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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Guerra contra refrigerantes ameaça Coca-Cola no México

A batalha contra os refrigerantes açucarados, salientada na tentativa fracassada do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de proibir refrigerantes grandes, se espalhou agora para o México, há muito um dos principais mercados da Coca-Cola.

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El Poder del Consumidor
Durante essa temporada de verão no hemisfério norte, uma campanha de conscientização pública espalhou anúncios por ônibus e outdoors pela Cidade do México, mostrando uma pilha com 12 colheres cheias de açúcar ao lado de uma garrafa de 600 mililitros de refrigerante. Os anúncios perguntam: "Você comeria 12 colheres de açúcar? Por que você bebe refrigerante?".

A campanha publicitária tem incentivado um novo movimento para conter o consumo excessivo de refrigerantes no México.

Como os Estados Unidos, o México está batalhando para combater uma epidemia de diabetes, doença que está intimamente ligada à obesidade.

O México ultrapassou recentemente o país vizinho, famoso pela obesidade de sua população, assumindo o primeiro lugar em um ranking de países mais gordos do mundo com população de 100 milhões ou mais, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que as startups têm a ensinar sobre empreendedorismo

Validar as ideias antes de lançar no mercado e automatizar processos são algumas recomendações

Dreamstime.com                               
Pessoas usando computador

Ter um produto ou modelo de negócio inovador, ser escalável e ter potencial para atingir grandes mercados são algumas das principais características de uma startup. Apesar de serem muito inovadoras, há determinadas práticas adotadas nestas empresas que podem servir de inspiração para pequenos e médios empresários.
Uma das recomendações é validar as ideias antes de lançar no mercado. “Se o pequeno negócio tiver uma cultura de testes e aprendizado, isso pode ser muito benéfico para a empresa”, afirma Pablo Ribeiro, gestor do Startup Network da Endeavor. 
Para Frederico Lacerda, sócio fundador da 21212 Digital Accelerator, o empreendedor tem que focar no que realmente faz diferença para o negócio dele. “Não fazer tudo do zero e buscar ferramentas de baixo custo que já existam, por exemplo, softwares financeiros na nuvem”, ensina.
“Em uma startup, há burocracia, mas não tem um processo interno alongado, e sim mais dinâmico”, exemplifica Eric Hayashi, CTO e cofundador da synapseshub, plataforma que conecta empreendedores e oferece ferramentas para quem deseja criar negócios inovadores. Para José Jarbas, CEO e cofundador da eCRM123, startup especializada em gerenciamento de consumidores, conta que independente do porte da empresa, é preciso tratar bem o consumidor. Veja outras práticas que podem ser copiadas. 
1. Teste mais
Testar hipóteses e adaptar antes de lançar no mercado é uma recomendação dos especialistas. “Existem estratégias que, com custo baixo, você consegue construir um protótipo, testar o produto e depois investir”, afirma Jarbas. Investir muito dinheiro em uma ideia pode ser fatal para uma pequena empresa. 
“Você tem que ter ferramentas e mecanismos para verificar os resultados. É preciso mensurar e entender essas informações e transformá-las em conhecimento”, ensina Ribeiro.
2. Sonhe grande
Geralmente, uma startup tem a ambição de escalar e chegar ao maior número de pessoas possível. Para Ribeiro, um microempreendedor também pode ter o sonho de transformar sua loja em uma rede, por exemplo.
Para que isso se transforme em realidade, é preciso que o empresário busque referências no mercado, e não apenas da sua mesma área de atuação. “Um exemplo é buscar na Amazon as melhores práticas de atendimento ao cliente, mesmo que a sua empresa seja de outra indústria”, explica Lacerda.
3. Incentive a união da equipe
A proximidade que existe entre o presidente de uma startup e um funcionário tem as suas vantagens. “Todo mundo pode opinar, são varias cabeças e várias opiniões”, afirma Jarbas. “Essa informalidade pode aproximar os funcionários”, completa Hayashi.
Meritocracia e valorização da pessoa são práticas que podem fazer com que o profissional cresça e a empresa também. “Isso tudo colabora para mais comprometimento e mais engajamento”, resume Ribeiro.
4. Automatize os processos
Utilizar ferramentas que podem aumentar a produtividade da equipe permite que o pequeno empresário ganhe mais tempo para decidir assuntos estratégicos. “Normalmente, há áreas que não se conversam e não há debates para melhorar ou solucionar um problema”, afirma Hayashi.
“Procure ferramentas de compartilhamento de arquivos, planilhas e documentos de texto colaborativos, aplicativos de comunicação entre o time para diminuir a quantidade de e-mails e conversas de corredor, etc”, exemplifica Lacerda. 
5. Foque no seu consumidor
Uma das principais vantagens de ter um pequeno negócio é a proximidade do empresário com os seus consumidores. Para Jarbas, independente do porte da empresa, é preciso se atentar a coisas simples como retornar uma ligação ou um e-mail. “As empresas estão muito mais preocupadas em vender do que em focar no consumidor. Quando você perde um consumidor e ele começa a difamar a sua empresa, o prejuízo é muito grande” explica.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os negócios e as redes sociais

