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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

5 sinais de que você não é um empreendedor produtivo

Para aumentar a produtividade, empreendedores e pequenos empresários precisam classificar quais são as demandas urgentes e quais são as importantes


pilha papeis mulher
Stock.xchng
Para ser um empreendedor de sucesso é preciso ter uma rotina definida e muita disciplina. “A produtividade do empreendedor está relacionada com o resultado”, afirma Tomás Duarte, vice-presidente da Associação Brasileira de Startup e cofundador e CEO da Tracksale. Para ele, o importante é ter consciência de que ser uma pessoa produtiva não é trabalhar muito. 
Para Eduardo Migliano, gerente de Produtos do 99jobs.com, a produtividade de um empreendedor ou dono de uma pequena empresa tem relação direta com a sua equipe. “Delegar tarefas é essencial para que você possa ter uma produtividade melhor”, afirma. Abaixo, veja os principais sinais de que você não é uma pessoa produtiva.
1. A procrastinação é frequente
Redes sociais, aplicativos nos smartphones, há varias maneiras de se distrair enquanto há trabalho para ser feito. Procrastinar é um dos principais inimigos da produtividade.
Duarte explica que existem softwares e programas que podem ajudar aqueles que procrastinam além da conta. “Principalmente para pessoas que trabalham com tablets, computadores e smartphones, o DeskTime, por exemplo, ajuda a decodificar a sua produtividade”, conta. 
2. Os resultados não aparecem
As metas que você estabelece não são cumpridas e o lucro da empresa não aumenta? “Você começa a perceber que não é produtivo, quando você entra em um ciclo de fracassos”, diz Duarte.
Para ele, é importante que o empreendedor ou pequeno empresário perceba que trabalhar muito não quer dizer que ele tem uma rotina produtiva. Às vezes, os resultados dependem mais de estratégia e foco.
3. Não trabalha em equipe
No começo de um negócio, é frequente que o empreendedor trabalhe além do expediente e centralize algumas ações. “Mas, não significa que você tenha que levar todo o trabalho para casa ou ficar no escritório até mais tarde”, afirma Migliano.
Por isso, delegar tarefas para a sua equipe pode ajudar na administração do negócio e permitir que o pequeno empresário dedique mais tempo para decisões estratégicas.
4. Falta de planejamento
Seja na vida pessoal ou profissional, o planejamento é necessário para que a gestão das tarefas seja eficiente. “Não dá para chegar no dia e pensar: ‘o que vou fazer hoje’”, afirma Duarte. 
Por isso, ter um check-list diário pode auxiliar no cumprimento de prazos e processos da sua empresa. Entretanto, Migliano recomenda que o empreendedor não faça listas muito longas. “Caso contrario você pode se sentir desestimulado para realizar as tarefas”, diz. 
5. Não sabe priorizar as demandas
O que é urgente e o que é importante? Saber classificar as demandas é essencial para quem tem muitas responsabilidades. “As urgentes são aquelas que não podem ser adiadas. Classifique quais são as suas tarefas importantes e as da sua equipe”, recomenda Duarte.
Para Migliano, é muito fácil se perder em inúmeras reuniões ao longo do dia. No fim, elas acabam com a sua produtividade no trabalho. Nesses casos, o ideal é determinar um horário para que a reunião termine. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

5 dicas para superar um fracasso e empreender novamente

Especialistas listam as recomendações para empreendedores que não tiveram sucesso no primeiro negócio


