segundo empreendimento, é preciso avaliar quais foram os aspectos críticos que levaram o negócio anterior ao fracasso. “Mesmo que o novo empreendimento seja em uma área que vocé não conheça”, diz.
2. Amplie o conhecimento
Aproveitar o momento para se capacitar pode ser uma maneira de buscar inspiração para o novo negócio. “As pessoas acham que já carregam uma bagagem muito boa. Pense na possibilidade de criar uma coisa nova e busque um fator que possa diferenciar seu empreendimento de todos os demais”, recomenda Bonomo.
Cursos podem ser uteis para ampliar o conhecimento que o empreendedor já tinha. “Hoje, tem cursos com novas abordagens, para fazer um plano de negócio, por exemplo”, afirma Nakagawa. 
3. Busque um mentor
O papel de um conselheiro é essencial para que o empreendedor aprenda com os erros cometidos. Pode ser um empreendedor com mais experiência ou alguém com quem você possa trocar experiências.
“Dúvidas e dilemas devem ser discutidos sempre que possível. Você precisa ter alguém para compartilhar e amadurecer como empresário, como administrador de empresas mesmo. Nem sempre as decisões são perfeitas”, afirma Nakagawa.
4. Aproveite o seu networking
A rede de relacionamentos que o empreendedor conseguiu construir pode ser valiosa quando ele for começar outro empreendimento. “Efetivamente, o relacionamento que ele conseguiu construir é muito mais importante do que o sucesso de um negócio”, acredita Bonomo.
Para Jerônimo, conversar com os fornecedores e parceiros antigos pode ajudar nessa nova etapa.
5. Controle suas emoções
Equilibre as emoções e continue empreendendo. “Não fique muito eufórico, seja receoso e vá com calma, mas não cometa os mesmos erros”, recomenda Bonomo. 
“Se errou na primeira vez e na segunda vez, é planejando bem cada passo que você irá diminuir os riscos”, afirma Jerônimo. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Para Warren Buffett, crise foi um negócio de US$ 10 bilhões

Durante a crise financeira, o bilionário Warren Buffett lançou botes salva-vidas para várias empresas de primeira linha. Cinco anos depois, o retorno desses negócios está ficando claro: já são US$ 10 bilhões e o valor continua aumentando.

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Nati Harnik/Associated Press
Buffett se aproximou dessa quantia após receber mais uma grande bolada na semana passada, elevando para quase 40% o lucro antes dos impostos de seus investimentos feitos na época da crise, de acordo com uma análise do The Wall Street Journal.

A recompensa é uma ilustração vívida de uma das máximas favoritas de Buffett para os investimentos: "Seja medroso quando os outros são gananciosos, e seja ganancioso quando os outros estão com medo".

O retorno extraordinário mais recente para o bilionário de Omaha e seu conglomerado, a Berkshire Hathaway Inc., foi gerado quando a fabricante de doces Mars Inc. lhe devolveu US$ 4,4 bilhões que sua subsidiária a Wrigley tomou emprestado em 2008. Só esse pagamento deve gerar à Berkshire um lucro líquido de pelo menos US$ 680 milhões.

"Em termos de simples lucratividade, um investidor médio poderia ter se saído igualmente bem investindo no mercado de ações se tivesse comprado durante o período de pânico", disse Buffett em entrevista ao WSJ. Ele estava se referindo a um período de alguns meses, começando no terceiro trimestre de 2008, quando as ações de algumas de suas empresas favoritas, inclusive a Wells Fargo & Co. e a American Express Co., caíram para mínimos históricos. "As melhores compras são feitas quando a maioria esmagadora das pessoas está com medo."

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Mas poucos investidores, se é que houve algum, aproveitaram a crise tão habilmente como ele.

Numa comparação, o governo dos Estados Unidos investiu uns US$ 420 bilhões através de seu Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês). O governo também exigiu condições vantajosas e recebeu pagamentos consideráveis de dividendos, obtendo um retorno de uns US$ 50 bilhões, ou 12%, até o momento, segundo o site do Tesouro americano.

Buffett disse que espera usar o dinheiro para fazer em breve outros grandes investimentos que trarão rendimentos igualmente atraentes. A Berkshire vai continuar a comprar ações para engordar seu portfólio de mais de US$ 100 bilhões porque "ainda é melhor ter ações do que dinheiro", disse ele.

Começando com a Mars, em abril de 2008, quando os mercados de crédito iniciaram o aperto antes da crise financeira, algumas grandes empresas se voltaram para Buffett — e para as enormes reservas de caixa da Berkshire — como financiador de última instância. Além do capital necessário, as empresas adquiriram algo igualmente valioso: o aval implícito de Buffett para suas perspectivas de longo prazo. Em geral, as ações dessas empresas subiram após elas revelaram o envolvimento da Berkshire.

Em seis grandes negócios, a Berkshire investiu um total de uns US$ 26 bilhões. Buffett começou a fechar esses negócios nos primeiros dias da crise e continuou fazendo isso quando a recuperação já ia bem avançada. O último deles, em 2011, foi um empréstimo de US$ 5 bilhões para o Bank of America Corp.

Além da Mars e do Bank of America, a Berkshire fez investimentos no Goldman Sachs Group Inc., Swiss Re Ltd., Dow Chemical Co. e General Electric Co.

