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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tecnologia permite que pintura de carros se autorregenere quando riscada

Divulgação
A tecnologia que permitirá a pintura de carro se autorregenerar quando riscada é uma das aplicações pesquisadas pelo Instituto Senai de Inovação (ISI), lançado hoje (17) na capital paranaense. A inovação, inédita no país, usa aplicações de nanocápsulas contendo tinta e um catalisador, liberados apenas quando a pintura é riscada. A recuperação pode alcançar até 85% dos danos. 

Chamada de “autocicatrizante”, a tecnologia da tinta autorregenerativa em estudo pelo instituto é aplicada no mercado automobilístico externo. O produto poderá ser aplicado em superfícies de carros, eletrodomésticos, como geladeiras e fogões, cosméticos – em esmaltes para unhas - e até em móveis. No entanto, ainda não há prazo para a inovação chegar ao consumidor. “A tecnologia libera uma tinta internamente e, após alguns segundos ao ser riscado, o carro estará novamente como antes, sem o risco. É uma aplicação bem prática”, explicou o pesquisador-chefe do ISI-Paraná, Marcos Berton.

Além da tinta, outras soluções ainda inéditas no país serão pesquisadas pelo instituto. Em outra linha de pesquisa está a análise de líquidos por sensores eletroquímicos. Poderão ser analisados a qualidade da água ou do leite. O instrumento estará a disposição da indústria como ferramenta de controle. O centro de pesquisa atuará nas áreas de eletroquímica, meio ambiente, materiais e nanotecnologia. Poderão ser pesquisadas soluções para indústria automotiva, de óleo e gás, mineradora, metal mecânica, de construção civil, de sistemas e geração e armazenamento de energia. Além do desenvolvimento de sistemas para área de meio ambiente, saúde humana e animal.

Ao todo serão criados 24 institutos Senai de Inovação em 14 estados do país até o final de 2015. As estruturas atenderão a demandas específicas das empresas e indústrias de pequeno, médio e grande porte. De acordo com o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, a rede de laboratórios permitirá que o conhecimento de testes e serviços de alto valor agregado fiquem no Brasil.

“Inovação é o principal fator de produtividade. O Brasil se destaca entre os países emergentes, mas ainda está em uma posição intermediária. A balança comercial tecnológica é defictária em R$ 30 bilhões, o mesmo que o país gasta por ano com seguro-desemprego. Se importa muito e o que se exporta ainda é de baixa tecnologia. Neste aspecto, o conhecimento gerado fica no país de origem. É importante que cérebros brasileiros desenvolvam competências para empresas brasileiras”, explicou Lucchesi ao apresentar o laboratório para jornalistas.

O diretor-geral destacou ainda que o perfil dos pesquisadores dos institutos é diferente do encontrado na academia. “O tempo de resposta que a empresa precisa é diferente, o prazo tem que ser mais ágil e rápido”, disse. Indústrias, coletivos empresariais e empreendedores poderão solicitar pesquisas para o instituto, que vai analisar a viabilidade e terá até 20 meses para dar respostas e soluções. As redes podem se interligar para desenvolver tecnologias mais avançadas ou integradas.

A rede de laboratórios terá R$ 2 bilhões de investimentos, dos quais R$ 1,5 bilhão financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Das 24 unidades previstas, seis têm previsão de iniciar o funcionamento até o primeiro semestre de 2014. Duas estarão na Bahia, voltadas para áreas de conformação e soldagem, e mecatrônica; duas em Minas Gerais, nas áreas de engenharia de superfície e metalurgia; uma em Santa Catarina, de mecânica fina, e outra no Rio Grande do Sul, de tecnologia de polímeros. A criação dos institutos tem parceria do Instituto Fraunhofer, da Alemanha e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O sonho de Carlos Ghosn é o carro elétrico

O franco-brasileiro Carlos Ghosn, presidente mundial das montadoras Renault e Nissan, apostou a carreira num projeto que atrai mais concorrentes do que consumidores — o carro elétrico. O que falta para seu plano dar certo?