Homem triste com a cabeça baixa
Getty Images
Lidar com o fracasso de um negócio não é fácil, mas um empreendedor que acredita na sua ideia de negócio persistirá. “Só fracassa quem não aprendeu com os seus erros”, afirma Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper.
Para o consultor do Sebrae-SP, Davi Jerônimo, é importante o empresário avaliar se ele tem perfil mesmo para continuar empreendendo.
“É preciso continuar arriscando, o segundo negócio pode não dar certo também, mas não pode se prender e se limitar”, recomenda João Bonomo, professor de empreendedorismo do Ibmec/MG. Veja as recomendações dos especialistas para quem deseja abrir um novo negócio. 
1. Reflita
O sucesso ou o fracasso do primeiro negócio deve ser uma fonte de aprendizado para os empreendedores. “A primeira coisa que ele tem que fazer é uma reflexão e anotar o que ele errou ou o que poderia ter feito melhor. É preciso deixar anotado, para não cometer o erro duas vezes”, afirma Nakagawa. 
Para Bonomo, para aqueles que já pensam em abrir o segundo empreendimento, é preciso avaliar quais foram os aspectos críticos que levaram o negócio anterior ao fracasso. “Mesmo que o novo empreendimento seja em uma área que vocé não conheça”, diz.
2. Amplie o conhecimento
Aproveitar o momento para se capacitar pode ser uma maneira de buscar inspiração para o novo negócio. “As pessoas acham que já carregam uma bagagem muito boa. Pense na possibilidade de criar uma coisa nova e busque um fator que possa diferenciar seu empreendimento de todos os demais”, recomenda Bonomo.
Cursos podem ser uteis para ampliar o conhecimento que o empreendedor já tinha. “Hoje, tem cursos com novas abordagens, para fazer um plano de negócio, por exemplo”, afirma Nakagawa. 
3. Busque um mentor
O papel de um conselheiro é essencial para que o empreendedor aprenda com os erros cometidos. Pode ser um empreendedor com mais experiência ou alguém com quem você possa trocar experiências.
“Dúvidas e dilemas devem ser discutidos sempre que possível. Você precisa ter alguém para compartilhar e amadurecer como empresário, como administrador de empresas mesmo. Nem sempre as decisões são perfeitas”, afirma Nakagawa.
4. Aproveite o seu networking
A rede de relacionamentos que o empreendedor conseguiu construir pode ser valiosa quando ele for começar outro empreendimento. “Efetivamente, o relacionamento que ele conseguiu construir é muito mais importante do que o sucesso de um negócio”, acredita Bonomo.
Para Jerônimo, conversar com os fornecedores e parceiros antigos pode ajudar nessa nova etapa.
5. Controle suas emoções
Equilibre as emoções e continue empreendendo. “Não fique muito eufórico, seja receoso e vá com calma, mas não cometa os mesmos erros”, recomenda Bonomo. 
“Se errou na primeira vez e na segunda vez, é planejando bem cada passo que você irá diminuir os riscos”, afirma Jerônimo. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Como elaborar um plano de marketing digital

Para pequenas empresas que desejam crescer, é possível trabalhar com ações efetivas mesmo com baixo investimento; veja novo e-book da Endeavor

Jovens usando computador
Getty Images
Quais são as principais estratégias para fazer um marketing digital efetivo? Você sabe como o marketing digital pode contribuir para a construção de uma empresa de alto impacto?

Com o objetivo de ajudar pequenos empresários, a Endeavor lançou o e-book gratuito "Marketing Digital para Empreendedores".

O conteúdo foi produzido em parceria com a Resultados Digitais, empresa especializada em marketing digital para pequenas e médias empresas. 

Para empresas que desejam crescer, é possível trabalhar com ações efetivas mesmo com baixo investimento. Entretanto, é preciso muita disciplina, dedicação e trabalho por parte do empreendedor. 

De acordo com o e-book, o primeiro passo para implantar uma boa estratégia de marketing digital é ter muito conhecimento sobre o mercado em que sua empresa atua. Além disso, é importante também aprender alguns conceitos e detalhes técnicos de marketing digital. 

Muitos empreendedores acabam desistindo nos primeiros meses porque não enxergam o resultado de uma estratégia. A recomendação é ter paciência e persistir, pois para conquistar uma audiência significativa é preciso de tempo.

