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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

5 dicas para superar um fracasso e empreender novamente

Especialistas listam as recomendações para empreendedores que não tiveram sucesso no primeiro negócio


Homem triste com a cabeça baixa
Getty Images
Lidar com o fracasso de um negócio não é fácil, mas um empreendedor que acredita na sua ideia de negócio persistirá. “Só fracassa quem não aprendeu com os seus erros”, afirma Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper.
Para o consultor do Sebrae-SP, Davi Jerônimo, é importante o empresário avaliar se ele tem perfil mesmo para continuar empreendendo.
“É preciso continuar arriscando, o segundo negócio pode não dar certo também, mas não pode se prender e se limitar”, recomenda João Bonomo, professor de empreendedorismo do Ibmec/MG. Veja as recomendações dos especialistas para quem deseja abrir um novo negócio. 
1. Reflita
O sucesso ou o fracasso do primeiro negócio deve ser uma fonte de aprendizado para os empreendedores. “A primeira coisa que ele tem que fazer é uma reflexão e anotar o que ele errou ou o que poderia ter feito melhor. É preciso deixar anotado, para não cometer o erro duas vezes”, afirma Nakagawa. 
Para Bonomo, para aqueles que já pensam em abrir o segundo empreendimento, é preciso avaliar quais foram os aspectos críticos que levaram o negócio anterior ao fracasso. “Mesmo que o novo empreendimento seja em uma área que vocé não conheça”, diz.
2. Amplie o conhecimento
Aproveitar o momento para se capacitar pode ser uma maneira de buscar inspiração para o novo negócio. “As pessoas acham que já carregam uma bagagem muito boa. Pense na possibilidade de criar uma coisa nova e busque um fator que possa diferenciar seu empreendimento de todos os demais”, recomenda Bonomo.
Cursos podem ser uteis para ampliar o conhecimento que o empreendedor já tinha. “Hoje, tem cursos com novas abordagens, para fazer um plano de negócio, por exemplo”, afirma Nakagawa. 
3. Busque um mentor
O papel de um conselheiro é essencial para que o empreendedor aprenda com os erros cometidos. Pode ser um empreendedor com mais experiência ou alguém com quem você possa trocar experiências.
“Dúvidas e dilemas devem ser discutidos sempre que possível. Você precisa ter alguém para compartilhar e amadurecer como empresário, como administrador de empresas mesmo. Nem sempre as decisões são perfeitas”, afirma Nakagawa.
4. Aproveite o seu networking
A rede de relacionamentos que o empreendedor conseguiu construir pode ser valiosa quando ele for começar outro empreendimento. “Efetivamente, o relacionamento que ele conseguiu construir é muito mais importante do que o sucesso de um negócio”, acredita Bonomo.
Para Jerônimo, conversar com os fornecedores e parceiros antigos pode ajudar nessa nova etapa.
5. Controle suas emoções
Equilibre as emoções e continue empreendendo. “Não fique muito eufórico, seja receoso e vá com calma, mas não cometa os mesmos erros”, recomenda Bonomo. 
“Se errou na primeira vez e na segunda vez, é planejando bem cada passo que você irá diminuir os riscos”, afirma Jerônimo. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Empreendedorismo ganha espaço nas universidades

Instituições de Ensino Superior se preparam para oferecer educação empreendedora em diversos cursos

Computador Jovem Internet Redes sociais (Foto: Shutterstock)
SHUTTERSTOCK
O ensino do empreendedorismo nas universidades brasileiras está aumentando. Em parceria com o Sebrae, a partir do próximo semestre instituições de Ensino Superior de 24 das 27 unidades da federação irão oferecer esse tipo de conteúdo a fim de desenvolver competências empreendedoras em quem está se preparando para entrar no mundo do trabalho. Esse é o resultado do edital que o Sebrae abriu para que faculdades de todo o país pudessem encaminhar propostas de ações conjuntas para o ensino do empreendedorismo.

“Queremos estimular o empreendedorismo no ensino formal. O mundo do trabalho exige hoje flexibilidade, capacidade de iniciativa e de adaptação a mudanças. E essas são características trabalhadas e desenvolvidas na educação empreendedora. É preciso preparar nossos alunos para serem bem-sucedidos em suas carreiras”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Foram aprovadas 95 das 122 propostas recebidas de instituições de Ensino Superior pelo Sebrae. Dentre as ações propostas, estão: participação das faculdades no Desafio Universitário Empreendedor - um conjunto de ações para estudantes que oferece, entre outras atividades, cursos e jogos eletrônicos; o Bota pra Fazer, uma metodologia de aplicação de planos de negócios em parceria com o Instituto Endeavor; a disciplina de empreendedorismo desenvolvida pelo Sebrae; além do apoio a publicações de pesquisas e teses e licenciamento de produtos da instituição.

