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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Saiba se vale a pena estocar produtos por causa da inflação

Brasileiros têm mudado hábitos de consumo por temer a inflação, mas não há motivos para preocupação, diz professor da FGV

Pessoa retira dinheiro do bolso - notas de real
Marcos Santos/USP Imagens
Um estudo sobre redes varejistas realizado pela empresa especializada em pesquisas de mercado CVA Solutions constatou que consumidores estão adotando algumas estratégias para se blindar contra os efeitos da inflação. Mas, ainda que muitos brasileiros continuem traumatizados pelos anos de hiperinflação, não é o caso de fazer grandes mudanças nos hábitos de consumo - como estocar produtos de supermercado - porque o impacto no orçamento não é significativo, conforme defende Samy Dana, doutor em economia e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Neste ano, a inflação medida pelo IPCA deve chegar a 5,81% segundo estimativas do mercado apuradas pelo último boletim Focus, do Banco Central. Apesar de ser um nível desconfortável, como o próprio presidente do Banco Central frisou, a alta não se compara às variações registradas nas décadas de 80 e 90, quando a inflação anual chegou a atingir absurdos 2.477%, em 1993,segundo dados do BC. 

Para Samy Dana, a inflação está em um nível "administrável". "A projeção de 5,8% não é nula, mas também não está fora de controle. E outro ponto importante é que mesmo investimentos como a poupança têm superado a inflação, o que significa que até na poupança o dinheiro rende mais do que a alta dos preços, por isso não tem por que sair correndo comprando produtos”, afirma o professor da FGV.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O que constrói (e destrói) a reputação de uma empresa?

Conheça os processos que protegem a reputação da sua empresa e saiba como agir em casos de crise para revertê-la e até usá-la para melhorar a imagem da sua empresa.


Não é nenhuma novidade o fato de que é muito difícil e demorado construir uma reputação e ao mesmo tempo muito fácil e rápido destruí-la. Dependendo da atividade em que se está inserido, essa vulnerabilidade é ainda maior. Na área de alimentos, por exemplo, basta surgir um boato de que algo estranho foi encontrado em determinado produto para aniquilar completamente o negócio. Sendo assim, alguns cuidados básicos devem ser tomados para a construção e a proteção da reputação de um negócio.

O primeiro item está associado à qualidade dos produtos e serviços. Como qualidade, entende-se, além do básico e óbvio já conhecido, transparência e consistência. Nesse caso, transparência significa mostrar de forma clara para o cliente que tipo de produto ou serviço ele receberá e consistência, entregar sempre aquilo que ele está esperando. Isso não minimiza, claro, a importância de surpreender o cliente, mas, pior do que não surpreendê-lo, é decepcioná-lo.

Embora essas afirmações pareçam óbvias, para conseguir trilhar esse caminho o empreendedor deverá se preocupar constantemente com os processos – os quais podem ser divididos em três pilares: Gente, Excelência e Crescimento das vendas. Todos eles tendo em vista uma preocupação extrema com a qualidade. Ou seja, se estamos preocupados com pessoas (retenção, qualidade de vida, clima organizacional, entre outros) não podemos considerar treinamentos que impactarão decisivamente na qualidade da entrega. Da mesma forma, ainda que todos almejem o crescimento das empresas, o mesmo jamais poderá acontecer se for em sacrifício da qualidade. E, finalmente, a excelência deve ser uma obsessão dos empreendedores que querem chegar ao topo.

Mesmo assim, qualquer empresa ainda está sujeita a sofrer um problema de qualidade ou boatos que se tornem públicos e coloquem em risco sua reputação e, como consequência, seu negócio. Para gerenciar esse tipo de crise, algumas ações são fundamentais:

Em primeiro lugar, deve-se criar imediatamente um pequeno comitê de crise, formado pelos principais envolvidos no assunto, incluindo o presidente da empresa e se possível algum assessor de comunicação. A partir desse comitê, deve-se verificar o que aconteceu, que ações foram e serão tomadas para resolver o assunto e definir a comunicação a fazer com os clientes ou imprensa, se for o caso.