Para acessar outros conselhos, é possível fazer o download do e-book gratuitamente no site da Endeavor.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

7 sinais de que é bom tirar o pé do acelerador na carreira

Confira os indicativos de que ainda é preciso se desenvolver e se preparar melhor antes de partir para próxima etapa profissional, segundo dois especialistas


placa de stop
Getty Images

 “Não corra nas escadas”. Quem anda de metrô já ouviu este tipo de mensagem nos alto-falantes do sistema de transporte. Afinal, todo mundo sabe que avançar muito rápido pelos degraus é arriscado. Na carreira, não é diferente quando o tema é ascensão profissional.
É preciso tempo de experiência e muito esforço para que o crescimento profissional seja duradouro, dizem especialistas. Mas, é fato, que muitas pessoas ignoram esta máxima e querem mesmo uma subida meteórica. 
Para a especialista em Geração Y, Eline Kullock, falta, sobretudo aos jovens, a noção do que é um ciclo. “A realidade deles é mais rápida.”, diz. Assim, a percepção da passagem do tempo é diferente para uma geração acostumada a fazer várias coisas simultaneamente e que cresceu com os olhos grudados em desenhos, filmes e jogos com muita ação e velocidade. 
Por isso, EXAME.com pediu aos especialistas que indicassem alguns sinais de que é hora de tirar o pé do acelerador na sua vida profissional e se preparar melhor antes de partir em busca da próxima etapa. Confira quais são:
1 Você ainda não tem os resultados do seu trabalho
Você tem a ação, mas não o resultado do projeto. Ou seja, ainda não fechou o ciclo. “Se o profissional ainda não tem a resposta de que o projeto foi bem implementado ou não, é melhor esperar fechar este ciclo”, diz Eline.
Ela explica que, sem resultados comprovados, o profissional continua sendo apenas um potencial. “Para passar desta fase ele tem que mostrar que alcançou resultado com sucesso”, diz.
2 Não vai receber bônus 
“Se o profissional não vai receber bônus, na prática, significa que não alcançou as metas”, diz Eline. Este, de acordo com ela, é um sinal claro que a empresa dá de que ainda não é hora de almejar uma posição mais alta na hierarquia corporativa. Ou seja, uma vez aquém dos objetivos, é melhor tirar o foco da ascensão e voltá-lo para o que você deve cumprir agora.
3 Começam a surgir muitas dúvidas e incertezas
De acordo com Alexandre Rangel da Alliance Coaching, os sinais de que é hora de tirar o pé do acelerador são mais comuns quando os profissionais atingem o primeiro nível de gestão. “É aí que começam a surgir os problemas”, diz.
Se competência técnica, inteligência e ambição fizeram com que o profissional se destacasse sendo promovido a coordenador ou supervisor, agora é preciso saber lidar com novas demandas.
“Aparecem as dúvidas e incertezas. Tecnicamente ele é excelente, mas não sabe lidar com a sua equipe”, diz. Este é um sinal de que é hora de se reajustar para ter sucesso na nova função, e deixar planos de ascensão em segundo plano.

4 Você tenta compensar franquezas na gestão com conhecimento técnico
Este é outro sinal para quem chegou há pouco tempo a uma posição de chefe. “Como o profissional não tem capacidade de gestão, o seu foco continua sendo técnico”, diz Rangel.
Isso resulta em disputas entre o gestor recém-promovido e os técnicos. “As pessoas começam a se sentir incomodadas porque o chefe não larga o osso, fica importunando e atrapalhando o trabalho dos técnicos”, diz Rangel.
5 As pessoas da sua equipe reclamam da sua demora em tomar decisões
Se o tempo que você leva para bater o martelo sobre determinado assunto está sendo motivo de reclamações dos seus subordinados, fique atento. 
Talvez seja hora de se preparar melhor para as demandas do primeiro cargo de gestão da sua carreira, de acordo com Alexandre Rangel.
6 Falta de comprometimento dos subordinados e alta rotatividade
“Pelo fato de continuar sendo muito técnico, o profissional não é admirado na gestão porque não ensina novas formas de trabalhar, não inspira e nem desenvolve as pessoas e, por isso, começa a ter funcionários não comprometidos”, diz Rangel.
O resultado é o aumento na rotatividade e esse fator acende a luz vermelha para o gestor de primeira viagem. O sinal é claro: pare, reflita e melhore suas capacidades de liderança antes de tentar qualquer nova promoção.
7 Tem recebido mais feedbacks negativos do que positivos
Interessados em subir alguns degraus na carreira devem não só esperar, como também ir atrás de feedbacks a seu respeito. Caso perceba que o gestor tem indicado muitos pontos de atenção é hora de parar e refletir se é mesmo hora de avançar ou é melhor se preparar melhor antes disso.
“O feedback deve ser encarado como uma oportunidade para quem quer pensar no seu desenvolvimento de carreira”, diz Eline.
Quem chegou ao primeiro nível de gestão deve ficar atento às reclamações do seu gestor direto a respeito do baixo desempenho da equipe. Segundo Rangel este é mais um sinal da necessidade de melhor preparação antes de partir para uma próxima etapa.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