O estado de Minas Gerais foi o que teve o maior número de propostas aprovadas: 21. Juntos, os estados da região Norte aprovaram 16, os da região Sul, 28, do Nordeste, 18, o Centro-Oeste, 5, e o Sudeste, 28. A lista completa das instituições que terão convênio com o Sebrae pode ser consultada na internet pelo endereço: http://www.parceriaies.sebrae.com.br.

O edital elaborado pelo Sebrae foi feito com base em 14 experiências de parceria de sucesso na área. A Universidade Federal de Itajubá (Unifei-MG) é uma delas. A instituição resolveu adotar o ensino de empreendedorismo em seus cursos desde 2010, oferecendo-o como pano de fundo de disciplinas ligadas à Engenharia, o que antes era exclusivo do curso de Administração de Empresas.

Em 2012, a instituição inaugurou um Centro de Empreendedorismo – espaço de 640 metros quadrados para que os alunos possam criar e desenvolver novos projetos. Em abril deste ano, a universidade lançou o projeto empreendedorismo 360º, uma série de ações como estímulo a pesquisas na área, estudo obrigatório de empreendedorismo e o treinamento de professores para aplicarem cursos oferecidos pelo Sebrae.

"Como engenheiro, tive muita dificuldade para lidar com grandes projetos logo que me formei. Não quero que meus alunos passem pela mesma situação", diz o diretor de Empreendedorismo da Unifei, Fábio Fowler. "Detalhes como lógica de mercado e funcionamento de leis são tópicos que poderiam ter sido apresentados a mim já na graduação e me ajudado no gerenciamento da empresa que tive. É parte do que tentamos ensinar aqui", acrescenta.

Segunda chance

Em Salvador (BA), o estudante do primeiro semestre de Jornalismo, Tassiro Leal, de 56 anos, está entusiasmado com a nova disciplina. Ele, que já foi empresário do setor do turismo há seis anos, mas não prosperou por ineficiência, está vibrando por ter a oportunidade de aprender a não cometer os mesmos erros no futuro. 

“O jornalista deve entender que ele não é só microfone e caneta. Tem que ter também conhecimento do mundo dos negócios. O país mudou. O mundo mudou”, acredita. “Essa aula de empreendedorismo é maravilhosa. Antes, 90% dos alunos não entendiam a razão de ter essa disciplina no curso de Jornalismo. Hoje, 100% dos alunos são a favor”, conta.

A Faculdade Social da Bahia, onde estuda Tassiro, resolveu incluir este ano, após convênio com o Sebrae, a disciplina de empreendedorismo no currículo dos cursos de Administração, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. O coordenador do curso de Administração de Empresas, Paulo Cardoso, explica que a metodologia aplicada é inovadora porque é baseada na vivência, ou seja, focada na atitude dos alunos. Paulo afirma que os estudantes respondem questionários, revelando suas características empreendedoras. “A partir daí, traçamos planos de ações que serão trabalhados por eles. A receptividade tem sido excelente”, destaca o professor.

Geovane Serafim do Rego, 28 anos, é estudante do nono semestre de Engenharia Civil na Universidade de Brasília (UnB) e nunca tinha pensado em ter uma empresa até cursar a disciplina optativa Introdução à Atividade Empresarial. Agora, ele sonha em abrir um negócio do ramo da construção civil, assim que se formar. “Preciso me capitalizar primeiro. Mas, descobri que tenho perfil empreendedor. E vou investir nisso, com determinação”, afirma.

O professor da UnB Leonardo Arêas, 39 anos, defende a disciplina do empreendedorismo dentro das salas de aula. Para ele, o tema tem de estar inserido desde a educação infantil. “Na minha opinião, empreendedorismo, inovação, ciência e tecnologia são mecanismos de desenvolvimento econômico de qualquer nação. Trata-se de iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da sociedade”, destaca. Hoje, cerca de 500 alunos cursam empreendedorismo na UnB e Arêas estima que haja uma fila de espera de mais 200 interessados em saber mais sobre o tema.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Novo livro ensina a ter modelo de negócio imbatível

Em Modelos de Negócios Imbatíveis, Saul Kaplan dá dicas para empresas sobreviverem a mudanças

Empreendedor
Dreamstime.com
As novas tecnologias fazem o mundo girar mais rápido. Um produto ou serviço tem uma vida útil mais curta, em um mercado tão competitivo. Neste cenário, manter um modelo de negócios atual é um desafio aos empreendedores.

O especialista no assunto e fundador da Business Innovation Factory (BIF) Saul Kaplan dá a dica para manter sua empresa atualizada mesmo em meio a tantas mudanças no livro “Modelos de Negócios Imbatíveis – Como sua empresa e você podem se manter relevantes em meio às mudanças”. 

