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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Empreendedorismo ganha espaço nas universidades

Instituições de Ensino Superior se preparam para oferecer educação empreendedora em diversos cursos

Computador Jovem Internet Redes sociais (Foto: Shutterstock)
SHUTTERSTOCK
O ensino do empreendedorismo nas universidades brasileiras está aumentando. Em parceria com o Sebrae, a partir do próximo semestre instituições de Ensino Superior de 24 das 27 unidades da federação irão oferecer esse tipo de conteúdo a fim de desenvolver competências empreendedoras em quem está se preparando para entrar no mundo do trabalho. Esse é o resultado do edital que o Sebrae abriu para que faculdades de todo o país pudessem encaminhar propostas de ações conjuntas para o ensino do empreendedorismo.

“Queremos estimular o empreendedorismo no ensino formal. O mundo do trabalho exige hoje flexibilidade, capacidade de iniciativa e de adaptação a mudanças. E essas são características trabalhadas e desenvolvidas na educação empreendedora. É preciso preparar nossos alunos para serem bem-sucedidos em suas carreiras”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Foram aprovadas 95 das 122 propostas recebidas de instituições de Ensino Superior pelo Sebrae. Dentre as ações propostas, estão: participação das faculdades no Desafio Universitário Empreendedor - um conjunto de ações para estudantes que oferece, entre outras atividades, cursos e jogos eletrônicos; o Bota pra Fazer, uma metodologia de aplicação de planos de negócios em parceria com o Instituto Endeavor; a disciplina de empreendedorismo desenvolvida pelo Sebrae; além do apoio a publicações de pesquisas e teses e licenciamento de produtos da instituição.

O estado de Minas Gerais foi o que teve o maior número de propostas aprovadas: 21. Juntos, os estados da região Norte aprovaram 16, os da região Sul, 28, do Nordeste, 18, o Centro-Oeste, 5, e o Sudeste, 28. A lista completa das instituições que terão convênio com o Sebrae pode ser consultada na internet pelo endereço: http://www.parceriaies.sebrae.com.br.

O edital elaborado pelo Sebrae foi feito com base em 14 experiências de parceria de sucesso na área. A Universidade Federal de Itajubá (Unifei-MG) é uma delas. A instituição resolveu adotar o ensino de empreendedorismo em seus cursos desde 2010, oferecendo-o como pano de fundo de disciplinas ligadas à Engenharia, o que antes era exclusivo do curso de Administração de Empresas.

Em 2012, a instituição inaugurou um Centro de Empreendedorismo – espaço de 640 metros quadrados para que os alunos possam criar e desenvolver novos projetos. Em abril deste ano, a universidade lançou o projeto empreendedorismo 360º, uma série de ações como estímulo a pesquisas na área, estudo obrigatório de empreendedorismo e o treinamento de professores para aplicarem cursos oferecidos pelo Sebrae.

"Como engenheiro, tive muita dificuldade para lidar com grandes projetos logo que me formei. Não quero que meus alunos passem pela mesma situação", diz o diretor de Empreendedorismo da Unifei, Fábio Fowler. "Detalhes como lógica de mercado e funcionamento de leis são tópicos que poderiam ter sido apresentados a mim já na graduação e me ajudado no gerenciamento da empresa que tive. É parte do que tentamos ensinar aqui", acrescenta.

Segunda chance

Em Salvador (BA), o estudante do primeiro semestre de Jornalismo, Tassiro Leal, de 56 anos, está entusiasmado com a nova disciplina. Ele, que já foi empresário do setor do turismo há seis anos, mas não prosperou por ineficiência, está vibrando por ter a oportunidade de aprender a não cometer os mesmos erros no futuro. 

“O jornalista deve entender que ele não é só microfone e caneta. Tem que ter também conhecimento do mundo dos negócios. O país mudou. O mundo mudou”, acredita. “Essa aula de empreendedorismo é maravilhosa. Antes, 90% dos alunos não entendiam a razão de ter essa disciplina no curso de Jornalismo. Hoje, 100% dos alunos são a favor”, conta.

