Mostrando postagens com marcador socios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador socios. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

3 perguntas que você deve fazer antes de escolher um sócio

Entenda como deve ser a conversa e a análise na hora de definir uma sociedade com outro empreendedor

executivos conversando
PhotoRack
Escolher um sócio, nas pequenas empresas, pode parecer simples. Muitos empreendedores se unem a algum parente ou amigo e pronto.

O problema é que sem habilidades complementares a sociedade pode até prejudicar o andamento do negócio. “Precisa saber se o sócio tem uma atividade complementar, por exemplo, um fica na área comercial e outro na administrativa”, define Paulo Melchor, consultor do Sebrae-SP.

Além disso, o perigo de escolher alguém para a sociedade por pura afinidade também pode acabar destruindo esse relacionamento e a empresa também. “Empreender com amigos e família não é problema, mas muitas vezes as pessoas têm perfis muito similares. Têm a mesma experiência, viajaram para os mesmos lugares”, indica Marcos Simões, diretor de operações da Endeavor. 

Para evitar problemas, a dica é ter uma conversa franca com o possível sócio e entender o que o negócio representa para ele e como suas habilidades se complementam. Veja algumas perguntas que podem nortear essa discussão.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Como Definir a Participação de Cada Sócio em uma Startup

http://cassiospina.weebly.com / Desafio Brasil 2011

É muito comum quando pergunto qual é a participação de cada sócio de uma startup receber como resposta que é igual para todos fundadores. Apesar de não ser totalmente errado, não me parece ser a melhor distribuição, considerando que normalmente toda empresa tem um líder que assume o maior peso da responsabilidade. Entretanto, o que realmente me preocupa como investidor é quando questiono se estabeleceram um acordo societário para o caso de algum dos empreendedores tenha de sair no meio do caminho: raramente ouço que sim e isto é risco que nenhum investidor quer tomar, especialmente por ser facilmente resolvível se combinado previamente. Mas se não for, poderá se tornar um sério problema lembrando que uma das causas mais frequentes para o fracasso de empresas são desavenças entre os sócios. Por melhor que o negócio seja, dificilmente irá sobreviver se os fundadores desviarem seu foco para discussões entre si e isto normalmente ocorre por um ou mais dos motivos abaixo:

- Divergência de opinião sobre os rumos da empresa.
- Falta de dedicação de algum dos sócios a empresa.
- Algum dos sócios não dar os resultados conforme necessário/prometido.
- Comportamentos/problemas pessoais fora do padrão.

Todos estes problemas muitas vezes só tem solução com o desligamento do sócio que está dissonante do grupo e para isto é fundamental que já esteja pré-acordado como isto será efetivado, senão as discussões e brigas podem parar até em disputas judiciais que levariam a grandes prejuízos para a empresa, inclusive ao seu insucesso.

Um exemplo simples é de uma startup que tenha 3 co-fundadores com participações iguais, ou seja, 33,33% para cada um e um deles resolve simplesmente desistir depois de 6 meses. Observando que para uma startup o capital mais valioso é o trabalho de cada sócio, este abandono prematuro certamente irá prejudicar a empresa, mas pior do que isto é se este sócio considerar que deve manter sua participação original, pois isto certamente irá desmotivar os outros remanescentes, pois estes não irão querer continuar se dedicando enquanto o que saiu irá "ganhar" o mesmo que eles se o negocio der certo.

Para evitar estes problemas é fundamental que os empreendedores combinem as regras de participação societária desde o inicio, começando pela participação de cada um, conforme as responsabilidades e dedicação individual. Um modelo simples de cálculo é computar quando como se o trabalho dedicado fosse um investimento pessoal de cada um no capital da empresa. Por exemplo, levantando-se quanto cada sócio ganharia se fosse um funcionário desta empresa e computando o valor como um aporte de capital. Por exemplo, se o líder da startup tivesse uma remuneração teórica R$ 10 mil/mês, o co-fundador técnico R$ 8 mil/mês e o co-fundador comercial de R$ 6 mil/mês, pode-se utilizar estes valores como “aportes de capital teórico” para calcular a participação de cada um, pelo período que se dedicar, assim, se o líder no começo se dedicar 100%, o técnico 70% do seu tempo e o comercial 50% do seu tempo, a cada mês deveria ser adicionado o aporte individual de trabalho ou seja R$ 10 mil, R$ 5,6 mil e R$ 3 mil respectivamente, acumulando mês a mês até quando a empresa pudesse começar a pagar os pró-labores dos sócios, assim, se algum dos sócios se desligasse no meio do caminho, seus “aportes com trabalho” parariam de ser computados, sendo diluídos pelo trabalho dos outros fundadores que continuassem. Além disto, considerando que enquanto a startup não começar a gerar resultados, deve-se combinar que a saída prematura antes de um período mínimo pré-determinado (ex.: 1 ano ou inicio de faturamento) implicaria na “perda” parcial ou até total de sua participação como uma penalidade pelo prejuízo que isto iria causar na startup, que teria de buscar alguém para substituí-lo. Esta cláusula é conhecida como “vesting” sendo muito comum nos contratos efetivados com investidores, que precisam da garantia de dedicação dos fundadores.