Vários negócios continuam a render dividendos robustos. A Berkshire também possui participações nessas empresas ou garantias para comprar suas ações que adicionam vários bilhões de dólares ao retorno sobre os investimentos da empresa, pelo menos no papel.

Embora a garantia de compra de ações de alguns destes negócios tenha vindo sem custos junto com a compra das ações preferenciais pela Berkshire, as normas contábeis exigem que a empresa divida os custos entre as ações e as garantias adquiridas. Isso significa que ela registra ganhos em seus livros contábeis de forma diferente da contabilidade tradicional de receitas e despesas, somando assim uns US$ 10 bilhões.

À medida que a economia se recupera, e com o crédito disponível a taxas mais atraentes, algumas das empresas optaram por reduzir a participação da Berkshire ou ajustar os termos de formas favoráveis para Buffett.

A Dow Chemical, que tomou emprestado US$ 3 bilhões da Berkshire para financiar a compra da Rohm & Haas, em 2009, afirmou que recomprar suas ações preferenciais é uma prioridade.

Também na semana passada, a Berkshire se tornou uma das maiores acionistas do Goldman, com uma participação de US$ 2,1 bilhões, após o fim de um acordo de cinco anos em que a Berkshire injetou US$ 5 bilhões no banco.

A Berkshire comprou 50.000 ações preferenciais do Goldman, que exigiam que o banco lhe pagasse US$ 500 milhões em dividendos anuais. Quando o Goldman resgatou as ações, em março de 2011, pagou à Berkshire US$ 500 milhões adicionais como prêmio.

O acordo original também deu à Berkshire garantias para comprar 43,5 milhões de ações ordinárias por US$ 5 bilhões, o que teria feito do conglomerado o maior acionista do Goldman. Em março, o banco alterou as condições para dar à Berkshire uma participação menor, sem que ela tivesse que gastar dinheiro extra.

A Berkshire ajudou a Mars a financiar sua aquisição da Wrigley por US$ 23 bilhões. Desde então a empresa tem procurado refinanciar parte da sua dívida para aproveitar os juros mais baixos e uma melhor classificação de crédito, disse um porta-voz.

A Berkshire contribuiu com US$ 6,5 bilhões, incluindo US$ 2,1 bilhões em ações preferenciais da Wrigley que pagam dividendos anuais. Mais tarde, a Berkshire também comprou mais US$ 1 bilhão em papéis de dívida da Wrigley. Até agora, o investimento deverá dar à Berkshire quase US$ 4 bilhões líquidos, incluindo dividendos anuais e um prêmio pelo pagamento antecipado, já que a dívida venceria em 2018.

A participação de Buffett no Bank of America pode render dinheiro por anos a fio. A Berkshire investiu US$ 5 bilhões no banco em 2011, o que lhe acrescenta uns US$ 300 milhões em receita anual antes dos impostos. O diretor-presidente do Bank of America, Brian Moynihan, disse recentemente que não pretende recomprar as ações preferenciais no futuro próximo. A Berkshire também tem prazo até 2021 para exercer sua garantia de compra de 700 milhões de ações ordinárias por mais US$ 5 bilhões, a US$ 7,14 por ação. Considerando que o preço atual das ações do banco é de uns US$ 14, essas garantias gerariam um lucro de quase US$ 5 bilhões nos livros contábeis.

Mas grandes aquisições, como a compra da operadora de ferrovias BNSF Railway Co., em 2010, por US$ 26 bilhões, ficaram mais difíceis de encontrar. Como os preços vêm subindo em paralelo com a recuperação econômica, Buffett já lamentou publicamente a escassez de ofertas transformadoras que permitiriam à Berkshire colocar parte do seu caixa para trabalhar.

domingo, 6 de outubro de 2013

Startup cria plataforma para dividir a corrida de táxi


Equipe da startup Meia Bandeirada
Divulgação

Fundada em janeiro deste ano, a startup Meia Bandeirada tem uma plataforma para compartilhamento automatizado de táxi. Funcionários de uma mesma empresa podem dividir os custos de uma corrida ao utilizar o aplicativo.

Os empreendedores André Insardi, 26 anos, Eduardo de Rezende Francisco, 40 anos, Natanael Felismino da Silva, 26 anos, Moisés de Oliveira Correia, 29 anos, e Ricardo Levy Barreto, 28 anos, investiram cerca de 300 mil reais no negócio.

Hoje, a startup atua com o público empresarial ao oferecer o aplicativo como ferramenta corporativa. No mês passado, eles lançaram o projeto piloto Bandeirada Cultural, em que o usuário pode dividir a corrida de táxi para ir a eventos culturais. Por enquanto, esse agendamento pode ser feito no site. 

A ideia do negócio surgiu diante da necessidade de economizar os gastos com transporte, pois o táxi era um dos principais meios de locomoção de um dos sócios. A startup cobra uma taxa por solicitação realizada com sucesso das empresas e das cooperativas.

A Meia Bandeirada venceu a competição Slumdog Beta durante a Campus Party Brasil deste ano e já recebeu investimento de um grupo de investidores do interior de São Paulo e do espaço de coworking, Plug n’ Work. 

O pitch: “Somos uma empresa de tecnologia voltada a mobilidade urbana, que visa redução de custo com os deslocamentos de colaboradores de grandes empresas através do controle, otimização e gestão dos recursos de transporte.”

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

8 dicas para abrir seu primeiro negócio

Alguns fatores para chegar ao sucesso escapam ao controle do empreendedor, mas entregar uma boa lição de casa ajuda a criar as condições ideais para recebê-lo.