A Faculdade Social da Bahia, onde estuda Tassiro, resolveu incluir este ano, após convênio com o Sebrae, a disciplina de empreendedorismo no currículo dos cursos de Administração, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. O coordenador do curso de Administração de Empresas, Paulo Cardoso, explica que a metodologia aplicada é inovadora porque é baseada na vivência, ou seja, focada na atitude dos alunos. Paulo afirma que os estudantes respondem questionários, revelando suas características empreendedoras. “A partir daí, traçamos planos de ações que serão trabalhados por eles. A receptividade tem sido excelente”, destaca o professor.

Geovane Serafim do Rego, 28 anos, é estudante do nono semestre de Engenharia Civil na Universidade de Brasília (UnB) e nunca tinha pensado em ter uma empresa até cursar a disciplina optativa Introdução à Atividade Empresarial. Agora, ele sonha em abrir um negócio do ramo da construção civil, assim que se formar. “Preciso me capitalizar primeiro. Mas, descobri que tenho perfil empreendedor. E vou investir nisso, com determinação”, afirma.

O professor da UnB Leonardo Arêas, 39 anos, defende a disciplina do empreendedorismo dentro das salas de aula. Para ele, o tema tem de estar inserido desde a educação infantil. “Na minha opinião, empreendedorismo, inovação, ciência e tecnologia são mecanismos de desenvolvimento econômico de qualquer nação. Trata-se de iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da sociedade”, destaca. Hoje, cerca de 500 alunos cursam empreendedorismo na UnB e Arêas estima que haja uma fila de espera de mais 200 interessados em saber mais sobre o tema.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Startup potiguar é destaque em concurso de tecnologia

Ideia do projeto Meu Peludo é auxiliar o proprietário a encontrar o animal de estimação perdido

Divulgação
O Rio Grande do Norte começa a despontar no cenário nacional como um estado que é celeiro de inovação e boas ideias em projetos digitais. Uma prova disso é a startup Meu Peludo, que foi considerada a melhor do Brasil no Desafio do Salão Nacional de Inovação do Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios - Rio Info 2013. A proposta do Meu Peludo é ajudar pessoas que perderam seus animais de estimação a encontrá-los por meio de um QR Code e da internet. A ideia da dupla de empreendedores potiguares Philipe Coutinho e Sérgio Oliveira desbancou outros 14 projetos de startups de várias partes do Brasil, só ficou atrás da uruguaia Glam, que obteve a primeira colocação e conquistou o título do Desafio Internacional.

“É uma sensação muito boa saber que a nossa ideia é a melhor do Brasil, principalmente por sermos do Nordeste”, diz Sérgio Oliveira, que, juntamente com o sócio, ganhou uma viagem para Londres, na Inglaterra. Antes de chegar ao topo do Desafio na categoria nacional, o projeto Meu Peludo foi classificado para a fase final, competindo com outras três startups. 

Para classificar a startup do Rio Grande do Norte, a banca de avaliadores do evento levou em consideração critérios como grau de inovação do serviço, potencial de mercado, retorno econômico-financeiro, consistência da estratégia de marketing, qualidade da equipe e vantagens competitivas da empresa. O projeto Meu Peludo é atendido pelo programa de startup do projeto de Tecnologia da Informação e Comunicação (Protic) do Sebrae no Rio Grande do Norte. A instituição levou uma missão com 15 empreendedores do estado ao Rio Info, que é considerado um dos principais do segmento na América Latina. O evento começou no dia 17 e encerrou na última quinta-feira (26), no Rio de Janeiro.

“Nossa participação foi muito proveitosa, pois conseguimos fazer contatos com investidores que já atuam com startups e pelo menos dois deles se interessaram pelo nosso projeto. Estamos bastante confiantes no fechamento de futuras parcerias”, comemora Sérgio Oliveira.