Não é possível determinar qual fórmula é a “mais justa”, pois é um conceito muito subjetivo, mas existem várias outras metodologias e fórmulas para o cálculo de participação dos sócios, como por exemplo a publicada no site foundrs.com e até um livro sobre este tema (vide www.slicingpie.com). O importante é que seja criado um acordo que seja aprovado por todos e que garanta o comprometimento individual de cada um.

Artigo escrito por Cassio Spina - Matéria publicada em blog.anjosdobrasil.net

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O que você e seu sócio têm em comum?

Especialista fala sobre as características que você precisa compartilhar com os sócios da sua startup

Vendas

O que você e seu sócio têm em comum?
Escrito por Millor Machado, sócio-fundador da rede social Empreendemia

Depois de alguns anos empreendendo, uma coisa eu tenho como certa: escolher bons sócios é um dos pontos mais importantes para o crescimento de uma startup.
Vendo o meu exemplo (felizmente dei muita sorte nesse ponto!) e de outras startups que tiveram problemas na área, consegui identificar alguns padrões sobre quais características os sócios devem ter em comum para garantir uma boa relação. Entre essas, eu destaco três: grau de comprometimento, valores e visão.
Apesar de parecer uma coisa muito corporativa e não-prioritária para uma startup, ter uma definição formal de quais são os valores da empresa podem fazer uma grande diferença na tomada de decisões, principalmente nos primeiros meses, onde a incerteza sobre o modelo de negócios é maior.
Quanto antes você conhecer a opinião dos seus sócios sobre questões “polêmicas”, como sonegação de impostos, políticas de recompensa de funcionários, atenção ao cliente, etc, melhor. Uma hora ou outra será necessário tomar decisões sobre pontos como esses e saber que seus sócios estarão lá para apoiar é fundamental.
Para finalizar, um ponto que pode facilitar ou dificultar muito o dia-a-dia de uma startup é a visão sobre onde a empresa quer chegar e como fará para chegar lá.
É muito comum que as equipes estejam muito alinhadas sobre a visão de longo prazo do projeto, porém façam uma avaliação superficial sobre como farão para chegar lá.
Por exemplo, todos os sócios concordam plenamente sobre como será o produto daqui a 10 anos, mas possuem expectativas completamente diferentes sobre como ele será no lançamento. Um deles quer algo muito parecido com a visão final, enquanto outro quer lançar uma versão básica o mais rápido o possível e testar a reação dos clientes.
Definir prazos e o escopo de cada parte do projeto faz uma diferença gigantesca para manter todos na mesma página.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Como funciona a entrada de um novo sócio no seu negócio

Especialista explica como funciona a entrada de um novo sócio depois que o negócio está consolidado


Aperto de mão entre dois homens de terno

Como funciona a entrada de um novo sócio depois que a empresa já está consolidada?
Respondido por Raul Monegaglia
, advogado
A entrada de um novo sócio numa empresa já consolidada é normalmente motivada pela necessidade de agregar um novo talento ou um novo investimento.
Nesses casos, sua entrada se dá com a alteração do contrato social, o que se faz de comum acordo entre todos os sócios participantes. 
Via de regra, o ingresso do novo sócio acarretará no aumento do capital social, ou na transferência de quotas do sócio que sai.
Nessa segunda hipótese, o sócio que sair da sociedade tem a obrigação de, antes de vender sua participação para terceiros, oferecê-la aos demais sócios, em igualdade de condições.