Carlos Ghosn, presidente da Renault e da Nissan
Germano Lüders/EXAME.com
A carreira do franco-brasileiro Carlos Ghosn, presidente mundial do grupo formado pelas montadoras Renault e Nissan, não foi mais a mesma depois de sua participação no Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro de 2009. Como de costume, a nata da indústria automobilística estava reunida para apresentar suas novidades.

Junto com os carrões da vez, boa parte das montadoras apresentou protótipos de veículos elétricos que, imaginava-se, seriam o futuro da indústria. Como o preço do petróleo havia batido recordes no ano anterior e as discussões sobre a crise ambiental ocupavam as manchetes dos jornais, parecia fazer sentido.

Ao contrário de seus colegas, Ghosn não se limitou a apresentar alguns projetos de longuíssimo prazo. Ele levou jornalistas e clientes para passear em quatro modelos elétricos e disse que havia destacado 2 000 engenheiros para lançar os veículos em até dois anos. De acordo com ele, até 2020, 20% do faturamento global do grupo viria de veículos abastecidos na tomada.

“É uma revolução da indústria automobilística chefiada por nós”, disse na época. Ghosn apostou sua reputação em uma tecnologia coberta de incertezas. Passados quatro anos, é impossível dizer se Ghosn, o executivo mais poderoso da indústria automotiva mundial, está cometendo o maior erro de sua carreira — ou se vai acertar de maneira espetacular.

O que se sabe, porém, é que a cada dia que passa sua meta inicial fica mais distante. Nissan e Renault já investiram 5 bilhões de dólares no desenvolvimento de carros elétricos — mais do que suas principais concorrentes somadas. Mas em dois anos e meio de produção venderam pouco mais de 100 000 unidades de seus cinco modelos elétricos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Google poderá se tornar uma montadora de carros

Empresa estaria fechando acordos para produzir sua própria frota de veículos auto-dirigíveis de forma independente de outras fabricantes

Google poderá se tornar uma montadora de carros
Reprodução/NY Daily News

A Google pode estar planejando desenvolver e fabricar seu próprio carro equipado com piloto-automático. A informação foi divulgada pelo ex-repórter de tecnologia do jornal Wall Street Journal, Amir Efrati, em seu blog.

A empresa tem trabalhado há alguns anos em um software para ajudar grandes montadoras a construir carros de auto condução, mas parece que agora a companhia estaria disposta a iniciar um projeto de veículo completamente independente, de acordo com “pessoas familiarizadas no assunto”.

De acordo com as fontes, a Google estaria conversando com as fabricantes para a construção de novos carros com as especificações da empresa, mas as negociações não teriam vingado. Além disso, a empresa teria como objetivo a construção de “taxis-robôs”.

Fechando parcerias

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

As ideias de Ford que ainda valem, 150 anos após ele nascer

Henry Ford não pode ser reduzido apenas à linha de produção; para criar uma das maiores montadoras do mundo, o empresário apoiou-se em ideias que guiam negócios até hoje

Divulgação/Ford

Se estivesse vivo, Henry Ford completaria 150 anos nesta semana. Além de ser o fundador de uma das maiores montadoras do mundo, Ford aprimorou a linha de produção, em que a montagem de um produto é desdobrada em etapas simples, executadas por funcionários alinhados ao longo de uma esteira. Embora não tenha inventado o método, suas melhorias foram tantas, que o termo “fordismo” ficou para sempre ligado à produção sem série.

O modelo é cada vez mais criticado por gurus da administração, que o acusam, entre outras coisas, de só enfatizar a produção em larga escala e se esquecer do bem-estar dos funcionários.

Apesar disso, não se entra para a história do capitalismo mundial de graça. Ford foi pioneiro também em outras práticas de gestão que ainda podem ajudar qualquer empresa do século XXI. Veja, a seguir, algumas destacadas por especialistas consultados por EXAME.com.