Publicado em português, o livro traz o 15 princípios de inovação que as empresas devem seguir para assumir riscos que realmente sejam benéficos ao negócio. No nono princípio, Kaplan sugere que os empresários deixem a paixão dominar. “Supere as suas próprias expectativas. Libere a sua paixão e deixe que ela o mova intensamente. Exija mais de si mesmo e das suas comunidades de prática. Assuma os riscos com confiança. Aposte algo, você nem imagina do que é capaz”, diz. 

Entre os outros princípios, o autor reforça a importância de o empreendedor inspirar sua equipe e incentivar a colaboração para manter seu modelo de negócios ativo. “Com uma rede de colaboradores, quanto mais rápido experimentarmos, aprendermos, compartilharmos e repetirmos, mais rápido lograremos êxito”, ensina. 

Através da inovação, o autor sugere que as empresas se mantenham ativas na tarefa de atualizar seus modelos de negócio. Desta forma, não serão pegas de surpresa e reagirão às mudanças de forma mais eficiente. “Os modelos de negócios já não duram tanto quanto duravam. As adaptações não darão certo; é preciso nada menos do que uma inovação dos modelos de negócios e uma transformação setorial”, explica. Sua sugestão é manter, assim como para produtos, um P&D para modelos de negócios. 

“Modelos de Negócios Imbatíveis – Como sua empresa e você podem se manter relevantes em meio às mudanças”

O autor fala como as empresas podem, através da inovação, manter seus modelos de negócios atualizados diante de mudanças no mercado

Autor: Saul Kaplan
Editora: Saraiva

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Empreendedora fatura vendendo bolos com sabor de interior

A Bolo à Toa produz e vende cerca de 10 mil bolos caseiros por mês em duas unidades

Renata Frioli, dona da Bolo à Toa
Divulgação
O cheiro de bolo assando não engana. A casinha de fachada rosa em uma rua na zona oeste de São Paulo tem apenas duas mesinhas e um balcão. É ali que Renata Grosso Frioli realizou seu sonho de empreender. Formada em administração, a empreendedora criou há dois anos a Bolo à Toa, especializada em bolos caseiros, como de laranja e fubá. “Eu achava que faltava um pouco de simplicidade na vida do paulistano. São Paulo tem tudo muito sofisticado, mas eu sentia falta de uma coisinha mais simples”, conta Renata.

Depois de se mudar de Araçatuba para São Paulo, em 2000, ela saiu do mercado de trabalho para se dedicar às filhas, que tinham 3 meses e 3 anos na época. Há alguns anos, começou a sentir uma inquietação para voltar ao trabalho. “Há 3 anos, eu senti a necessidade de fazer alguma coisa que fosse diferente, que não tivesse em São Paulo. Conversando em casa com a minha mãe e meu irmão pensei se fazia bolo. Comecei a pesquisar e realmente não tinha. Decidi montar uma loja de bolos caseiros, trazer um pouquinho desse costume do interior”, diz. 

O desafio começou com a busca por um ponto comercial, que teria que “lembrar a casa da avó”, e os trâmites burocráticos. “Eu que fiz tudo. Fui correr atrás de licenças, coisas de prefeitura, aquela parte burocrática que é bem desanimadora”, conta. Depois de oito meses de reforma e testes das receitas do livro da família, Renata abriu a primeira loja, em Pinheiros, “com a cara e a coragem”. “Coloquei o nome de Bolo à Toa, porque é como é chamado o bolo na casa da minha mãe, onde tem bolo todo dia, mas não é um bolo recheado, cheio de frescura. O bolo simples ela chama de bolinho à toa”, explica. 

Em um mês, a operação se pagou, sem que Renata precisasse reinvestir no negócio. Sua principal estratégia de marketing foi o boca-a-boca. “Eu não fiz ação publicitária nenhuma, anunciei na minha página do Facebook que estava abrindo, fiz contato com a vizinhança, mandei um bolo pra lá, outro pra cá, e explodiu”, explica. 

O sucesso foi tanto que a empresária recuperou seu investimento nos primeiros oito meses e já abriu uma nova unidades, desta vez no Itaim Bibi. “Eu sempre usei de recurso próprio, me virei nos 30. No primeiro mês, eu soube que ia ser um sucesso, a loja pagou os custos dela. Desde o dia que abri não precisei colocar a mão no meu bolso”, diz. 

O bolo caseiro é vendido apenas inteiro, para ser levado para casa. Para Renata, vender fatias no local iria descaracterizar seu negócio. O grande desafio foi apresentar este novo conceito ao mercado. “Meu primeiro e maior desafio foi fazer com que as pessoas acreditassem no meu negócio, passar esse conceito, esse costume meu. Meu grande desafio foi criar um mercado para bolo caseiro”, conta. Hoje, a empresa produz e vende de 6 mil a 6,5 mil bolos de 16 sabores por mês. Com a inauguração da nova unidade, a produção deve saltar para mais de 10 mil bolos. Os produtos custam entre 18 e 25 reais, dependendo do sabor. 