O Meu Peludo funciona da seguinte maneira: o proprietário pode cadastrar gratuitamente um perfil do bicho de estimação no site www.meupeludo.com.br ou na página da empresa no Facebook. Para identificar o animal, no entanto, é preciso comprar por R$ 9,90 uma tag com QR Code, que ajuda a pessoa que encontrou o pet a devolvê-lo ao dono. De acordo com o empreendedor, a pré-venda das tags deve ocorrer em 15 dias e, em outubro, tudo já deve estar funcionando. A expectativa é comercializar inicialmente dez mil etiquetas em todo o Brasil

Com investimentos, a dupla também espera aprimorar o serviço acrescentando na tag - que já vem com o código que remete ao perfil contendo informações sobre o animal, o proprietário e o endereço do site- o número de uma central telefônica para facilitar a devolução. Há intenções de envolver as petshops no negócio para facilitar a entrega do bichinho. No site, o usuário poderá acionar a ferramenta assim que perder o animal. Um cartaz com informações sobre o bichinho será gerado e, logo em seguida, ume-mail será enviado às petshops e ONGs parceiras com o aviso de bicho perdido.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Convênio incentiva pequenos negócios da Economia Criativa

Parceria entre Sebrae e Ministério da Cultura prevê cursos de gestão empresarial, qualificação profissional e iniciativas de acesso ao mercado

Elisabete Alves
O Sebrae e o Ministério da Cultura (MinC) vão realizar uma série de ações para estimular o desenvolvimento dos pequenos negócios da Economia Criativa, setor que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) responde por 2,84% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 104 bilhões. O convênio que firma a parceria foi assinado nesta terça-feira (24), no Ministério da Cultura, em Brasília, com a presença do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, e da ministra Marta Suplicy.

Economia Criativa envolve o segmento empresarial que tem a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos. É o caso do artesanato, arte popular, audiovisual, artes visuais, design, desenvolvimento de games aplicativos, editoração, moda, música, comunicação, entre outras atividades. O Sebrae atua com mais de 150 projetos nesse ramo no Brasil.

“Ser criativo é inerente ao brasileiro e, em um país de dimensões continentais e de imensa diversidade cultural, a Economia Criativa exerce um peso importante. A intenção do Sebrae ao firmar esse convênio é incentivar a qualificação dos empreendedores do segmento e gerar oportunidades de negócios e espaço no mercado para esses grandes talentos”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

A ministra Marta Suplicy comemorou a parceria com o Sebrae, que considerou histórica. “As pessoas que atuam com a Economia Criativa são inovadoras, mas têm carências na gestão de negócios. Esse é um ponto que poderá ser melhorado com a expertise do Sebrae. Sabemos que os empreendedores querem se formalizar e obter renda a partir do seu trabalho”. 

O convênio terá duração de 36 meses. Uma das ações dessa parceria será a realização de mapeamento dos chamados territórios da Economia Criativa. São bairros, cidades ou regiões que reúnem atividades desse segmento, com potencial para gerar emprego e renda de forma sustentável. O levantamento irá avaliar quais as suas vocações e principais demandas.

Outra iniciativa será a capacitação em gestão empresarial e a qualificação técnica de profissionais e empreendedores criativos. Sebrae e MinC vão oferecer cursos, seminários e editar publicações voltadas para esses temas. O convênio também tem como um de seus eixos a promoção do acesso a mercado para os pequenos negócios criativos. Será criado um site no modelo de bolsa de negócios, em que empreendedores poderão conhecer outros empresários e trocar experiências para que, futuramente, desenvolvam e comercializem produtos.

O setor da Economia Criativa gera 8,54% dos empregos formais no país, com uma renda salarial média de R$ 2.293,64, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essa renda média é 44% mais elevada do que nos setores da economia tradicional.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Desigualdade entre gêneros é menor nos pequenos negócios

A força de trabalho feminina corresponde a quase 40% dos empregados das micro e pequenas empresas

 HansKristian/Flickr
A diferença salarial entre homens e mulheres ainda é uma realidade no Brasil, mas nos pequenos negócios essa desigualdade é cada vez menor. Nas micro e pequenas empresas – aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano –, homens ganham em média 24% mais do que as mulheres, enquanto nas médias e grandes companhias, os homens ganham 44% a mais do que as mulheres. As mulheres representam quase 40% dos 15,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada em micro e pequenas empresas.