Reprodução/Endeavor

Embora o índice de mortalidade das empresas nascentes esteja caindo no Brasil, boa parte das microempresas não consegue superar os primeiros anos de vida. Entre os motivos, estão a falta de planejamento e de experiência, pouco capital para investir e má gestão. Confira 8 pontos que merecem a atenção dos novos empreendedores antes de abrir o primeiro negócio:

1. Aposte na experiência

Se o empreendedor não tem experiência na área em que deseja iniciar uma empresa, uma boa dica é procurar um sócio, funcionário ou até mesmo uma consultoria que já tenha certa experiência no ramo em questão.

2. Adquira capacitação e conhecimento

A busca pelo conhecimento sobre a área em que se quer atuar é fundamental. Cursos de capacitação são importantes para entender melhor os problemas cotidianos, desenvolver a capacidade de identificá-los e solucioná-los de maneira rápida, eficaz e mais econômica possível.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O outro lado do empreendedorismo

O empreendedorismo consiste muito mais na preparação do negócio e no conhecimento do mercado do que no simples fato de abrir o negócio próprio.

Reprodução/Endeavor

São diversos os motivos que levam um empreendedor a optar por esse caminho e a idade tem se tornado um fator bastante comum nesta escolha. Segundo levantamento realizado no início do ano pela empresa Data Popular, existem aproximadamente 1,5 milhão de jovens empreendedores no Brasil com faixa etária entre 16 e 24 anos; além disso, o estudo mostra que cerca de 22 milhões de jovens planejam ter seu próprio negócio no futuro.

Mas será que esses jovens empreendedores estão preparados profissionalmente e psicologicamente para dar um passo tão grande? Afinal, é preciso muito mais do que coragem para arriscar. A falta de planejamento antes de abrir o próprio negócio é uma das principais causas de falência e uma das maiores falhas dos novatos que estão entrando no mercado.

De acordo com outra pesquisa, realizada por Shikhar Ghosh, professor da Harvard Business School, 3 em cada 4 startups que têm investimento de capital de risco não sobrevivem ao mercado nem dão retorno aos investidores. O levantamento, feito com mais de 2 mil empresas, com aportes abaixo de 1 milhão de dólares, ao longo de 6 anos, contesta portanto os dados sempre positivos divulgados pelos investidores-anjo. Motivados por uma realidade distorcida, muitos dos jovens criam startups e tendem a fracassar no longo prazo.

O que podemos observar é que a falta de experiência no mercado profissional leva a geração Y, como são conhecidos os nascidos a partir da década de 1980, a pensar somente a curto prazo. Eles já ingressam no mercado desejando conquistar a independência financeira e aumentar a sua renda, quando antes é necessário prever e identificar os pontos fortes e fracos de um possível negócio.

Uma gestão empresarial bem pensada está focada em pontos-chave para atingir o sucesso. E a pesquisa de campo é primordial para fundamentar qualquer ideia que possa surgir no universo do empreendedorismo. Quais serão os custos e os investimentos da empresa? Quais são as tendências do mercado e os possíveis concorrentes? Existe demanda de consumo para o que deseja propor? Enfim, esses são apenas alguns fatores que precisam ser organizados. Se pensarmos mais a fundo, haverá ainda questões como o regime tributário para abertura de um negócio e se os profissionais da equipe têm suficiente conhecimento.

Diante desse cenário, será que aqueles com mais idade se preparam melhor antes de empreender? Bom, o que podemos afirmar é que o acúmulo de bagagem profissional é um grande diferencial para os futuros empreendedores. Ter idade mais avançada acarreta em mais responsabilidades, tanto no lado pessoal, com o sustento de uma família, quanto profissional, o que leva o empreendedor a analisar os prós e contras antes de arriscar-se a fundo em um novo negócio. É preciso estar preparado caso o negócio não saia como planejado.

Empreendedores mais velhos e com maior bagagem profissional serão no mínimo mais criteriosos e cuidadosos antes ingressar em algo que não possa lhes trazer estabilidade e confiança. Já os jovens, que não têm tanto a perder por possuírem o benefício do tempo, ousam mais neste quesito e assumem os riscos do ato impensado.

O empreendedorismo consiste muito mais na preparação do negócio e conhecimento do mercado, do que no simples fato de abrir o negócio próprio. É preciso agregar valor, planejar e desenvolver habilidades. Além de colocar tudo em prática, fator crucial para o tão sonhado sucesso.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Por que e como conseguir mentores para o seu negócio

Atrair conselhos de mentores é um dos fatores que mais pode aumentar seu potencial de sucesso. Saiba o que fazer para conseguir seus próprios conselheiros.

Lendo no recente estudo “5 Conselhos Valiosos para Se Tornar um Empreendedor de Alto Impacto” da Endeavor, chamou a minha atenção os resultados da pesquisa (quadro abaixo).

Os empreendedores indicaram que “Atrair Investidores de risco” e “Procurar conselhos externos de mentores” estão entre os fatores que aumentam significativamente o seu potencial de sucesso, tendo sido utilizados pela maior parte destes empreendedores. Isto me fez recordar de três experiências que foram muito importantes para mim.