Segundo Renata, mais uma loja deve ser aberta em São Paulo até o começo do próximo ano e ela já pensa na expansão para outros locais. “Tenho plano de abrir mais lojas, mas minhas. Me procuram muito para franquia, mas ainda não penso nisso, não gosto de ver meu negócio massificado”, define. Com 15 funcionários, Renata se dedica à administração e expansão da empresa, e entra na cozinha para testar novos sabores e acompanhar a rotina. “Eu cresci dentro de uma cozinha na casa da minha vó, da minha mãe, então minha escola foi essa”, diz.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

8 dicas para abrir seu primeiro negócio

Alguns fatores para chegar ao sucesso escapam ao controle do empreendedor, mas entregar uma boa lição de casa ajuda a criar as condições ideais para recebê-lo.

Reprodução/Endeavor

Embora o índice de mortalidade das empresas nascentes esteja caindo no Brasil, boa parte das microempresas não consegue superar os primeiros anos de vida. Entre os motivos, estão a falta de planejamento e de experiência, pouco capital para investir e má gestão. Confira 8 pontos que merecem a atenção dos novos empreendedores antes de abrir o primeiro negócio:

1. Aposte na experiência

Se o empreendedor não tem experiência na área em que deseja iniciar uma empresa, uma boa dica é procurar um sócio, funcionário ou até mesmo uma consultoria que já tenha certa experiência no ramo em questão.

2. Adquira capacitação e conhecimento

A busca pelo conhecimento sobre a área em que se quer atuar é fundamental. Cursos de capacitação são importantes para entender melhor os problemas cotidianos, desenvolver a capacidade de identificá-los e solucioná-los de maneira rápida, eficaz e mais econômica possível.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O outro lado do empreendedorismo

O empreendedorismo consiste muito mais na preparação do negócio e no conhecimento do mercado do que no simples fato de abrir o negócio próprio.

Reprodução/Endeavor

São diversos os motivos que levam um empreendedor a optar por esse caminho e a idade tem se tornado um fator bastante comum nesta escolha. Segundo levantamento realizado no início do ano pela empresa Data Popular, existem aproximadamente 1,5 milhão de jovens empreendedores no Brasil com faixa etária entre 16 e 24 anos; além disso, o estudo mostra que cerca de 22 milhões de jovens planejam ter seu próprio negócio no futuro.

Mas será que esses jovens empreendedores estão preparados profissionalmente e psicologicamente para dar um passo tão grande? Afinal, é preciso muito mais do que coragem para arriscar. A falta de planejamento antes de abrir o próprio negócio é uma das principais causas de falência e uma das maiores falhas dos novatos que estão entrando no mercado.

De acordo com outra pesquisa, realizada por Shikhar Ghosh, professor da Harvard Business School, 3 em cada 4 startups que têm investimento de capital de risco não sobrevivem ao mercado nem dão retorno aos investidores. O levantamento, feito com mais de 2 mil empresas, com aportes abaixo de 1 milhão de dólares, ao longo de 6 anos, contesta portanto os dados sempre positivos divulgados pelos investidores-anjo. Motivados por uma realidade distorcida, muitos dos jovens criam startups e tendem a fracassar no longo prazo.

O que podemos observar é que a falta de experiência no mercado profissional leva a geração Y, como são conhecidos os nascidos a partir da década de 1980, a pensar somente a curto prazo. Eles já ingressam no mercado desejando conquistar a independência financeira e aumentar a sua renda, quando antes é necessário prever e identificar os pontos fortes e fracos de um possível negócio.

Uma gestão empresarial bem pensada está focada em pontos-chave para atingir o sucesso. E a pesquisa de campo é primordial para fundamentar qualquer ideia que possa surgir no universo do empreendedorismo. Quais serão os custos e os investimentos da empresa? Quais são as tendências do mercado e os possíveis concorrentes? Existe demanda de consumo para o que deseja propor? Enfim, esses são apenas alguns fatores que precisam ser organizados. Se pensarmos mais a fundo, haverá ainda questões como o regime tributário para abertura de um negócio e se os profissionais da equipe têm suficiente conhecimento.

Diante desse cenário, será que aqueles com mais idade se preparam melhor antes de empreender? Bom, o que podemos afirmar é que o acúmulo de bagagem profissional é um grande diferencial para os futuros empreendedores. Ter idade mais avançada acarreta em mais responsabilidades, tanto no lado pessoal, com o sustento de uma família, quanto profissional, o que leva o empreendedor a analisar os prós e contras antes de arriscar-se a fundo em um novo negócio. É preciso estar preparado caso o negócio não saia como planejado.