8 dicas para abrir seu primeiro negócio

Alguns fatores para chegar ao sucesso escapam ao controle do empreendedor, mas entregar uma boa lição de casa ajuda a criar as condições ideais para recebê-lo.

Reprodução/Endeavor

Embora o índice de mortalidade das empresas nascentes esteja caindo no Brasil, boa parte das microempresas não consegue superar os primeiros anos de vida. Entre os motivos, estão a falta de planejamento e de experiência, pouco capital para investir e má gestão. Confira 8 pontos que merecem a atenção dos novos empreendedores antes de abrir o primeiro negócio:

1. Aposte na experiência

Se o empreendedor não tem experiência na área em que deseja iniciar uma empresa, uma boa dica é procurar um sócio, funcionário ou até mesmo uma consultoria que já tenha certa experiência no ramo em questão.

2. Adquira capacitação e conhecimento

A busca pelo conhecimento sobre a área em que se quer atuar é fundamental. Cursos de capacitação são importantes para entender melhor os problemas cotidianos, desenvolver a capacidade de identificá-los e solucioná-los de maneira rápida, eficaz e mais econômica possível.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O que considerar antes de abrir conta em um banco

Saiba o que pesar antes de escolher o banco com o qual você vai travar relacionamento


Gerente de banco atende clientes
Alexandre Battibugli

Não que existam muitas opções no Brasil, mas se você quiser começar um novo relacionamento com um banco, sabe o que deve levar em consideração na hora de fazer a escolha? Alguma pesquisa antes de tomar essa decisão é necessária, principalmente no que diz respeito a custos e qualidade do atendimento. “O relacionamento com o banco é de longo prazo, e o custo é alto”, observa Thiago Álvarez, co-CEO do site de planejamento financeiro Guia Bolso.
Veja o que levar em conta antes de escolher um banco para abrir a sua conta:
Compare os custos
A primeira coisa a se fazer é comparar os custos dos serviços bancários. Isso é importante principalmente se você quiser fazer a chamada portabilidade de crédito, levando seu empréstimo ou financiamento de uma instituição para outra que cobre juros menores. Ao fazer isso, porém, é necessário verificar se a nova instituição não vai acabar sendo mais cara na cobrança de tarifas, por exemplo.
1. Compare as tarifas cobradas: os bancos oferecem uma miríade de pacotes de tarifas, com custos bastante variáveis, além de algumas opções isentas de qualquer cobrança. Opacote de serviços essenciais padronizado pelo Banco Central é uma das cestas gratuitas que toda a instituição é obrigada a oferecer.
Mas se seus objetivos requererem pacotes mais sofisticados, vale a pena comparar os preços das cestas e dos serviços avulsos pelo site Febraban Star, um serviço da Federação Brasileira de Bancos. Recentemente, o BC padronizou outros cinco pacotes de tarifas, de forma a facilitar a comparação de custos entre os bancos.
Veja a comparação entre os custos de dois dos pacotes “intermediários” padronizados pelo BC nos cinco maiores bancos do Brasil:
BancosTarifas (pacote 2), R$/mêsTarifas (pacote 4), R$/mês
Caixa11,9023,90
Banco do Brasil12,0024,00
Bradesco14,2030,50
Santander14,5030,50
Itaú Unibanco15,0030,00
Fontes: Guia Bolso e Banco Central
2. Compare as taxas de juros: ainda que seu objetivo ao começar um relacionamento com um banco não seja contratar uma linha de crédito logo de cara, é possível que, em breve, você precise deste serviço. As taxas de juros dependem muito do relacionamento dos clientes com os bancos, mas vale a pena pesquisar as taxas mínimas e máximas de empréstimos e financiamentos.
“É importante olhar principalmente as taxas do crédito pessoal e do cheque especial, que são as linhas de crédito que os correntistas mais usam. O cartão de crédito não é importante, pois para fazer um cartão em uma instituição não é preciso ser correntista”, diz Thiago Álvarez. Ele lembra que, se você tiver intenção de obter uma linha de crédito específica dali a certo tempo, é bom levar em conta a expertise do banco. “É o que ocorre com a Caixa no caso do financiamento habitacional, por exemplo”, diz.
Veja a comparação entre as taxas de juros anuais do empréstimo pessoal e do cheque especial nos cinco maiores bancos do Brasil:
BancosEmpréstimo pessoal (%, a.a)Cheque especial (%, a.a)
