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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Após anunciar hashtags, Facebook começa a testar Trending Topics

Reprodução/AllThingD

Quase dois meses após a chegada de hashtags ao Facebook, a rede social informou ao site Mashable que está testando o recurso de Trending Topics.

O AllThingD noticiou a novidade ontem, contudo, foi só nesta quinta (7) que um porta-voz do Facebook confirmou a informação. Segundo comunicado emitido ao site, os testes estão sendo feitos na versão mobile, com uma pequena parcela dos usuários dos Estados Unidos.

Surgido no Twitter, o Tending Topics mostra os assuntos mais comentados de acordo com uma região do globo ou ainda, mundialmente. No Facebook, uma pequena lista com três ou mais palavras-chaves é mostrada no feed do usuário.

Vale lembrar que essas não são as primeiras funcionalidades "emprestadas" do Twitter. O Facebook também já utilizou a função "@" para menções, contas oficiais para personalidades e a opção de seguir pessoas.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que as startups têm a ensinar sobre empreendedorismo

Validar as ideias antes de lançar no mercado e automatizar processos são algumas recomendações

Dreamstime.com                               
Pessoas usando computador

Ter um produto ou modelo de negócio inovador, ser escalável e ter potencial para atingir grandes mercados são algumas das principais características de uma startup. Apesar de serem muito inovadoras, há determinadas práticas adotadas nestas empresas que podem servir de inspiração para pequenos e médios empresários.
Uma das recomendações é validar as ideias antes de lançar no mercado. “Se o pequeno negócio tiver uma cultura de testes e aprendizado, isso pode ser muito benéfico para a empresa”, afirma Pablo Ribeiro, gestor do Startup Network da Endeavor. 
Para Frederico Lacerda, sócio fundador da 21212 Digital Accelerator, o empreendedor tem que focar no que realmente faz diferença para o negócio dele. “Não fazer tudo do zero e buscar ferramentas de baixo custo que já existam, por exemplo, softwares financeiros na nuvem”, ensina.
“Em uma startup, há burocracia, mas não tem um processo interno alongado, e sim mais dinâmico”, exemplifica Eric Hayashi, CTO e cofundador da synapseshub, plataforma que conecta empreendedores e oferece ferramentas para quem deseja criar negócios inovadores. Para José Jarbas, CEO e cofundador da eCRM123, startup especializada em gerenciamento de consumidores, conta que independente do porte da empresa, é preciso tratar bem o consumidor. Veja outras práticas que podem ser copiadas. 
1. Teste mais
Testar hipóteses e adaptar antes de lançar no mercado é uma recomendação dos especialistas. “Existem estratégias que, com custo baixo, você consegue construir um protótipo, testar o produto e depois investir”, afirma Jarbas. Investir muito dinheiro em uma ideia pode ser fatal para uma pequena empresa. 
“Você tem que ter ferramentas e mecanismos para verificar os resultados. É preciso mensurar e entender essas informações e transformá-las em conhecimento”, ensina Ribeiro.
2. Sonhe grande
Geralmente, uma startup tem a ambição de escalar e chegar ao maior número de pessoas possível. Para Ribeiro, um microempreendedor também pode ter o sonho de transformar sua loja em uma rede, por exemplo.
Para que isso se transforme em realidade, é preciso que o empresário busque referências no mercado, e não apenas da sua mesma área de atuação. “Um exemplo é buscar na Amazon as melhores práticas de atendimento ao cliente, mesmo que a sua empresa seja de outra indústria”, explica Lacerda.
3. Incentive a união da equipe
A proximidade que existe entre o presidente de uma startup e um funcionário tem as suas vantagens. “Todo mundo pode opinar, são varias cabeças e várias opiniões”, afirma Jarbas. “Essa informalidade pode aproximar os funcionários”, completa Hayashi.
Meritocracia e valorização da pessoa são práticas que podem fazer com que o profissional cresça e a empresa também. “Isso tudo colabora para mais comprometimento e mais engajamento”, resume Ribeiro.
4. Automatize os processos
Utilizar ferramentas que podem aumentar a produtividade da equipe permite que o pequeno empresário ganhe mais tempo para decidir assuntos estratégicos. “Normalmente, há áreas que não se conversam e não há debates para melhorar ou solucionar um problema”, afirma Hayashi.
“Procure ferramentas de compartilhamento de arquivos, planilhas e documentos de texto colaborativos, aplicativos de comunicação entre o time para diminuir a quantidade de e-mails e conversas de corredor, etc”, exemplifica Lacerda. 
5. Foque no seu consumidor
Uma das principais vantagens de ter um pequeno negócio é a proximidade do empresário com os seus consumidores. Para Jarbas, independente do porte da empresa, é preciso se atentar a coisas simples como retornar uma ligação ou um e-mail. “As empresas estão muito mais preocupadas em vender do que em focar no consumidor. Quando você perde um consumidor e ele começa a difamar a sua empresa, o prejuízo é muito grande” explica.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Rio diz que policiais testarão Glass nas ruas

“Agentes da prefeitura na rua poderão usar o Glass para dar mais agilidade às suas operações, recebendo informações diretamente nele”, disse Eduardo Paes

Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que pretende adotar o Google Glass nas operações dos agentes da Guarda Municipal da cidade.