Sobre a imprensa, é importante destacar que esta nunca deve ser ignorada ou ficar sem resposta para questionamentos relativos a um eventual problema. Frases como “nada a declarar” são arrogantes e dão margem para a presunção de que a empresa está errada ou não sabe como resolver seus problemas ou está escondendo algo ou qualquer outra coisa que se possa imaginar.

Embora, como disse anteriormente, uma crise de imagem seja capaz de destruir um negócio, uma boa gestão de crise pode reverter completamente um quadro negativo ou, dependendo do caso, até melhorar a imagem do seu negócio. Por fim, se você ainda não sofreu alguma crise desse tipo, nem mesmo pequena, esteja ciente de que ou o seu negócio está de parabéns por seus processos ou um dia ainda passará por isso ou – o que é a pior alternativa – já passou, mas você não ficou sabendo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

As ideias de Ford que ainda valem, 150 anos após ele nascer

Henry Ford não pode ser reduzido apenas à linha de produção; para criar uma das maiores montadoras do mundo, o empresário apoiou-se em ideias que guiam negócios até hoje

Divulgação/Ford

Se estivesse vivo, Henry Ford completaria 150 anos nesta semana. Além de ser o fundador de uma das maiores montadoras do mundo, Ford aprimorou a linha de produção, em que a montagem de um produto é desdobrada em etapas simples, executadas por funcionários alinhados ao longo de uma esteira. Embora não tenha inventado o método, suas melhorias foram tantas, que o termo “fordismo” ficou para sempre ligado à produção sem série.

O modelo é cada vez mais criticado por gurus da administração, que o acusam, entre outras coisas, de só enfatizar a produção em larga escala e se esquecer do bem-estar dos funcionários.

Apesar disso, não se entra para a história do capitalismo mundial de graça. Ford foi pioneiro também em outras práticas de gestão que ainda podem ajudar qualquer empresa do século XXI. Veja, a seguir, algumas destacadas por especialistas consultados por EXAME.com.

Investimento em retenção

No início de suas atividades, a empresa de Henry Ford tinha uma rotatividade de funcionários extremamente alta. Para conter esse movimento, ele reduziu a carga horária de trabalho e passou a pagar a seus empregados 5 dólares por dia, o dobro do que era oferecido no mercado na época, segundo o professor de gestão de operações do Insper, André Duarte. “Ford identificou que um alto ‘turnover’ significa um alto custo para a empresa e que controlar a saída reduz esse custo e aumenta a produtividade”, destaca. 

Investimento em seleção de talentos

Qual é a empresa que não faz ao menos um processo de seleção e uma análise de perfil antes de contratar um colaborador? Ford sabia que precisava destinar as pessoas certas para as funções certas. “Ele fazia isso observando na prática: colocava duas pessoas para fazer uma mesma coisa e, se uma se saía melhor que a outra, testava a segunda em uma função diferente”, diz Duarte. 

Padronização de produtos

Pode parecer redundante dizer que uma empresa precisa ter produtos padronizados para se firmar no mercado. Mas essa lógica que começou com Ford ainda continua presente em muitas companhias, que oferecem uma variedade de produtos menor, mas com volume maior. “É o caso do McDonald’s e de muitas outras quem têm produtos de baixo custo unitário”, exemplifica Duarte.

Simplificação do processo produtivo

Quando Ford decidiu vender apenas um tipo de automóvel, por um preço único (o modelo T), de certa forma ele instituiu a simplicidade dos processos produtivos. Já é célebre a frase de Ford, de que seus clientes poderiam escolher qualquer cor para o carro, desde que fosse a cor preta, simplesmente porque era a que secava mais rápido e facilitava a produção. A indústria japonesa é uma das que apostam nessa ideia, de acordo com Duarte.