Caixa44,3960,91
Banco do Brasil44,5485,65
Santander62,99207,58
Itaú Unibanco66,99153,2
Bradesco75,38156,13
Fontes: Guia Bolso e Banco Central
3. Pesquise os custos dos investimentos: se você pretende ao menos tentar investir em algum produto financeiro do banco no qual vai abrir conta, vale a pena pesquisar também as taxas de administração dos fundos de investimento aos quais você teria acesso como correntista. Essa recomendação vale, sobretudo, para os fundos de renda fixa, que têm a rentabilidade mais impactada quando a taxa é muito alta. Observar o histórico de rentabilidade desses fundos também é fundamental.
Compare a qualidade do atendimento
Um serviço mal prestado por um banco pode causar uma dor de cabeça daquelas, assim como as dificuldades de se fazer certas transações em função de problemas tecnológicos. Por isso, vale a pena comparar os indicadores de qualidade dos bancos e conversar com clientes para saber o que eles acham do atendimento e dos serviços.
4. Verifique os indicadores ligados a reclamações: o Banco Central dispõe de um ranking atualizado mensalmente com os bancos com mais reclamações fundamentadas de clientes. Além disso, sites como o Reclame Aqui reúnem queixas informais de consumidores que querem que as empresas resolvam seus problemas.
No primeiro caso, trata-se de números oficiais, ponderados pela base de clientes, de forma a verificar quais bancos têm mais queixas em comparação ao número de correntistas. No segundo caso, o cliente potencial pode ter uma ideia da natureza das reclamações e do tipo de problema que ele pode vir a enfrentar. Claro que uma queixa pontual não significa que você vai ter o mesmo problema; mas muitas queixas de uma mesma natureza podem sinalizar uma cilada.
Veja a seguir os índices de reclamações no Banco Central dos cinco maiores bancos do Brasil nos 12 meses encerrados em junho de 2013. A seguida, confira os números das mesmas instituições no site Reclame Aqui:
BancosÍndice de reclamações procedentes BC (médio jul/12 - jun/13), por 100 mil clientes
Caixa0,49
Bradesco0,71
Itaú Unibanco0,97
Banco do Brasil1,06
Santander1,34
Fontes: Guia Bolso e Banco Central
BancoNúmero de reclamações no Reclame AquiReclamações por 10 mil clientesNota atribuída pelo ConsumidorÍndice de Solução de problemas
Caixa6.5921,4Não disponívelNão disponível
Bradesco9.9522,95,0472,3%
Banco do Brasil10.4123,23,8358,2%
Itaú Unibanco13.2675,34,5465,5%
Santander13.1935,74,3465,9%
Fontes: Guia Bolso e Reclame Aqui
5. Cheque a qualidade do internet banking: fazer transações bancárias pela internet é uma verdadeira mão na roda. Verifique com os clientes dos bancos comparados sobre a qualidade do internet banking e a diversidade de produtos online.
6. Escolha a agência certa: alguns bancos brasileiros têm um número elevado de agências, quase uma em cada esquina. A escolha da agência também pode fazer muita diferença no tipo de relacionamento que você vai ter com o banco. Converse com clientes sobre o que eles acham do atendimento em suas respectivas agências para descobrir se há problemas aparentemente sistêmicos – como filas longuíssimas em várias delas – ou se o atendimento é tranquilo.
Bancos que atendem a muitos não correntistas tendem a ter agências lotadas, ainda que tenham serviços mais baratos, por exemplo. Você deve verificar, nesse caso, qual a sua prioridade. Thiago Álvarez também aconselha a evitar agências localizadas nos centros comerciais e financeiros das grandes cidades.
“Não necessariamente a agência que fica mais perto do seu trabalho será a mais adequada. Em locais mais movimentados, um mesmo gerente chega a ter mais de mil clientes. Será mais difícil ele dar a atenção adequada, e as filas serão maiores. Talvez seja melhor escolher uma agência mais tranquila, perto de casa”, orienta.
Não fique preso ao seu banco
Thiago Álvarez lembra que além de pesquisar um bom banco, a pessoa deve ter em mente que ela não precisa concentrar a totalidade de sua vida financeira naquela instituição. “Considere outras fontes de informação para tomar decisões específicas. É interessante buscar informações sobre investimentos e consultoria financeira fora dos bancos, uma vez que muitas vezes o que o banco quer oferecer está em desalinho com o interesse do cliente”, diz.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