A primeira ocorreu quando estava fundando minha segunda empresa. Apesar de já ter alguma experiência adquirida, iria atuar com uma linha de negócio totalmente nova para mim e muito mais complexa; era um grande desafio que estava disposto a enfrentar, mas tive a sorte de o presidente de um fornecedor ter sido um grande mentor para mim, orientando sobre como atuar naquele setor e compartilhando sua experiência e conhecimento. É claro que ele também ganhava com isto, pois conforme eu crescia, adicionava negócios para ele e para mim nada era mais justo do que ele ser recompensado pelo apoio que dava, mesmo o custo de seus produtos serem muitas vezes maiores do que de outros, mais do que compensava pelo apoio que recebi.

A segunda experiência veio em um momento bem posterior, quando minha empresa já estava bem mais madura e comecei a ser procurado por fundos de investimento. Naquela época, eu não tinha nenhum conhecimento sobre negociação com investidores e por orientação de um grande amigo, procurei e contratei um advisor para me orientar e apoiar na negociação, que foi fundamental para o sucesso da mesma.

Por fim, após receber o investimento, os gestores do fundo passaram a ser meus conselheiros formais, agregando além de todo seu know-how, a chamada “visão fora da caixa”, como, por exemplo, para perceber os desafios que o mercado impunha e que no dia-a-dia passavam despercebidos.

Enfim, depois de todas estas experiências positivas, pela importância que percebi dos mentores/conselheiros/advisors e investidores (no momento inicial, quando estiver concebendo seu negócio e quando estiver bem maduro) foi que eu acabei me tornando um. E como você deve encontrar o melhor mentor ou conselheiro para você? Seguem algumas dicas que utilizei para escolher os meus.

Como encontrar? O encontro pode ocorrer meio que pelo acaso, como na minha primeira experiência, mas você pode procurar na sua rede de contatos ou usar ferramentas como o Linkedin. Encontrados os potenciais conselheiros, você deve observar as seguintes características:

1. Empatia: é muito simples, você deve ter uma boa afinidade com o mesmo, caso contrário, a relação não durará muito tempo;

2. Experiência: o conselheiro deve ter uma carreira sólida e com resultados comprovados, bem como experiência em atuar como mentor, pois mesmo sendo muito bom na sua área, se ele não tiver prática na atividade, poderá ter pouco valor efetivo;

3. Relacionamento: um dos grandes valores agregados do conselheiro é sua rede de contatos, assim, avalie o quanto ele é conectado;

4. Disponibilidade: certifique-se que o conselheiro tem o tempo necessário para dedicar e combine previamente isto.

E como você pode conquistar um conselheiro? Primeiro você deve demonstrar que está preparado para executar o negócio que se propõe. Outro aspecto importante é a remuneração, pois mesmo que o conselheiro não precise financeiramente da mesma, é só com ela que você vai assegurar um comprometimento firme do mesmo com seu negócio, pois caso contrário, poderá ficar em segundo plano dentro das prioridades dele. Lembre-se que um profissional de alto nível poderia receber honorários de até R$ 3 mil/hora, mas você pode estimulá-lo pagando uma parte do valor em participação societária do negócio, alinhando ainda mais o interesse dele com o seu.

Espero que estas dicas ajudem a encontrar o conselheiro ou investidor certo para seu negócio, mas se tiver alguma dúvida, deixe um comentário que será um prazer respondê-lo.

Seu produto é capaz de revolucionar um mercado?

Panorama confirma cenário positivo, com novos fundos chegando em busca de startups com projetos inovadores.



























No último mês, o perfil dos negócios realizados por fundos de private equity e venture capital seguiram a mesma tendência que foi apresentada no primeiro semestre do ano, ou seja, um foco especial em empresas de internet e de tecnologia. Além disso, fundos brasileiros realizaram novos aportes de capital e novos fundos estrangeiros anunciaram sua chegada ao Brasil, o que confirma as boas perspectivas para este segundo semestre do ano.

Um bom exemplo foi o aporte de capital no valor de R$ 1 milhão recebido pela startup Sonoma (www.sonoma.com.br) que oferece serviços de curadoria de vinhos e gastronomia pela internet. O aporte foi realizado pelo fundo de venture capital norte-americano 500Startups (http://500.co) em conjunto com um grupo de investidores anjo. O modelo de negócios da startup é o de "venda privada", em que oferece aos seus membros seleções semanais negociadas diretamente com produtores, em quantidades limitadas e com preços especiais. O fundo 500Startups além de prover capital semente, entre US$ 25 mil e US$ 250 mil, também atua como uma aceleradora de startups. Seu foco são empresas de internet com inovação para a experiência do usuário. 

No segmento de tecnologia, a empresa Easy Food (www.easyfood.com.br), recebeu um aporte de capital de R$ 2,3 milhões do fundo NascenTI, gerido pela brasileira Confrapar, que é destinado a investimentos em startups do segmento de tecnologia. A Easy Food desenvolveu um software que permite gerenciar a alimentação de crianças nas escolas. 

O cenário para os empreenderores com projetos inovadores e capazes de revolucionar o mercado, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, mídia e financeira, é de otimismo. Uma boa razão é a chegada ao Brasil da norte-americana Mason Square Capital (www.mason2cap.com), que veio oferecer capital semente e venture capital para estes tipos de projetos. 