Na última década, a desigualdade caiu dois pontos percentuais nas micro e pequenas empresas ao mesmo tempo em que cresceu seis pontos percentuais nas médias e grandes. Essa amostragem faz parte do estudo elaborado pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que analisou as informações dos empreendimentos comandados por homens e mulheres entre 2001 e 2011.

O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, atribui o porte das empresas a essa diferença salarial. “Nas grandes corporações, a estrutura organizacional é maior e nem sempre as mulheres ocupam cargos mais altos na hierarquia. Já nos pequenos negócios, o acesso às decisões é mais facilitado e a convivência com os donos das empresas, mais próxima”, acredita Barretto. Ainda segundo ele, nas micro e pequenas empresas os funcionários acompanham mais de perto o que acontece nos empreendimentos.

Ainda de acordo com o levantamento, a remuneração média das trabalhadoras das micro e pequenas empresas cresceu mais do que a do público masculino. Entre os anos de 2000 e 2011, o salário médio real das mulheres aumentou 21%, enquanto que entre os homens o crescimento foi de 18%.

Esse é o caso da metalúrgica carioca Maemfe, criada em 1985. A empresa tem no seu quadro funcional alguns exemplos interessantes de funções desempenhadas por homens e mulheres com a mesma qualidade e gratificação. Entre eles está o cargo de soldador e desenhista Cadista (profissional que transpõe um projeto para a linguagem do computador), geralmente desempenhado pelo sexo masculino. De acordo com o sócio Jorge Dobao, “o gênero não entra na avaliação, apenas o currículo”.

A participação na massa salarial também seguiu a mesma tendência. A soma das remunerações femininas aumentou 250% e, dos homens, 194%. O público feminino também entrou mais no mercado de trabalho durante esse mesmo período. A quantidade de trabalhadoras nas micro e pequenas empresas mais do que dobrou – cresceu 108% –, enquanto a de trabalhadores homens aumentou 67%

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Hand Talk promove acesso de deficientes auditivos

Aplicativo traduzirá textos, áudios e vídeos para linguagem de libras na Feira do Empreendedor de Alagoas

Ilustração

Criado por três jovens alagoanos, o aplicativo Hand Talk (Mãos que Falam) vai permitir a inclusão de deficientes auditivos na Feira do Empreendedor, que será realizada entre 9 e 12 de outubro na capital do estado. A partir de uma biblioteca de animação, programada com mais de 300 palavras e do personagem Hugo, o sistema traduz textos, sons e imagens para a linguagem de libras.

Para se adequar ao evento, serão incluídos à programação mais 200 novos verbetes para que seja possível traduzir termos da ficha de inscrição, dos totens, do hotsite do evento e de alguns vídeos. A ação é fruto de uma parceria entre o Sebrae em Alagoas e os sócios da empresa.

Em fevereiro de 2013, o Hand Talk foi o vencedor do prêmio WSA-Mobile, na categoria Inclusão Social, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A ideia surgiu em 2008, em um trabalho de faculdade. No entanto, somente em 2012, os sócios Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz deram continuidade e inscreveram o projeto num evento alagoano de startups, onde conseguiram investidores.

“O Hand Talk surgiu com a intenção de aliar a tecnologia ao processo de inclusão social dos deficientes auditivos em áreas como educação, trabalho, lazer e qualquer atividade do dia a dia”, explica Carlos Wanderlan. Durante a Feira do Empreendedor 2013, a Hand Talk também apresentará seus outros produtos e lançará uma outra ferramenta de tradução, que converte conteúdos de sites para Libras, em tempo real, por meio de um simples clique. 