Empreendedores mais velhos e com maior bagagem profissional serão no mínimo mais criteriosos e cuidadosos antes ingressar em algo que não possa lhes trazer estabilidade e confiança. Já os jovens, que não têm tanto a perder por possuírem o benefício do tempo, ousam mais neste quesito e assumem os riscos do ato impensado.

O empreendedorismo consiste muito mais na preparação do negócio e conhecimento do mercado, do que no simples fato de abrir o negócio próprio. É preciso agregar valor, planejar e desenvolver habilidades. Além de colocar tudo em prática, fator crucial para o tão sonhado sucesso.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

7 regras do Vale do Silício que nossas startups podem copiar

Especialistas falam sobre que tipo de comportamento e atuação os empreendedores de lá costumam ter que os brasileiros poderiam copiar

Jovens usam laptops com foco nos  cabos
Getty Images
Investidores, empreendedores e boas ideias. O Vale do Silício, nos Estados Unidos, ficou conhecido por reunir em um mesmo local as condições ideias para que startups e inovadores pudessem se desenvolver. Com características muito particulares, não é simples reproduzir em outros cantos do mundo o mesmo ambiente. Mas, com apoio, é possível estabelecer ambientes favoráveis para o desenvolvimento de novos negócios.
Camila Farani, diretora da Gávea Angels e co-fundadora da Lab 22, tem investimento em startups no Brasil e no Vale e acredita que isso ajuda a entender como melhorar o mercado nacional. “Isso acaba dando uma riqueza muito grande e a gente consegue entender onde está o berço desse sistema, consegue fazer um cruzamento com nossos empreendedores”, indica. 
Para Cassio Spina, investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil, a união de agentes importantes possibilitam tanta inovação e empreendedorismo. “O Vale do Silício é um ambiente hoje muito consolidado. Tem todos os agentes importantes muito conectados e bem desenvolvidos: o ambiente universitário de pesquisa, empresas de tecnologia de ponta que ajudam o potencial empreendedor a ter experiência profissional e o ambiente de investimento”, explica. 
Veja quais regras vigoram no Vale do Silício que poderiam ser seguidas também no Brasil para ter um ambiente melhor para startups.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

6 formas de driblar o medo para empreender

Veja as dicas para quem quer abrir um negócio, mas ainda tem medo de arriscar

Homem com post-it no rosto
Incerteza, medo, risco. Quem começa um negócio do zero sabe que essas sensações são potencializadas na hora de, enfim, tirar a ideia do papel. Muitos empreendedores estudam o mercado, pesquisam e, mesmo assim, ficam paralisados na hora de assumir o compromisso do próprio negócio.
A boa notícia é que essas sensações são perfeitamente normais no empreendedorismo e fazem parte do processo. Para superar o medo e se arriscar, os especialistas Thiago de Carvalho, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, e Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Criatividade e Empreendedorismo da FAAP, dão dicas para driblar a incerteza e ter uma pequena empresa de sucesso. 
1. Não faça comparações
Uma das principais dúvidas na hora de empreender é se as condições do emprego, como salário, benefícios e horários, serão mantidas na nova atividade. “Mais do que risco e medo, as pessoas ficam comparando o que elas têm hoje e esperando a grande ideia”, diz Carvalho. Segundo ele, é mais importante se encontrar em uma atividade que traga satisfação do que medir apenas pelo aspecto financeiro. 
2. Entenda o que é risco para você
A percepção de risco, segundo Hashimoto, é algo muito particular. “Se você é o tipo que olha para o céu claro e mesmo assim tem um guarda-chuva, indica que é menos receptivo a risco”, diz. É importante avaliar, com base nas escolhas diárias e de investimentos, qual é o seu limite para se arriscar. 
3. Descubra de onde vem a dúvida
Entender de onde vem o medo ao risco é essencial para poder solucioná-lo. “É legal saber quais são as origens dessa insegurança. É uma insegurança muito específica de cada um”, indica Carvalho. Descubra se o medo é impulsionado por falta de capital, de habilidades técnicas ou mesmo por circunstâncias pessoais. 
4. Planeje-se
Um planejamento de médio e longo prazo ajuda a amenizar o medo e também reduzir os riscos. “Esse planejamento ajuda a pessoa a entender melhor o negócio. Algumas pessoas acabam ignorando retornos dos consumidores que não gostam do produto delas. Elas criam modos de pensar e acabam não observando o mercado”, explica Carvalho. 
Este planejamento é essencial se o negócio for em uma área em que o empresário tem pouca experiência. O mais indicado é conversar com o máximo de pessoas possível para entender o mercado. 
5. Avalie o impacto dos riscos
Entender o que o risco vai causar na sua vida é importante para avaliar quais ameaças serão priorizadas. “Na avaliação de risco, precisa saber quais são as ameaças que podem sair do controle”, diz Hashimoto. Segundo ele, uma ótima forma de reduzir a incerteza é participa de cursos e seminários e conversar com especialistas. 
O passo seguinte é entender quais são os maiores riscos, avaliando o impacto e a probabilidade de cada um. “Se o impacto é pequeno e a chance de acontecer é grande, o risco talvez seja alto”, indica. 
6. Faça uma autoavaliação
O autoconhecimento é essencial para entender como cada empreendedor lida com o risco e com a ideia de abrir um negócio. “Esse autoconhecimento é importante para quem está buscando uma carreira como o empreendedorismo. Não tem certo ou errado em termos de carreira”, diz Carvalho. Avalie-se e meça até que ponto você está disposto a ir pelo próprio negócio. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que as startups têm a ensinar sobre empreendedorismo