Para se ter uma idéia, o primeiro projeto local em operação da Mason Square Capital é o iCab2go (www.icab2go.com), uma plataforma de serviços móveis que utiliza o potencial da geolocalização para melhorar a experiência de pedir um táxi. Projetos como o iCab2go, são um ótimo exemplo de tecnologias disruptivas, que normalmente apresentam grande escalabilidade e são atrativos para investidores. A EasyTaxi (www.easytaxi.com.br)por exemplo, acaba de receber um segundo aporte de capital do fundo alemão Rocket Internet, no valor de R$ 30 milhões. O primeiro aporte foi de R$ 10 milhões em outubro de 2012. Na sua página a EasyTaxi afirma que sua missão é diminuir em até 4x o custo do táxi para o passageiro.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

6 formas de driblar o medo para empreender

Veja as dicas para quem quer abrir um negócio, mas ainda tem medo de arriscar

Homem com post-it no rosto
Incerteza, medo, risco. Quem começa um negócio do zero sabe que essas sensações são potencializadas na hora de, enfim, tirar a ideia do papel. Muitos empreendedores estudam o mercado, pesquisam e, mesmo assim, ficam paralisados na hora de assumir o compromisso do próprio negócio.
A boa notícia é que essas sensações são perfeitamente normais no empreendedorismo e fazem parte do processo. Para superar o medo e se arriscar, os especialistas Thiago de Carvalho, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, e Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Criatividade e Empreendedorismo da FAAP, dão dicas para driblar a incerteza e ter uma pequena empresa de sucesso. 
1. Não faça comparações
Uma das principais dúvidas na hora de empreender é se as condições do emprego, como salário, benefícios e horários, serão mantidas na nova atividade. “Mais do que risco e medo, as pessoas ficam comparando o que elas têm hoje e esperando a grande ideia”, diz Carvalho. Segundo ele, é mais importante se encontrar em uma atividade que traga satisfação do que medir apenas pelo aspecto financeiro. 
2. Entenda o que é risco para você
A percepção de risco, segundo Hashimoto, é algo muito particular. “Se você é o tipo que olha para o céu claro e mesmo assim tem um guarda-chuva, indica que é menos receptivo a risco”, diz. É importante avaliar, com base nas escolhas diárias e de investimentos, qual é o seu limite para se arriscar. 
3. Descubra de onde vem a dúvida
Entender de onde vem o medo ao risco é essencial para poder solucioná-lo. “É legal saber quais são as origens dessa insegurança. É uma insegurança muito específica de cada um”, indica Carvalho. Descubra se o medo é impulsionado por falta de capital, de habilidades técnicas ou mesmo por circunstâncias pessoais. 
4. Planeje-se
Um planejamento de médio e longo prazo ajuda a amenizar o medo e também reduzir os riscos. “Esse planejamento ajuda a pessoa a entender melhor o negócio. Algumas pessoas acabam ignorando retornos dos consumidores que não gostam do produto delas. Elas criam modos de pensar e acabam não observando o mercado”, explica Carvalho. 
Este planejamento é essencial se o negócio for em uma área em que o empresário tem pouca experiência. O mais indicado é conversar com o máximo de pessoas possível para entender o mercado. 
5. Avalie o impacto dos riscos
Entender o que o risco vai causar na sua vida é importante para avaliar quais ameaças serão priorizadas. “Na avaliação de risco, precisa saber quais são as ameaças que podem sair do controle”, diz Hashimoto. Segundo ele, uma ótima forma de reduzir a incerteza é participa de cursos e seminários e conversar com especialistas. 
O passo seguinte é entender quais são os maiores riscos, avaliando o impacto e a probabilidade de cada um. “Se o impacto é pequeno e a chance de acontecer é grande, o risco talvez seja alto”, indica. 
6. Faça uma autoavaliação
O autoconhecimento é essencial para entender como cada empreendedor lida com o risco e com a ideia de abrir um negócio. “Esse autoconhecimento é importante para quem está buscando uma carreira como o empreendedorismo. Não tem certo ou errado em termos de carreira”, diz Carvalho. Avalie-se e meça até que ponto você está disposto a ir pelo próprio negócio. 

Como Definir a Participação de Cada Sócio em uma Startup

http://cassiospina.weebly.com / Desafio Brasil 2011

É muito comum quando pergunto qual é a participação de cada sócio de uma startup receber como resposta que é igual para todos fundadores. Apesar de não ser totalmente errado, não me parece ser a melhor distribuição, considerando que normalmente toda empresa tem um líder que assume o maior peso da responsabilidade. Entretanto, o que realmente me preocupa como investidor é quando questiono se estabeleceram um acordo societário para o caso de algum dos empreendedores tenha de sair no meio do caminho: raramente ouço que sim e isto é risco que nenhum investidor quer tomar, especialmente por ser facilmente resolvível se combinado previamente. Mas se não for, poderá se tornar um sério problema lembrando que uma das causas mais frequentes para o fracasso de empresas são desavenças entre os sócios. Por melhor que o negócio seja, dificilmente irá sobreviver se os fundadores desviarem seu foco para discussões entre si e isto normalmente ocorre por um ou mais dos motivos abaixo:

- Divergência de opinião sobre os rumos da empresa.
- Falta de dedicação de algum dos sócios a empresa.
- Algum dos sócios não dar os resultados conforme necessário/prometido.
- Comportamentos/problemas pessoais fora do padrão.

Todos estes problemas muitas vezes só tem solução com o desligamento do sócio que está dissonante do grupo e para isto é fundamental que já esteja pré-acordado como isto será efetivado, senão as discussões e brigas podem parar até em disputas judiciais que levariam a grandes prejuízos para a empresa, inclusive ao seu insucesso.