Integração vertical 

Henry Ford montava carros, mas também tinha uma fábrica de borracha em plena Amazônia para produzir pneus para Highland Park. Dessa forma, ele conseguia ter um controle interno de todo o seu processo produtivo. Segundo Duarte, há algum tempo, muitas empresas optaram pela terceirização de serviços e agora tentam internalizar esses processos novamente. “Por exemplo a Volkswagen, que terceiriza a produção de caminhões, mas mantém o controle da MAN internamente”. 

O modelo de Ford contemplava a produção de diversas peças em larga em escala. Hoje há tecnologias como a da Toyota, em que os carros são produzidos em módulos – um conjunto de peças já montadas – que só precisam ser encaixados. “É uma evolução natural do processo, provocada pela tecnologia. Ford criava pequenas linhas de produção dentro da linha principal e montava essas peças, o que também acabava virando ‘módulo’”, afirma Duarte.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Starbucks e Danone fecham parceria para criar iogurte

Produtos serão vendidos inicialmente nas lojas da rede da cafeteria e devem chegar às prateleiras de supermercados até 2015

Getty Images

A rede Starbucks e a Danone anunciaram, nesta terça-feira, uma parceria estratégica para desenvolver uma linha saudável de iogurtes - batizada de Evolution Fresh. Os produtos devem chegar às lojas da rede de cafeteria nos Estados Unidos no próximo ano e nas redes de supermercados até 2015.

De acordo com comunicado divulgado pela Starbucks, em um segundo momento da parceria, os iogurtes podem ser distribuídos também para outras redes de diferentes partes do mundo. “Estamos empenhados em evoluir e melhorar nossa experiência com a oferta de alimentos saudáveis e o anuncio de hoje reforça esse compromisso”, afirmou Howard Schultz, presidente da rede de cafeteria, em nota.

Segundo o executivo, trata-se da oportunidade perfeita para crescer e elevar a marcar Starbucks. “Estamos estimulados e aguardamos uma forte resposta dos nossos clientes com essa linha saudável de produtos”, disse.

Para Franck Riboud, presidente da Danone, os Estados Unidos continuam sendo um mercado estratégico para a companhia, mas a categoria iogurte ainda tem uma baixa penetração no mercado americano.

“O recente sucesso do segmento grego confirma o apelo dos iogurtes nutritivos no país. Acreditamos que essa atração será reforçada com a parceria fechada com a Starbucks”, afirmou o executivo, também em nota.

Os detalhes financeiros da operação não foram revelados pelas companhias.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Como treinar sua equipe de vendas sem gastar nada

Manter todos os funcionários atualizados e bem treinados pode fazer a diferença no seu negócio

Funcionários durante treinamento

Muitas empresas oferecem treinamentos para venda atualmente. Algumas levam palestrantes e celebridades para motivarem os funcionários. O que pode parecer simples para as grandes empresas custa caro para as pequenas. Por isso, os empreendedores precisam, muitas vezes, criar métodos e treinamentos próprios para manter a equipe em sintonia.
Com alguma dedicação e tempo, é possível recuperar clientes perdidos, aumentar as vendas e melhorar a relação entre os vendedores. Claudio Diogo, sócio-diretor da consultoria Tekoare e especialista em vendas e consumo, diz que mesmo sem dinheiro é possível manter a equipe bem preparada. “O treinamento é baseado na relação que a equipe tem com os clientes”, diz Diogo. 
Para Marcelo Ortega, especialista no assunto, é preciso aprender antes de ensinar e procurar métodos que agradem a todos. "O pequeno empresário precisa buscar treinamentos que possam ser aderentes e aplicáveis à empresa", afirma Ortega. 
1. Comece por você
Antes de propor treinamentos e dinâmicas para a equipe, o próprio empreendedor deve buscar qualificação. “O líder tem que ser o primeiro a ser educado na sua própria equipe”, opina Marcelo Ortega, especialista em vendas. Procure conteúdo online, vídeos e textos que possam ajudar nesta tarefa. 
2. Troque experiências
Em pequenas reuniões semanais, os vendedores podem ser motivados a compartilhar como foi a melhor venda do período. Os melhores preparam uma aula de até cinco minutos com o que consideram mais importante para ter sucesso nas vendas. 
Diogo sugere reunir uma contribuição financeira de cada um para ver as aulas. “Com o dinheiro acumulado, você premia a melhor aula do mês, eleita pela própria equipe. Não custa nada, é útil e dá um resultado que muitos não conseguem imaginar”, explica.