6 maneiras baratas de motivar a equipe da sua empresa

Ajudar na capacitação do funcionário, buscar parcerias com outras empresas e celebrar conquistas são algumas recomendações dos especialistas

Funcionários felizes em uma das salas de escritório da empresa

Manter os funcionários motivados é essencial para que uma pequena empresa seja competitiva no mercado. “Afinal, quem realiza o trabalho é a equipe que está na linha de frente e tem contato direto com o seu cliente”, afirma Daniel Palácio, consultor do Sebrae-SP.
Para Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria, muitas vezes o empreendedor confunde motivação com alegria. “Ele pensa que precisa dar um gás na equipe. Em vez de analisar profundamente, recorre a práticas de curta duração, mas que não vão engajar a equipe”, explica. 
“A gente percebe que muitas empresas identificam o problema e não comunicam ou comunicam de forma errada para o profissional”, afirma Rômulo Machado, diretor Regional Sudeste da consultoria De Bernt Entschev Human Capital. Veja abaixo algumas recomendações que não exigem altos gastos para o seu negócio. 
1. Aproxime a equipe
Criar uma prática para que as pessoas se conheçam mais é uma maneira dos próprios funcionários entenderem quais são as principais dificuldades de cada departamento. Para Carmello, pode ser durante um café ou um almoço em que o tópico da conversa é falar um pouco sobre o que cada um faz. 
O gestor também deve investir um tempo para estar mais próximo da equipe. “O contato mais próximo transmite um sentimento de que o líder está com ele”, explica Palácio. 
2. Não se esqueça dos feedbacks
O feedback deve ser feito de maneira individual e não na frente de toda a equipe. “Reclamar da pessoa e não deixar claro o que a pessoa fez de errado só vai agravar o problema”, afirma Machado. Além disso, é importante ter tranquilidade ao lidar com esse tipo de situação. 
“Existem empresários que ainda se mantém distantes e têm medo de dar o feedback”, diz Palácio. Fazer críticas construtivas e elogiar quando há um bom desempenho são atitudes necessárias independente da correria do dia a dia. 
3. Assuma a postura de “mentor”
Uma maneira de capacitar sua equipe é ajudando nos custos de um curso. “Bancar um curso especifico, não vejo como um gasto e sim como um investimento, pois é uma consequência boa para a empresa”, afirma Palácio. 
“Se a empresa está realmente empenhada em ensinar, o gestor pode identificar um livro bom do mercado, por exemplo, e oferecer para cada um da equipe”, complementa Carmello. Estimular o aprendizado faz com que o funcionário perceba que está indo além e aprendendo coisas novas. 
4. Estimule a participação dos funcionários
Instigar os funcionários a terem ideias, mesmo que essas não possam ser aplicadas de imediato na empresa, é uma maneira de ter um ambiente de trabalho mais leve. Para Machado, um ambiente descontraído pode ser mais produtivo e motivador para todos.
“Nada melhor do que a própria equipe envolvida no problema para dar sugestões. As melhores ideias podem ser premiadas com um vale-presente ou um voucher para um almoço”, explica Palácio. Carmello completa que o empreendedor deve considerar compartilhar informação com a equipe sempre que possível. 
5. Busque parcerias
Uma maneira barata de agregar mais benefícios é fazer parcerias com outros negócios. Entrar em contato com academias, restaurantes, padarias ou escolas de idiomas  para negociar descontos para os funcionários. 
“Faça uma pesquisa com a equipe antes e identifique quais são os benefícios principais que os funcionários gostariam de ter”, ensina Palácio.
6. Celebre as conquistas
Quando a sua equipe atinge metas ou soluciona um problema, é preciso celebrar. “O empresário não pode perder o momento. Café da manhã, happy hour, nada que seja muito caro. A longo prazo, isso pode fazer a diferença, pois aumenta a competitividade da empresa“, afirma Palácio. 
Além disso, o reconhecimento não pode vir sem motivo. “Sempre premio por performance. Quando é a primeira vez que a pessoa consegue algo eu dou uma caixa de chocolate. É um simbolismo de querer de novo”, explica Machado. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