Um exemplo simples é de uma startup que tenha 3 co-fundadores com participações iguais, ou seja, 33,33% para cada um e um deles resolve simplesmente desistir depois de 6 meses. Observando que para uma startup o capital mais valioso é o trabalho de cada sócio, este abandono prematuro certamente irá prejudicar a empresa, mas pior do que isto é se este sócio considerar que deve manter sua participação original, pois isto certamente irá desmotivar os outros remanescentes, pois estes não irão querer continuar se dedicando enquanto o que saiu irá "ganhar" o mesmo que eles se o negocio der certo.

Para evitar estes problemas é fundamental que os empreendedores combinem as regras de participação societária desde o inicio, começando pela participação de cada um, conforme as responsabilidades e dedicação individual. Um modelo simples de cálculo é computar quando como se o trabalho dedicado fosse um investimento pessoal de cada um no capital da empresa. Por exemplo, levantando-se quanto cada sócio ganharia se fosse um funcionário desta empresa e computando o valor como um aporte de capital. Por exemplo, se o líder da startup tivesse uma remuneração teórica R$ 10 mil/mês, o co-fundador técnico R$ 8 mil/mês e o co-fundador comercial de R$ 6 mil/mês, pode-se utilizar estes valores como “aportes de capital teórico” para calcular a participação de cada um, pelo período que se dedicar, assim, se o líder no começo se dedicar 100%, o técnico 70% do seu tempo e o comercial 50% do seu tempo, a cada mês deveria ser adicionado o aporte individual de trabalho ou seja R$ 10 mil, R$ 5,6 mil e R$ 3 mil respectivamente, acumulando mês a mês até quando a empresa pudesse começar a pagar os pró-labores dos sócios, assim, se algum dos sócios se desligasse no meio do caminho, seus “aportes com trabalho” parariam de ser computados, sendo diluídos pelo trabalho dos outros fundadores que continuassem. Além disto, considerando que enquanto a startup não começar a gerar resultados, deve-se combinar que a saída prematura antes de um período mínimo pré-determinado (ex.: 1 ano ou inicio de faturamento) implicaria na “perda” parcial ou até total de sua participação como uma penalidade pelo prejuízo que isto iria causar na startup, que teria de buscar alguém para substituí-lo. Esta cláusula é conhecida como “vesting” sendo muito comum nos contratos efetivados com investidores, que precisam da garantia de dedicação dos fundadores.

Não é possível determinar qual fórmula é a “mais justa”, pois é um conceito muito subjetivo, mas existem várias outras metodologias e fórmulas para o cálculo de participação dos sócios, como por exemplo a publicada no site foundrs.com e até um livro sobre este tema (vide www.slicingpie.com). O importante é que seja criado um acordo que seja aprovado por todos e que garanta o comprometimento individual de cada um.

Artigo escrito por Cassio Spina - Matéria publicada em blog.anjosdobrasil.net

O time inicial para tirar o negócio do papel

Divulgação Chicago Booth/Exame.com
Jovens resolvem quebra cabeça


O empreendedor está montando um negócio promissor, mas precisa de pessoas qualificadas que comprem seu sonho e topem ganhar menos do que numa multinacional. Como e onde recrutar ótimas pessoas?

Talvez uma das coisas mais complexas para qualquer startup no mundo é formar sua equipe inicial.

No Brasil, claro, é mais difícil ainda. E explico por quê:

1. Há pouquíssimo capital de risco semente, aquele que financia quase “ppts”, portanto as startups precisam contratar com pouquíssima grana. Mesmo!;

2. As grandes empresas em um país que vai bem oferecem pacotes atraentes para os jovens mais talentosos, como programas de trainees, por exemplo, e fica muito difícil para uma startup competir com salários, benefícios e treinamentos (entre outros mimos) e

3. Ainda acontece, cada vez menos, é verdade, de o jovem achar que o mais legal é trabalhar para uma grande empresa multinacional e não para uma “empresinha” que está começando. Ainda temos aquele velho estigma do “você sabe com quem você está falando?”...

Dito isso, que nada mais é do que uma constatação da realidade, quais as saídas para o empreendedor brasileiro de startup conseguir montar uma equipe que o ajude a fazer seu negócio acontecer? Listo alguns pensamentos:

1. Mais (muito mais) do que em outros lugares, o empreendedor brasileiro precisa ser hiper-mega-super-empolgado com o seu negócio (MUITO!), pois alguns dos melhores talentos poderão se reconhecer no desafio, na empolgação e, independente de grana e do tik (hahaha), etc, etc, poderão se juntar ao seu time.

2. Os jovens da Geração Y buscam coisas que tenham significado e sejam verdadeiras, o que é o caso de uma startup (a não ser que ela seja de um filhinho de papai mimado), portanto aí pode estar mais uma das razões para atrair um jovem talento: mostrar que o que ele irá fazer é muito mais do que um emprego, tem significado, faz diferença.

3. Pensar em colaboradores como se fossem sócios. Os processos aqui no Brasil de coisas como stock options ainda são meio confusos, mas você pode oferecer uma pequena parte da empresa para os colaboradores mais estratégicos e montar um formato que funcione com eles. (um bom contador ajuda a encaminhar isso).