Validar as ideias antes de lançar no mercado e automatizar processos são algumas recomendações

Dreamstime.com                               
Pessoas usando computador

Ter um produto ou modelo de negócio inovador, ser escalável e ter potencial para atingir grandes mercados são algumas das principais características de uma startup. Apesar de serem muito inovadoras, há determinadas práticas adotadas nestas empresas que podem servir de inspiração para pequenos e médios empresários.
Uma das recomendações é validar as ideias antes de lançar no mercado. “Se o pequeno negócio tiver uma cultura de testes e aprendizado, isso pode ser muito benéfico para a empresa”, afirma Pablo Ribeiro, gestor do Startup Network da Endeavor. 
Para Frederico Lacerda, sócio fundador da 21212 Digital Accelerator, o empreendedor tem que focar no que realmente faz diferença para o negócio dele. “Não fazer tudo do zero e buscar ferramentas de baixo custo que já existam, por exemplo, softwares financeiros na nuvem”, ensina.
“Em uma startup, há burocracia, mas não tem um processo interno alongado, e sim mais dinâmico”, exemplifica Eric Hayashi, CTO e cofundador da synapseshub, plataforma que conecta empreendedores e oferece ferramentas para quem deseja criar negócios inovadores. Para José Jarbas, CEO e cofundador da eCRM123, startup especializada em gerenciamento de consumidores, conta que independente do porte da empresa, é preciso tratar bem o consumidor. Veja outras práticas que podem ser copiadas. 
1. Teste mais
Testar hipóteses e adaptar antes de lançar no mercado é uma recomendação dos especialistas. “Existem estratégias que, com custo baixo, você consegue construir um protótipo, testar o produto e depois investir”, afirma Jarbas. Investir muito dinheiro em uma ideia pode ser fatal para uma pequena empresa. 
“Você tem que ter ferramentas e mecanismos para verificar os resultados. É preciso mensurar e entender essas informações e transformá-las em conhecimento”, ensina Ribeiro.
2. Sonhe grande
Geralmente, uma startup tem a ambição de escalar e chegar ao maior número de pessoas possível. Para Ribeiro, um microempreendedor também pode ter o sonho de transformar sua loja em uma rede, por exemplo.
Para que isso se transforme em realidade, é preciso que o empresário busque referências no mercado, e não apenas da sua mesma área de atuação. “Um exemplo é buscar na Amazon as melhores práticas de atendimento ao cliente, mesmo que a sua empresa seja de outra indústria”, explica Lacerda.
3. Incentive a união da equipe
A proximidade que existe entre o presidente de uma startup e um funcionário tem as suas vantagens. “Todo mundo pode opinar, são varias cabeças e várias opiniões”, afirma Jarbas. “Essa informalidade pode aproximar os funcionários”, completa Hayashi.
Meritocracia e valorização da pessoa são práticas que podem fazer com que o profissional cresça e a empresa também. “Isso tudo colabora para mais comprometimento e mais engajamento”, resume Ribeiro.
4. Automatize os processos
Utilizar ferramentas que podem aumentar a produtividade da equipe permite que o pequeno empresário ganhe mais tempo para decidir assuntos estratégicos. “Normalmente, há áreas que não se conversam e não há debates para melhorar ou solucionar um problema”, afirma Hayashi.
“Procure ferramentas de compartilhamento de arquivos, planilhas e documentos de texto colaborativos, aplicativos de comunicação entre o time para diminuir a quantidade de e-mails e conversas de corredor, etc”, exemplifica Lacerda. 
5. Foque no seu consumidor
Uma das principais vantagens de ter um pequeno negócio é a proximidade do empresário com os seus consumidores. Para Jarbas, independente do porte da empresa, é preciso se atentar a coisas simples como retornar uma ligação ou um e-mail. “As empresas estão muito mais preocupadas em vender do que em focar no consumidor. Quando você perde um consumidor e ele começa a difamar a sua empresa, o prejuízo é muito grande” explica.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Agora são os brasileiros que invadem o Vale do Silício