Vale destacar que nem só os que vendem mais merecem destaque. “Existem vários indicadores que não só o volume de vendas. Destaque aqueles que melhoraram outros aspectos da venda, como o que tem vendido com menos desconto, o que tem feito mais visitas, ou atendido o cliente com mais satisfação”, diz Ortega. 
3. Aprenda sobre os produtos
Uma forma simples de fazer com que os vendedores estejam atualizados sobre o portfólio da empresa é aproveitar os momentos mais calmos nas vendas para aprender sobre os produtos. 
A sugestão é deixar uma caixa sobre o balcão com o nome de todos os produtos. O vendedor retira um papel e tem dois minutos para falar sobre os benefícios daquele item. “Isso faz com que todo mundo esteja preparado. Quem não consegue falar vai ter que começar a estudar os produtos”, diz Diogo. Nessa troca, outros vendedores podem dar contribuições para aprimorar a abordagem da equipe. 
4. Incentive as boas práticas
Com reuniões de até 20 minutos, os empreendedores podem fazer uma série de perguntas para todos os vendedores, incentivando assim a troca de experiências e de boas práticas. Faça perguntas sobre como cada um conduz o processo de vendas, como fazem para conhecer bem os produtos, como abordam os clientes, como negociam, como é o fechamento e o pós-venda. 
Com todas as respostas, a equipe fica mais alinhada para ter um atendimento padrão na empresa. “Faça as pessoas mostrarem as ferramentas de vendas que elas usam”, sugere Ortega. 
5. Obtenha informação
Uma maneira barata de manter os vendedores em dia com o negócio é incentivá-los a trazer informações dos clientes. “Depois de uma venda bem feita, deve perguntar se o cliente gostou e quais foram os pontos positivos e negativos”, ensina Diogo. Com isso, a equipe de vendas consegue identificar fraquezas que podem ser melhoradas por todos. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Samsung deve anunciar novos smartphones em 20 de junho

A Samsung realiza, em 20 de junho, o evento Premiere 2013, que deve trazer novidades para as linhas de produtos Galaxy e Ativ da empresa.


Samsung

A Samsung anuciou hoje em seu site o evento Samsung Premiere 2013. Marcado para 20 de junho, o evento promovido pela empresa em Londres será focado no lançamento de novos produtos das linhas Galaxy e Ativ.

A primeira reúne tablets e smartphones da empresa com sistema operacional Android. Mais recente, a marca Ativ é formada por TVs, notebooks, celulares e tablets com Windows 8, o sistema operacional da Microsoft.

O evento está agendado para acontecer uma semana depois da WWDC (conferência anual de desenvolvedores da Apple) e dias antes da BUILD (encontro promovido pela Microsoft). 

Galaxy S4 mini vaza na internet

Uma das novidades a serem anunciadas pode ser o smartphone Galaxy S4 mini. O site TGSpot noticiou ontem o vazamento de imagens que seriam desse smartphone na loja online de aplicativos da Samsung. 

Sem previsão oficial de lançamento, o smartphone seria uma versão compacta do Galaxy S4, celular que alcançou 10 milhões de unidades vendidas em 60 países em menos de 1 mês. Os rumores são de que o Galaxy S4 mini chegue às lojas entre junho e julho de 2013. 

Acredita-se que o Galaxy S4 mini contaria com suporte para dois chips de operadora, tela de 4,3 polegadas (contra 5 polegadas no Galaxy S4), sistema operacional Android 4.2.2 e processador de dois núcleos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções."
Al Ries