4. Pensar em ter sócios ao invés de colaboradores. O valor da sua empresa (apesar de futuro) é real, ou seja, tem gente que troca dinheiro (ou chance de dinheiro) no futuro por dinheiro hoje. Sócio, obviamente, não é nada simples, mas pode ser muito interessante. Ouvi de um fundo americano que eles nunca investem em empreendedores individuais, solitários, preferem os que têm sócios.

5. Seja criativo. Visitei uma startup nos EUA semana passada que funciona em um escritório virtual, que eles montam e desmontam conforme a necessidade, composta por 5 pessoas, todos sócios com diferentes participações e que tem todos os cargos “C”(CEO, CFO, etc) completos, mas como se diz aqui no Brasil, nenhum “índio”! Ou seja, tem CEO, CFO, CMO, mas funciona no Starbucks! Quando o cara entrega cartão, ele é bonitão, cargo bacana e parece mais do que é... afinal, todo mundo precisa/gosta de ser respeitado, né? Cargos criativos também são bacanas, tipo Chief Disruption Office (CDO). O cara não tem grana, mas tem status!

Falando em criatividade, penso que no Brasil uma das grandes saídas para as “faltas” que temos por aqui é ser criativo, e no caso dos colaboradores para startups a regra vale.

Sonhe grande, atraia gente que quer sonhar com você e boa sorte!


terça-feira, 16 de julho de 2013

5 mitos sobre dinheiro que os empreendedores ainda seguem

Sem formação adequada, muitas pequenas empresas erram na hora de cuidar do dinheiro

Mulher olha documentos e contas

Hoje, três em cada dez pequenas empresas brasileiras não sobrevivem aos dois primeiros anos do negócio, segundo dados recentes do Sebrae. Em parte, a falta de capacidade de gestão é responsável pelo fim de muitos negócios.
Cuidar bem das finanças é essencial para pequenas empresas. Muitas vezes sem uma equipe, o próprio empreendedor assume o papel de gerir e administrar todo o negócio. O problema é que empresas de pequeno porte podem não ter capacitação adequada e os erros recorrentes levam o negócio à falência. Com amadorismo, os empreendedores ainda acreditam em mitos sobre finanças que podem ser fatais ao negócio. 
1. Vender mais dará mais lucro
É verdade que aumentar as vendas pode também aumentar os lucros, mas nem sempre isso é verdade. Segundo Maurício Galhardo, da Práxis Business, o lucro acontece quando há controle financeiro e dos gastos. “Se não tem uma margem boa, vender mais significa jogar a empresa no buraco”, diz Galhardo. 
2. Falta de lucro é o fim do negócio
O professor de finanças do Insper Angelo Corsetti diz que muitos empresários acreditam que o lucro é o indicador mais importante da saúde do negócio. Mas nem sempre funciona assim. “Uma empresa quebra não é por falta de lucro, é por falta de caixa. Às vezes, o sujeito que é amador imagina que uma empresa não vai quebrar por que tem lucro. Mas quem determinará isso é o fluxo de caixa”, explica Corsetti. 
3. Dono deve ter uma retirada mensal
Muitos chamam de pró-labore, outros de participação nos lucros. O importante para muitos empreendedores é fazer uma retirada mensal de dinheiro da empresa.
“Ele tem o direito de tirar o dinheiro todo mês, mas uma pequena empresa nem sempre dá essa condição. Ela pode ter sazonalidade e não fechar no azul. Se o dono não tiver esse controle, ele tira dinheiro e afunda ainda mais o negócio”, afirma Galhardo. 
O ideal, segundo ele, é ter um planejamento para saber em quais meses é possível fazer a retirada sem prejudicar o negócio. “Há meses que ele pode tirar duas vezes e outros não. Ele precisa entender o fluxo de caixa da empresa e o pessoal”, diz o consultor. 
4. Não há diferença entre contas pessoais e jurídicas
Muitas pessoas ainda acreditam que não há problema em misturar finanças de empresa e pessoais. “Como saber se o negócio está indo bem ou não se tem contas pessoais ali no meio”, questiona Galhardo. Se usar o dinheiro do negócio nas contas pessoais, é preciso registrar o valor, para saber como está o resultado real da empresa. 
5. Planejamento é perda de tempo
Um planejamento financeiro bem feito pode exigir tempo e informações do empresário. Por falta de um ou outro, muitos não fazem um planejamento adequado e acabam instalando uma gestão amadora na empresa. A margem de lucratividade, o giro de ativos e a geração operacional de caixa devem ser dados conhecidos do empreendedor que quer expandir. “A empresa precisa crescer, mas tem que crescer de maneira sustentável e lucrativa”, diz Corsetti. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Como criar uma rede de contatos promissora para seu negócio