Em busca de cérebros, fornecedores e até aquisições, uma série de empresas brasileiras de tecnologia inverte o caminho tradicional e abre escritórios no Vale do Silício

Alexandre Dinkelmann, da Totvs

A cada dois meses, o engenheiro Alexandre Dinkelmann, vice-presidente de estratégia e finanças da Totvs, deixa sua rotina de trabalho em São Paulo e parte rumo a Mountain View, a cerca de 50 quilômetros de São Francisco, na Califórnia. Ali se concentram centenas de empresas de tecnologia de todos os portes — a mais célebre delas é o Google, que tem sua sede no Vale.
Desde outubro, a cidade também abriga o primeiro escritório da fabricante de softwares de gestão Totvs no Vale do Silício. Numa de suas visitas mais recentes, Dinkelmann acompanhou um negócio inédito para a companhia, fundada nos anos 80 na capital paulista.
Em junho, a Totvs investiu 16 milhões de dólares na compra de uma participação minoritária em uma empresa estrangeira — a americana GoodData, startup que oferece serviços de big data, como são chamados os soft­wares capazes de analisar um grande volume de dados em tempo real.
Foram seis meses de negociação, em que Dinkelmann alternava o acompanhamento a distância com as viagens ao país. “Seria mais difícil saber de oportunidades como essa sem o escritório nos Estados Unidos”, diz ele.
A Totvs faz parte de um seleto grupo de empreendedores brasileiros que ingressaram recentemente no Vale do Silício, o maior centro de empreendedorismo do mundo. Estima-se que 2 000 novas empresas surjam ali todos os anos. Tanta efervescência se mostrou à prova até mesmo da crise.
Os investimentos dos fundos de capital de risco somaram 2,2 bilhões de dólares entre janeiro e março deste ano — 4,5% mais em relação ao mesmo período de 2012. Para os empreendedores brasileiros que se aventuraram a entrar nesse mercado, a recompensa é o acesso a um celeiro de cérebros, de pequenas empresas que podem ser compradas, de fornecedores especializados e investidores do mundo inteiro.
“É necessário um bom plano de execução para sobressair entre os grandes”, diz o paulista Robert Janssen, presidente da aceleradora Outsource Brazil e especialista em empreendedorismo.
Uma preparação cuidadosa é pré-requisito para ingressar no Vale do Silício. Em geral, as empresas brasileiras que se instalaram ali ensaiaram cuidadosamente os primeiros passos.
Para a Totvs, as etapas preliminares começaram em 2010, quando a companhia firmou uma parceria com a Universidade Stanford, de onde já saíram milhares de empreendedores desde a época de Bill Hewlett e David Packard, que fundaram a HP em 1939. Durante aproximadamente um ano, uma equipe mista de profissionais da Totvs e alunos de Stanford prepararam um plano de atuação da empresa nos Estados Unidos.
O time fez um raio X do mercado de tecnologia americano e mapeou as áreas em que há menos concorrência e, portanto, mais oportunidades para a Totvs. Entre elas está a área de segurança da informação dentro das empresas.
Em novembro, a companhia inaugurou o próprio laboratório no Vale do Silício, o Totvs Lab, no qual trabalham atualmente 15 profissionais, entre cientistas e engenheiros, vindos de sete países. O primeiro produto é um sistema de segurança que protege o acesso à informação da área financeira ou a outros dados sigilosos das empresas. 
Mesmo com uma preparação detalhada, por vezes é preciso adaptar os planos. Foi o caso do paulista Fabrício Bloisi, que em 2001 fundou a Movile, empresa de comércio e conteúdo para celular.
Depois de estudar o mercado americano por dois anos, a empresa se estabeleceu na Califórnia em agosto de 2012 com a pretensão de oferecer os 13 produtos já presentes desde 2008 em cinco países da América Latina, como Argentina e México.
Após conversas com investidores e consultores locais, Bloisi concluiu que seria melhor escolher um único produto, que deverá ser lançado no mercado americano no fim deste ano. Mais do que uma base para expandir as vendas, o escritório nos Estados Unidos deverá ter a função de apontar caminhos futuros.
A empresa mantém hoje seis funcionários numa sala no mesmo prédio de escritórios em que a dupla Larry Page e Sergey Brin iniciaram o Google nos anos 90. Eles têm a missão de criar produtos e analisar a compra de startups. “Os produtos lançados hoje em todo o mundo foram discutidos nos cafés do Vale do Silício em 2011”, diz Bloisi. 
Além de se aproximar das tendências, abrir um escritório local serviu para atrair cérebros. No fim de 2012, a Movile contratou um funcionário da Apple. O ilustrador paranaense Everaldo Coelho deixou a firma fundada por Steve Jobs, na qual trabalhou por dois anos, e aceitou a proposta de gerir o polo de inovação da Movile em Campinas, no interior de São Paulo.
Bloisi e Coelho se conheceram informalmente numa palestra anos atrás e mantiveram contato. “Hoje há empresas brasileiras tão sofisticadas quanto qualquer concorrente do Vale do Silício”, afirma Coelho.
Os empreendedores brasileiros que se instalaram no Vale do Silício encontraram dificuldades diferentes das que enfrentam por aqui. A Predicta, empresa paulista de marketing digital, que possui uma participação minoritária do grupo gaúcho RBS, não esbarrou em muita burocracia ao chegar ao Vale do Silício em outubro do ano passado.
Em 15 dias, providenciou a papelada necessária para abrir a filial e em menos de um mês conseguiu uma sala para começar a operar. Mas nem tudo foi fácil.
Levou nove meses até que a empresa conseguisse contratar um executivo local com a missão de lidar com fornecedores americanos, em especial com empresas que têm servidores capazes de hospedar os dados do principal produto da Predicta, o SiteApps, espécie de portal de serviços digitais na nuvem para empresas pequenas e médias.
A Predicta já tem quase 60 000 clientes em mais de 100 países. Em junho, ela recrutou um funcionário americano com 17 anos de experiência em startups de tecnologia, que ficará responsável pelo desenvolvimento de negócios. A remuneração desse tipo de profissional não sai por menos de 250 000 dólares por ano, sem contar bonificações.
“Tudo é muito caro no Vale do Silício e não há ninguém desempregado”, afirma o paulista Marcelo Marzola, fundador da Predicta, que hoje se divide entre a sede da empresa, em São Paulo, e viagens a cada dois meses aos Estados Unidos. “Mas é necessário ter um americano cuidando de seus assuntos, porque entender a cultura local é fundamental para chegarmos aos contatos certos.”
O esforço valeu. Marzola conseguiu acelerar a agenda de encontros — desde outubro, ele já se reuniu com 200 fornecedores locais. Entre eles está uma empresa com sede na Bulgária, um dos mercados-alvo da Predicta. “Entrar no Vale do Silício significa trabalhar junto às principais empresas de tecnologia do mundo”, diz Marzola. “Para ser realmente global, é preciso, antes, estar lá.”