Para Fátima Santos, gerente da Unidade de Acesso a Mercado do Sebrae em Alagoas, a participação da empresa se encaixa no quesito inovação e agrega valor ao evento. “A parceria com a Hand Talk vem permitir que nos comuniquemos melhor com um público que também pode ter interesse em abrir seu próprio negócio e que muitas vezes enfrenta dificuldades que vão além daquelas normais de todos que abrem uma empresa: a falta de acessibilidade", afirma ela.

O empresário Ronaldo Tenório, um dos sócios da Hand Talk, afirma que a participação do personagem na feira é uma forma de introduzi-lo no universo dos pequenos negócios e criar novas demandas. “Nosso principal objetivo é que cada vez mais pessoas se beneficiem da tradução do aplicativo. Quanto mais negócios utilizando esse serviço, melhor para a comunidade de deficientes auditivos. Queremos difundir em grande escala as soluções para os empreendedores que farão parte desse grande evento”, explicou Ronaldo.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sebrae lança projeto Taxista Empreendedor

Iniciativa capacita profissionais em temas como planejamento e controle financeiro


Mateus Pereira                                   

Cerca de 155 mil taxistas de todo o país terão a oportunidade de melhorar os resultados de sua atividade. O projeto Taxista Empreendedor, criado pelo Sebrae Nacional, vai mostrar aos profissionais como gerenciar melhor seu negócio. A capacitação visa treinar os motoristas em planejamento, gestão, controle financeiro e atendimento ao cliente. 

Para isso, serão distribuídos em pontos de atendimento do Sebrae kits educativos multimídias compostos por manual impresso, cinco CDs e quatro DVDs. O material também está disponível na internet, no site www.taxistaempreendedor.com.br .

Na cerimônia de lançamento, nesta quinta-feira (20), o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, entregou o kit à Maria Bonfim, presidente do Sindicato dos Permissionários de Táxi e Motoristas e Auxiliares do Distrito Federal (Sinpetaxi), que representou a categoria. “Com profissionais capacitados, o cliente não diz adeus. Ele diz até logo”, resumiu Maria.

Barretto ressaltou a importância dos taxistas para o Brasil, pois eles são os primeiros contatos dos turistas que chegam ao país. “Os motoristas precisam se enxergar como empresários e cuidar do táxi como um negócio”, destacou. E completou: “Receberemos grandes eventos internacionais, como a Copa das Confederações 2013 e a Copa do Mundo da FIFA 2014, portanto, é fundamental que eles estejam capacitados. O material vai permitir que os taxistas estudem nas horas vagas, à espera do próximo cliente”.

Entusiasmada, a taxista Luciana Brás, que há nove anos roda pela cidade, sabe que investir em estudo significa crescimento profissional e mais lucro no final do mês. “Sei que estarei mais preparada para continuar na estrada”, garante. 

Mesma opinião tem o colega de profissão Antônio do Nascimento. Com 37 anos de praça, ele espera que o projeto faça com que ele aprenda a gerenciar melhor o táxi. “Estou desatualizado. O dinheiro entra e acabo gastando sem planejamento. O projeto do Sebrae chegou em boa hora”, comemorou. 

Certificado

De acordo com a gestora do programa, Andréia Calderan, da Unidade de Capacitação Empresarial (UCE), o prazo de conclusão do estudo com os kits é até dois meses. Ao terminar o curso, o taxista deverá entregar a ficha de avaliação em qualquer ponto de atendimento do Sebrae para receber o certificado de participação e um adesivo com a marca do taxista Empreendedor .

Empresas intensificam busca de oportunidades na Copa



A busca por oportunidades de negócios com a Copa do Mundo da FIFA 2014 apresentou um forte crescimento durante o mês de junho. Nesse período da realização da Copa das Confederações, o Portal Sebrae 2014 recebeu mais de 20 mil acessos, com 56 mil visualizações de páginas. Esse resultado significou um aumento de 420% no número de visitas ao portal em comparação com o mesmo período de 2012. “Todo mundo vai ganhar com os eventos esportivos, do pipoqueiro ao grande hotel. O que queremos é aproximar os pequenos empreendedores dessas oportunidades mapeadas no Brasil”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. 