Fazer networking é essencial para empreendedores que querem ver o negócio crescer

cartão de visita


Ter uma rede de contatos pode ser simples e não custa quase nada. Por que então muitos empreendedores não prestam atenção nisto? Provavelmente porque exige tempo e dedicação. O networking bem feito, segundo especialistas, pode ajudar muito a fazer o negócio crescer.
A vida digital tem contribuído para que os empresários exercitem mais a habilidade de se conectar com pessoas e empresas que podem ser interessantes para a pequena empresa. Veja as sugestões de Victor Trujillo, coordenador dos Cursos de Férias PME da ESPM, e Thiago de Carvalho, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, para criar uma rede de contatos sólida no seu negócio. 
1. Use as redes sociais
As redes sociais devem ser vistas como ferramentas para a empresa. Segundo Trujillo, o investimento é praticamente nulo e só exige tempo do empreendedor. “Ele precisa ter a visão de que é uma ferramenta de trabalho e autorizar os funcionários a acessarem”, diz. 
Com a trama de contatos virtual, fica mais fácil localizar pessoas interessantes e contatos que podem ser úteis para o negócio. “A ausência das mídias coloca a empresa em posição de desvantagem”, explica Trujillo. Vale lembrar que mandar uma mensagem igual para várias pessoas oferecendo seus serviços não é uma boa forma de uso. 
2. Pense nos laços fracos
Para Carvalho, manter contato sempre com as mesmas pessoas pode ser um problema na vida do empreendedor. “É importante criar uma rede de laços fracos, que vai fazer as informações chegarem ao empreendedor. Se só convive com o sócio, chega uma hora que não tem mais novidades e anda em círculos”, diz. Os tais laços fracos seriam pessoas que você conhece, mas não passa tanto tempo junto. 
3. Participe de eventos
Os eventos são ótimos lugares para conhecer pessoas que tenham a ver com sua empresa. Nas feiras, é preciso se planejar para conversar com os contatos certos. “Muita gente vai a feiras como faz no supermercado, parando aqui e ali”, opina Trujillo. É importante pesquisar quais empresas vai visitar e realmente desenvolver uma conversa no local.
Para os negócios que costumam expor nestes eventos, é importante ter funcionários capacitados para estas conversas. “Muitos expositores não colocam o primeiro escalão da área comercial na feira, chegando a terceirizar o atendimento”, critica o professor da ESPM. 
Em cursos e palestras, vale a pena aproveitar os momentos de intervalo, como o coffee break. “Este contato é o ganho secundário, além do conteúdo do evento. Vale até uma aproximação com o concorrente, trocar um cartão, aproveitando um espaço neutro”, sugere. 
4. Invista em qualidade
Não se preocupe demais em ter muitos contatos. O importante é ter uma rede consistente e que possa de fato ser útil para o negócio. Acumular muitos contatos pode ser prejudicial para o networking. “Algumas pessoas se preocupam com quantidade de contato. Não é a quantidade, é a qualidade que importa. Se não vai conseguir nutrir os contatos, perde o foco”, diz Trujillo. 
5. Seja cordial
Forçar uma aproximação ou mesmo enviar mensagens padronizadas para muita gente são ações que não ajudam a compor sua rede. A relação deve ser sempre cordial. “Não é legal forçar as coisas. Não é só pedir um favor. É estabelecer um canal de comunicação que pode usar para alguma coisa no futuro. Quanto mais tempo passa nutrindo, mais a rede vai se moldando”, explica Carvalho. 
6. Deixe a timidez de lado
Na hora do networking, a timidez pode atrapalhar. Por isso, não se intimide em pedir licença e se apresentar para alguém. A troca de cartões é saudável e esperada em muitos momentos. “As pessoas não procuram as outras, por medo ou vergonha. Eu tive casos sérios de empreendedores que poderiam ter se beneficiado se tivessem falado com as pessoas”, diz Carvalho. Vale também dar atenção a quem te procura para networking. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

5 tipos de cursos para melhorar seu time de vendas

As aulas para aperfeiçoamento do seu time de vendas podem refletir de forma positiva no negócio


Sala de aula vazia

5 tipos de cursos para melhorar seu time de vendas
Escrito por Carlos Cruz, especialista em vendas
Ainda há quem acredite que qualquer pessoa possa se aventurar na profissão de vendedor, sem possuir o mínimo de conhecimento ou experiência.
Esta é uma função de extrema importância para todas as pequenas empresas, pois é a responsável pela representação da empresa e cuida de “trazer o dinheiro para dentro de casa”. Muitos ignoram a necessidade de formação para os vendedores
Estamos na era da qualificação e profissionalização da categoria e existem diversos cursos para quem pretende se tornar um vendedor profissional, ou que já trabalha na área, mas pretende subir na carreira. Para ambos os casos, ofereço cinco dicas:
1. Formação básica: para quem não tem experiência e deseja ingressar no mercado, o ideal é um curso de formação de vendedores profissionais.
Ele vai suprir os conhecimentos básicos, como funciona o processo de venda, quais são os fatores motivacionais da compra, as competências necessárias para vender com sucesso e indicadores de resultados.
2. Técnicas de vendas e negociação: é ideal para quem já tem alguma experiência e precisa se aperfeiçoar. O profissional vai aprender teorias e práticas de negociação, prospecção e pós-venda, entre outras funções que exigem mais conhecimento e técnica.
3. Gestão e estratégia em vendas: para o vendedor que deseja alcançar um cargo de supervisão ou gerência. Ajuda a entender conceitos de marketing, comunicação, gestão de equipe e utilização de ferramentas para mensurar resultados.
4. Workshops e palestras: duas boas opções para profissionais que desejam agregar conteúdo ao currículo, mas não possuem tempo ou dinheiro suficiente para cursos. Investindo algumas horas de um dia, o vendedor terá uma boa carga de conhecimento e ainda terá chances de aumentar seu networking.
5. Certificados e especialistas: tenha o cuidado de investir em cursos que ofereçam certificados ao seu término e que sejam ministrados por profissionais especializados e conhecidos no ramo.