4 dicas para se tornar um gênio da inovação

Estudando grandes gênios do passado, de Darwin a Einstein, Roberta Ness determinou atitudes que qualquer pessoa pode seguir para ter ideias geniais

Menino segurando uma lampada ideia

Em seu livro “Genius Unmasked” (“Gênios desmascarados”, da Editora da Universidade de Oxford, ainda sem edição em português), a médica e pesquisadora Roberta Ness analisa a vida de gênios como Darwin, Thomas Edison e Einstein e aponta atitudes que qualquer pessoa pode seguir para ter ideias geniais e causar impacto na cultura, na ciência e nos negócios. Veja quatro dicas dela.
1. Faça perguntas assustadoras
Grandes inovadores não costumam ter ideias brilhantes a partir do nada. Em geral, eles partem de uma dúvida, um problema ou um tema que já vinha sendo debatido. Para Darwin, o ponto de partida foram as teorias de outros evolucionistas que vieram antes dele. Thomas Edison se baseou em descobertas do físico Michael Faraday que, entre outras coisas, havia inventado o gerador de eletricidade.
As questões, às vezes, são tão óbvias que várias pessoas encontram respostas para elas ao mesmo tempo. Alexander Graham Bell solicitou a patente do telefone apenas algumas horas antes de seu concorrente Elisha Gray tentar fazer o mesmo. Os dois haviam abordado a mesma questão.
Roberta assinala, ainda, que os inovadores que entram para a história são os que não têm medo de enfrentar questões realmente grandes. Concentrar-se em problemas muito específicos, de que poucas pessoas têm conhecimento, dificilmente vai levar alguém a ser reconhecido como gênio. “Esses inovadores icônicos fizeram perguntas grandes, audaciosas e assustadoras”, diz ela.
2. Quebre o paradigma
Roberta observa que o pensamento normal é limitado por um determinado paradigma característico do ambiente onde ele se insere. No dia-a-dia, essa limitação é benéfica.
Sem o paradigma formado pelos conhecimentos já aceitos, cada experimento científico teria de começar pelos princípios mais básicos. O cientista perderia muito tempo reinventando a roda. Além disso, seria muito mais difícil entender o que as pessoas dizem se as palavras não fossem vistas num contexto específico formado pelo paradigma.
Mas isso vale para as pessoas normais, não para os gênios. As revoluções no conhecimento exigem quebra de paradigma. A prevenção e o tratamento de muitas doenças só avançaram depois que Robert Koch, Louis Pasteur e outros cientistas do século XIX formalizaram uma teoria sobre os germes que contrariava bastante o pensamento da época. Antes disso, cientistas sérios acreditavam que havia geração espontânea de bactérias.
3. Fique atento ao acaso
Descobertas ao acaso - aquilo que em inglês se chama de “serendipity” - são abundantes na história da ciência. Mas a inovação só acontece quando a pessoa está atenta e preparada para dar significado à descoberta. 
Um caso conhecido aconteceu em 1928, quando Alexander Fleming descobriu que fungos tinham matado as bactérias que ele estava estudando. Em vez de ficar lamentando seu experimento arruinado, Fleming passou a estudar aqueles fungos matadores de bactérias e, assim, inventou os antibióticos.
Outros cientistas já haviam tido o mesmo problema antes. Mas nenhum deles tivera a sacada de Fleming. 
4. Rearranjar também é criar
Outra maneira de inovar, às vezes radicalmente, é combinar ideias já existentes ou encontrar novos usos para elas. “Edison era um mestre do rearranjo e da combinação de ideias. Um de seus inventos mais conhecidos, o fonógrafo, foi criado pegando invenções já existentes e combinando-as”, diz Roberta. 
O ponto de partida de Edison foi o repetidor telegráfico, um gravador de mensagens de telégrafo patenteado antes por ele. O inventor também juntou elementos do fonoautógrafo, invento de Leon Scott que registrava vibrações numa folha de papel fixada sobre um cilindro. A soma dos dois resultou no fonógrafo.
Roberta não menciona Steve Jobs e nem os produtos da Apple, mas é inevitável lembrar deles quando se fala em combinação de ideias. O iPhone, por exemplo, não trazia nenhuma tecnologia 100% nova.
Ele foi montado com tecnologias que haviam sido criadas antes por outras empresas - tela sensível ao toque, memória flash, sensores, processador. A Apple combinou tudo isso de forma original para construir o smartphone mais vendido do mundo. Thomas Edison aprovaria.