Nas pesquisas de conteúdos do site, o termo mais procurado pelos internautas até o mês passado foi “móveis”, o que indica interesse dos empreendedores por informações relacionadas a negócios com madeira e móveis. Esse é um dos dez segmentos da economia destacados no Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede da Copa do Mundo FIFA 2014. O estudo também apontou oportunidades em áreas como Agronegócios, Moda e Tecnologia da Informação (TI). Na sequência dos itens mais buscados estão: cursos, turismo e construção civil.

No primeiro ano de operação do portal, entre junho de 2012 e junho de 2013, houve mais de 140 mil visitas, com cerca de 390 mil visualizações. São Paulo é a cidade que registra mais acessos, com 21.224. Em seguida, aparecem Brasília (15.134), Rio de Janeiro (13.442), Belo Horizonte (8.617), Curitiba (6.563), Recife (6,2 mil), Salvador (5.416) e Porto Alegre (4.612). Além do Brasil, moradores de 89 países acessaram o endereço eletrônico.

O endereço na web é um dos canais do Sebrae para o público se informar sobre as oportunidades de mercado criadas pela Copa 2014, com estudos setoriais e econômicos, notícias, calendário de licitações e eventos. Quem quiser buscar informações setoriais pelas áreas mapeadas no estudo para a Copa pode entrar no endereço http://segmentos.sebrae2014.com.br, onde é possível encontrar conteúdos como ideias de negócios e casos de sucesso de empresários de diversos segmentos.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Plataforma cria modelo de fornecer conteúdo a empresas

Startup Catarinense é voltada à produção de textos com foco em Marketing de Conteúdo


Artigos para blogs e sites, posts nas mídias sociais, vídeos, ebooks. O que para muita gente é sinônimo de diversão e aprendizado on line virou um importante canal de relacionamento das empresas com seus clientes. Para ajudar esses negócios a criarem conteúdos com qualidade, umastartup de Santa Catarina desenvolveu uma nova forma de atender essa demanda com agilidade.

A Tex.do, de Florianópolis, é a primeira plataforma brasileira voltada à produção de textos com foco emmarketing de conteúdo. “Marketing de Conteúdo é qualquer formato que envolva a criação e compartilhamento de conhecimento e conteúdo editorial, com o objetivo de manter ou adquirir novos clientes on line”, explica a cofundadora da empresa e jornalista Emília Chagas. Nesse processo, ela contou com a ajuda de uma incubadora de startups catarinense, a Whapp.

“Na Tex.do redatores como eu atuam nas editorias em que têm experiência e afinidade. Assim, conseguimos reunir profissionais qualificados para oferecer o serviço a empresas dos mais variados setores por um preço competitivo”, acrescenta. A partir de R$ 300, as empresas já podem ter acesso a uma estratégia de marketing de conteúdo voltada aos seus objetivos comerciais, com posts qualificados no blog corporativo baseado em palavras-chave que permitirão que ela seja encontrada em ferramentas de busca, como o Google.

A grande vantagem para os redatores é poder trabalhar com a liberdade dos freelancers e sem os riscos que cercam essa condição – uma vez que o pagamento é garantido e os trabalhos são recorrentes. “Fazemos o chamado gamification. Os profissionais que têm melhor desempenho ganham preferência nas demandas seguintes daquela editoria e têm acesso a trabalhos maiores e melhor remunerados,” conta a empreendedora.

A Tex.do é uma das startups participantes do programa de capacitação Startup SC, desenvolvido pelo Sebrae de Santa Catarina juntamente com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS). O objetivo é desenvolver e fortalecer as startups catarinenses.

As inscrições para a segunda turma do programa de capacitação Startup SC estão abertas. Para participar do processo basta acessar o site www.startupsc.com.br até o dia 21 de julho e preencher o formulário on line. Ao todo, 20 empreendedores serão selecionados para participar da capacitação, que começa em agosto e segue até outubro. A primeira edição contabilizou 204 inscrições.

Serviço:
Sebrae em Santa Catarina (48) 3221-0840
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800