Investimento em retenção

No início de suas atividades, a empresa de Henry Ford tinha uma rotatividade de funcionários extremamente alta. Para conter esse movimento, ele reduziu a carga horária de trabalho e passou a pagar a seus empregados 5 dólares por dia, o dobro do que era oferecido no mercado na época, segundo o professor de gestão de operações do Insper, André Duarte. “Ford identificou que um alto ‘turnover’ significa um alto custo para a empresa e que controlar a saída reduz esse custo e aumenta a produtividade”, destaca. 

Investimento em seleção de talentos

Qual é a empresa que não faz ao menos um processo de seleção e uma análise de perfil antes de contratar um colaborador? Ford sabia que precisava destinar as pessoas certas para as funções certas. “Ele fazia isso observando na prática: colocava duas pessoas para fazer uma mesma coisa e, se uma se saía melhor que a outra, testava a segunda em uma função diferente”, diz Duarte. 

Padronização de produtos

Pode parecer redundante dizer que uma empresa precisa ter produtos padronizados para se firmar no mercado. Mas essa lógica que começou com Ford ainda continua presente em muitas companhias, que oferecem uma variedade de produtos menor, mas com volume maior. “É o caso do McDonald’s e de muitas outras quem têm produtos de baixo custo unitário”, exemplifica Duarte.

Simplificação do processo produtivo

Quando Ford decidiu vender apenas um tipo de automóvel, por um preço único (o modelo T), de certa forma ele instituiu a simplicidade dos processos produtivos. Já é célebre a frase de Ford, de que seus clientes poderiam escolher qualquer cor para o carro, desde que fosse a cor preta, simplesmente porque era a que secava mais rápido e facilitava a produção. A indústria japonesa é uma das que apostam nessa ideia, de acordo com Duarte.

Integração vertical 

Henry Ford montava carros, mas também tinha uma fábrica de borracha em plena Amazônia para produzir pneus para Highland Park. Dessa forma, ele conseguia ter um controle interno de todo o seu processo produtivo. Segundo Duarte, há algum tempo, muitas empresas optaram pela terceirização de serviços e agora tentam internalizar esses processos novamente. “Por exemplo a Volkswagen, que terceiriza a produção de caminhões, mas mantém o controle da MAN internamente”. 

O modelo de Ford contemplava a produção de diversas peças em larga em escala. Hoje há tecnologias como a da Toyota, em que os carros são produzidos em módulos – um conjunto de peças já montadas – que só precisam ser encaixados. “É uma evolução natural do processo, provocada pela tecnologia. Ford criava pequenas linhas de produção dentro da linha principal e montava essas peças, o que também acabava virando ‘módulo’”, afirma Duarte.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Em 2018 serão baixados 4,3 bi de apps para carros conectados

Isso representa um crescimento exponencial quando comparado com os 12 milhões de downloads registrados no ano passado, segundo estimativa da ABI Research

Lanterna de um carro

Existe um novo mercado para aplicativos móveis: os chamados "carros conectados", ou seja, automóveis com sistema de entretenimento de bordo e conexão à Internet. De acordo com um recente estudo publicado pela ABI Research, o volume mundial de download de apps para carros conectados subirá de 12 milhões em 2012 para 4,3 bilhões em 2018.

Por enquanto, trata-se de um mercado em aberto no que diz respeito tanto a sistema operacional quanto a provedores de conteúdo. A Ford, com o sistema Sync, e a GM, com o OnStar, são citadas pela ABI como as montadoras que mais têm apostado em entretenimento de bordo como um diferencial competitivo.
Não está claro ainda se o modelo dominante nos carros será algum OS proprietário ou se serão aproveitados os existentes em telefones, como Android e iOS, facilitando a integração com os smartphones dos motoristas. No Mobile World Congress deste ano, em Barcelona, a Volvo apresentou um carro com sistema operacional Android.
Paralelamente, a ABI prevê um crescimento significativo de carros com Bluetooth, o que facilita a conexão do rádio com o smartphone do motorista, permitindo o acesso a apps de música, como Pandora, Rdio, TuneIn Radio, Deezer etc.