terça-feira, 9 de julho de 2013

5 dicas imperdíveis para fazer uma boa negociação

Especialistas listam o que você não deve fazer ao negociar com um cliente ou fornecedor da sua empresa

Homens conversando

Reunir argumentos e informações, controlar a ansiedade e lidar bem com a rejeição são algumas atitudes essenciais para quem deseja negociar com sucesso. Saber lidar com um cliente ou fornecedor faz parte da rotina de qualquer empresário, seja ele dono de uma startup ou de uma pequena empresa.

Veja abaixo cinco dicas imperdíveis para quem deseja negociar bem.
1. Agir pela emoção
Você é um bom negociador? Ter pressa durante uma negociação e só pensar no seu próprio benefício são algumas atitudes que você deve evitar. Um ponto importante que não deve ser negligenciado pelo empreendedor é avaliar qual é o melhor momento para negociar. Entregar preços e oportunidades de cara não é garantia para fechar um bom negócio. 
2. Recorrer a clichês
“Se a gente fechar agora, posso te dar um desconto” e “você não pode perder essa oportunidade” são exemplos de frases que você escuta durante uma negociação. Evitar uma abordagem repleta de clichês pode ajudar o empresário a chegar a um bom acordo para o que ele está buscando.
3. Entenda que negociar não é um conflito
As características essenciais para ser um bom vendedor podem ser desenvolvidas. Desde que o empreendedor entenda que negociar não pode ser uma situação de conflito. Estar pronto para o “não”, ser comunicativo e fazer as perguntas corretas são algumas características apontadas pelos especialistas em vendas.
4. Aprenda técnicas modernas
O processo de vendas precisa ter um planejamento estratégico. Algumas técnicas permitem que o vendedor tenha maior poder de negociação. Reconhecer que tem um problema e que ele precisa ser resolvido é um estágio que faz parte do processo de compra.
5. Busque capacitação
Há cursos presenciais e online para quem deseja se tornar um vendedor profissional. Há também livros que podem ajudar na negociação com consumidores e parceiros. Preparar-se e ter um plano B são dicas da obra “Você Pode Negociar Tudo!”, de Herb Cohen, por exemplo.