Como o uso das redes sociais em um país como o Brasil pode agregar valor aos negócios.


Com 1,5 bilhão de usuários espalhados pelo mundo, as redes sociais são um divisor de águas para os negócios, pois estimulam e expõem novos comportamentos e aspirações que as empresas precisam conhecer e atender. Os empreendimentos devem ir muito além de criar presença nas plataformas sociais para aumentar a exposição das marcas, mas utilizá-las para o desenvolvimento de produtos, interação com clientes, atendimento ao consumidor, recrutamento e seleção, aumento da produtividade e colaboração de seus funcionários.

A penetração das redes sociais nas Pequenas e Médias Empresas nos EUA é de apenas 31%, de acordo com estudo da consultoria McKinsey. O relatório ainda aponta que 70% das empresas usam tecnologias sociais e 90% delas relatam benefícios para os negócios, mas a implementação de estratégias sociais em todo seu potencial agregaria valor adicional de US$ 900 bilhões a US$ 1,3 trilhão globalmente por ano.

Em um País de pioneiros na adoção de tecnologias sociais, existe uma grande oportunidade para que os empreendedores brasileiros ampliem o uso das plataformas sociais para agregar valor aos negócios.

Consumidor social

Mais do que angariar fãs, as plataformas sociais possibilitam a coleta de informações sobre comportamento, localização e preferência dos indivíduos de maneira mais rápida e barata. Com estes dados, as empresas podem entender os desejos e necessidades de seus consumidores para definir estratégias de negócio, marketing e desenvolvimento de produtos.

O uso de redes sociais permite, ainda, a interação instantânea e personalizada com clientes. A comunicação das empresas com usuários nestas plataformas passa a ser bidirecional, pois permitem o feedback da comunidade de consumidores sobre marcas, produtos, campanhas, etc. Os indivíduos usam as redes sociais para ouvir a opinião de outros usuários, encontrar informações relevantes, se conectar com marcas e produtos e cada vez mais se apoiam nas suas conexões sociais para decisões de compra. Para ter uma ideia do potencial destas plataformas, cerca de 30% dos gastos dos consumidores poderia ser influenciado por social shopping, de acordo com a McKinsey.

Colaboração em escala

A internet proporciona a utilização da inteligência e conhecimentos coletivos para resolver problemas e desenhar soluções (crowdsourcing). A colaboração também pode acontecer dentro das empresas por meio do fluxo livre de ideias e conteúdo. As redes sociais tornam as pessoas mais produtivas, pois reduzem as barreiras e permitem a interação de diversas áreas de negócio para solucionar problemas com inovação multidisciplinar, criando assim novos produtos e estratégias.

Um passo seguinte é abrir esta comunidade para clientes e parceiros, fomentando a colaboração inovadora. As tecnologias sociais, quando usadas nas empresas segundo a McKinsey, tem o potencial de aumentar a produtividade de trabalhadores qualificados de 20 a 25%.

Quando o assunto é redes sociais, inevitavelmente surgem preocupações nas empresas. Mas e a privacidade do consumidor e dos dados da empresa? As aplicações são seguras? Os funcionários não perdem tempo nestas plataformas? Os benefícios das redes sociais dependem de uma série de fatores, como o setor de atuação e perfil da empresa, assim como inovações gerenciais no seu uso, mas podem produzir ganhos de fato para os negócios. Estes pontos devem ser considerados, mas é importante que não impliquem na restrição dessas plataformas nas empresas.

As redes sociais se tornaram um fenômeno cultural, social e econômico, com a mudança de comportamentos, desde cotidianos a movimentos políticos. Para as empresas, trazem benefícios nas mais diversas áreas, desde a percepção e reconhecimento da marca pelos consumidores, até a distribuição digital de novos produtos e serviços. Os seus consumidores estão nas redes sociais. Como você está aproveitando esta oportunidade?