Os óculos inteligentes serviriam para que policiais recebessem informações e dados em suas lentes a respeito de ocorrências e pudessem visualizar mapas. Em entrevista ao jornal O Globo, Paes afirmou que entrou em contato com o Google para discutir a utilização dos óculos em ações da polícia.
“Agentes da prefeitura na rua poderão usar o Glass para dar mais agilidade às suas operações, recebendo informações diretamente nele”, disse Eduardo Paes.
Segundo o prefeito, o aplicativo de monitoramento de trânsito Waze, que foi comprado pelo Google na última terça-feira, também poderá ser adotado nos smartphones e tablets em poder dos policiais municipais.
A cidade do Rio de Janeiro já utiliza tecnologias do Google, como o serviço de mapas, em seu Centro de Operações, órgão municipal que monitora o clima, o trânsito e a situação de áreas de risco da cidade.
A INFO testou o Google Glass em São Francisco e ouviu especialistas em computação de vestir. Veja na reportagem de capa O Mundo pela Lente de um Google Glass.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Chips podem substituir animais em experimentos científicos

Chip que simula as funções de um pulmão está em testes como possível substituto de animais no desenvolvimento de novos medicamentos para asma

"Chip de pulmão" desenvolvido pelo Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, da Universidade de Harvard

O sofrimento de ratinhos de laboratório, e outros animais expostos a inúmeros experimentos científicos em prol do desenvolvimento de novos remédios, pode estar próximo do fim. Institutos de pesquisa e grandes empresas da indústria farmacêutica já realizam testes de medicamentos em pequenos chips que são capazes de replicar as funções de órgãos humanos.

De acordo com o jornal Wall Street Journal (WSJ), a farmacêutica Merck, por exemplo, é uma das que conduz estudos em chips. A empresa conta com uma pesquisa especialmente focada na asma e, para isso, aplica uma série de medicamentos experimentais em um chip que simula o pulmão de uma pessoa que sofre com a doença.
O “chip de pulmão”, explica o WSJ, não replica absolutamente todas as funções do órgão que deseja imitar. É uma peça de silicone, com tamanho similar ao de um cartão de memória e conta com pequenos canais através dos quais passam o ar e fluídos.
Estes canais são revestidos por paredes formadas por tecido proveniente de um pulmão humano e vasos sanguíneos. Quando é aplicada uma espécie de sucção no local, esta parede simula o movimento que o órgão realiza durante a respiração. A partir das reações da pequena peça eletrônica, os cientistas tentam compreender melhor os mecanismos da asma.
Mas este é apenas um dos vários exemplos de testes científicos realizados em chips atualmente em andamento nos Estados Unidos. Em outro experimento, este realizado pela empresa GlaxoSmithKline PLC, os cientistas perceberam que as respostas obtidas pela aplicação a medicação nos chips era similar às recebidas por testes realizados em animais.
As vantagens que este tipo de método pode trazer à medicina vão além da proteção dos animais, nos quais a simulação de doenças como a própria asma, por exemplo, são muito difíceis. Ele pode tornar os testes mais eficientes, facilitando que os cientistas selecionem as substâncias que obtiveram o melhor desempenho no tratamento da doença em questão.
“Chip de pulmão”
O chip que tem sido usado em experimentos farmacêuticos foi revelado em 2010 pelo Wyss Institut for Biologically Inspired Engineering, da Universidade de Harvard. De acordo com o instituto, que desenvolve outros “órgãos em chip”, estes modelos de órgãos humanos podem ajudar os cientistas a melhor compreenderem doenças, auxiliando diretamente no seu tratamento. 
Apesar de promissores, contudo, tais chips ainda encontram certa resistência por parte dos órgãos reguladores nos Estados Unidos. O principal entrave, pontuou o WSJ, é até que ponto os medicamentos aprovados por testes realizados em chips são seguros o suficiente a ponto poderem ser autorizados para experimentos em seres humanos.