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Relaxe, você vai errar muito empreendendo

Começar um empreendimento em sua área de conhecimento é mais confortável e acelera o período de aprendizagem, mas o erro é inevitável

Ricardo De Féo, dono da General Wings, empresa de bicicletas elétricas

Quem nunca dirigiu tem dificuldade em achar o tempo certo de soltar a embreagem e acelerar. Por isso, o aspirante a motorista dirige aos trancos. Com o empreendedor de primeira viagem não é diferente. Leva um tempo até estar confortável com a gestão do novo negócio.
"Ser empreendedor é viver na tentativa e no erro.Não tem ninguém para nos avisar qual caminho percorrer", diz Fabio Mazzon Sacheto, de 37 anos. O administrador paulista abandonou a carreira corporativa em 2002, quando era gerente de vendas da Avaya, multinacional de telecomunicações, para tocar a empresa de cosméticos Florus, aberta por ele e a mulher em 1999.
Sua maior dificuldade foi com a gestão financeira — gerenciar o pagamento de fornecedores, as datas de recebimento e a entrada de dinheiro no caixa — enquanto entendia do setor de beleza. O obstáculo foi superado com a ajuda de consultores e colegas especialistas na área.
Hoje, a Florus atende mais de 70 clientes, entre eles a camisaria Dudalina e o hotel Emiliano, de São Paulo. A experiência de Fábio diz muito sobre uma das características mais importantes de um empreendedor: a resiliência. "Nesse universo, errar não é o fim do mundo e ter calma e obstinação para mudar de rumo é essencial", diz Marcelo Salim, responsável pelo Centro de Empreendedorismo do Ibmec, do Rio de Janeiro.
Dois anos sem grana
Ricardo De Féo, de 45 anos, foi gerente comercial na Volkswagen por oito anos e gerente nacionalde vendas na transportadora Júlio Simões, de onde saiu há dois anos para tocar a General Wings, empresa de bicicletas elétricas fundada por ele em 2009. "Cansei do jogo corporativo, me sentia tolhido", diz.
A ideia surgiu durante uma viagem de pesquisa à China — na época, Ricardo sonhava em fabricar um carro popular. De volta ao Brasil, ele vendeu o apartamento, o carro e com 250.000 reais abriu a loja.
Depois de quase dois anos vivendo das economias, hoje ele faz dinheiro com seu negócio, que deve faturar neste ano 2 milhões de reais.