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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Holanda inova com modelo de escola em homenagem a Steve Jobs

Pátio de colégio virtual e iPads no lugar de livros e quadros-negros são algumas das ferramentas educativas dos novos colégios holandeses Steve Jobs

Criança com tablet
Getty Images

Um pátio de colégio virtual, avatares personalizados para cada aluno e iPads no lugar de livros e quadros-negros são algumas das ferramentas educativas dos novos colégios holandeses Steve Jobs, que abriram as portas na última segunda-feira e já têm cerca de mil alunos inscritos.

Voltado para crianças entre dois e 12 anos, o modelo "Educação para uma nova era" contempla uma nova forma de ensino, onde os iPads substituem os livros e a escola começa a se redefinir como conjunto entre o edifício físico e o "espaço virtual".

As sete primeiras escolas do projeto, às quais se unirão mais cinco ao longo do próximo ano acadêmico, adaptam a educação infantil às novas necessidades do século XXI e homenageiam o fundador da Apple.

"Queremos preparar as crianças para o mundo pós 2025 com as ferramentas que temos hoje, não como na maioria das escolas, que preparam as crianças com as ferramentas de ontem para o mundo de ontem", declarou à Agência Efe Maurice de Hond, fundador da organização "Educação para uma nova era" (O4NT).

Para Hond, estas escolas permitirão que as crianças desenvolvam seus conhecimentos plenamente, não só "reter conceitos na memória sem processá-los".

domingo, 21 de julho de 2013

O plano do C.E.S.A.R para ser o MIT brasileiro

Sergio Cavalcante fala sobre os planos para transformar Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) em referência nacional


Um dos polos de pesquisa mais respeitados do Brasil,  o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) se prepara para estrear novos cursos de mestrado e até uma área de graduação.
Em entrevista a INFO, Sergio Cavalcante, superintendente do Centro, fala como a instituição que dirige apoia empresas que desejam inovar, conta como seus projetos de pesquisa são financiados e qual seu plano para nacionalizar a atuação do centro pernambucano e fazê-lo ter, no Brasil, prestígio e impacto similares ao que o MIT (Massachusetts Institute of Technology) possui nos Estados Unidos.
Há quantos anos o C.E.S.A.R existe e em quantos estados oferece apoio? O C.E.S.A.R foi fundado em 96, em Recife, onde fica nossa sede e principal estrutura de pesquisa. Em maio, completamos 17 anos e já temos uma estrutura que vai além de Pernambuco. Em São Paulo, por exemplo, temos nosso escritório de negócios e mantemos laboratórios em Curitiba e Sorocaba.
Recentemente, criamos um projeto para ir a Brasília e ao Rio de Janeiro. Há muito interesse pelos serviços de C.E.S.A.R, de pesquisa, desenvolvimento e apoio à inovação em todo o Brasil e desejamos estar perto dos clientes, então, é provável que nos próximos anos nossa atuação fique ainda mais nacional.
Quando se trabalha com apoio à inovação, que é  a nossa função, muitas vezes as necessidades de um produto ou serviço não estão completamente definidas. Muitas vezes, nem o problema está bem compreendido. Então, é fundamental que a gente esteja próximo ao cliente e, daí, a necessidade de expansão de nossa presença. Inovação se faz a quatro mãos.  São as ideias do empreendedor, de especialistas e os insumos de estudos que permitem a um projeto prosperar. Muitas vezes dá para fazer tudo isso aqui no Recife, mas outras vezes nós temos que ir onde o cliente está.
Quem são os clientes do C.E.S.A.R e para que eles procuram vocês? Nossos clientes são estudantes, empreendedores, executivos e pesquisadores. São pessoas e empresas que procuram o auxílio de um centro de estudos avançado para encontrar soluções criativas para implementar novas tecnologias e processos em seus produtos. Quando chegam aqui, nem sempre eles têm uma demanda clara sobre o que desejam.
Às vezes, eles simplesmente relatam algum problema que sua empresa enfrenta no mercado e pedem ajuda. Quando isso acontece, nós iniciamos um processo de análise e estudo. Observamos como aquele produto ou serviço está sendo utilizado pelos usuários, qual seu potencial, o que fazem seus competidores. Nós temos três laboratórios de usabilidade fazemos esses testes: em Recife, Curitiba e Sorocaba.
Também vamos a campo para entrevistar as pessoas que usam aquele software ou aquele equipamento para entender como ele poderia ser melhorado. Nossos psicólogos e antropólogos analisam as informações coletadas para só depois realizarmos um estudo e produzirmos protótipos dos possíveis produtos ou serviços para apresentar para os clientes.
Alguns pesquisadores do C.E.S.AR. comparam este trabalho ao que o MIT faz nos Estados Unidos. Há semelhanças entre as duas instituições? O C.E.S.A.R é um pouco diferente, pois o MIT tem uma área educacional já consolidada, além de apoiar empresas, como fazemos, eles dão cursos, ensinam suas técnicas. Nós, na verdade, até temos uma área educacional, o CESAR.EDU, mas nosso foco principal ainda é o lado dos negócios enquanto no MIT os esforços educacionais são muito preponderantes.
Recentemente, estreamos cursos de mestrado. Neste ano, fizemos um pedido ao MEC para abrirmos uma instituição de ensino superior, o que nos capacitaria a dar cursos de graduação, como faz o MIT.  Nós esperamos começar a dar cursos de graduação já no ano que vem. É um modelo um pouco diferente do americano porque nós fomos do mercado para a educação, e não da educação para o mercado (MIT).  Mas a busca pela inovação e excelência é a mesma.
Essa diferença no modelo de atuação muda os resultados que o C.E.S.A.R é capaz de atingir, em comparação ao MIT?  O efeito de nosso trabalho fica um pouco diferente: temos uma conexão maior com o mercado. Não focamos apenas na formação de pessoas, mas sim na formação e capacitação de profissionais para o mercado. Neste aspecto, a gente se aproxima do MIT porque as universidades americanas têm uma conexão muito forte com o mercado. Há uma outra diferença, o MIT tem um forte componente de financiamento público que o C.E.S.A.R não tem.  Nossos recursos vem do mercado privado.
O C.E.S.A.R participa de algum programa de incentivo à pesquisa do governo brasileiro?Temos um credenciamento no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que permite ao C.E.S.A.R realizar projetos de empresas beneficiadas pela Lei de Informática. Por esta lei, os empresários obtêm redução do IPI (Imposto de Produtos Industrializados) desde que gastem um porcentual de seu faturamento em pesquisas de desenvolvimento e inovação, que podem ser realizadas, por exemplo, no C.E.S.AR. Nesse sentido, nos beneficiamos de uma concessão pública. Mas não há financiamento direto do governo, como no caso do MIT. Temos que buscar os clientes na iniciativa privada.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Easy Food recebe aporte de R$ 2,3 mi da Confrapar

A empresa é pioneira em software para educação alimentar em escolas

Crianças comendo

A empresa de software para educação alimentar em escolas Easy Food recebeu um aporte de R$ 2,3 milhões de reais do fundo carioca NascenTI, da gestora Confrapar. Hoje, a startup gerencia a alimentação de 17 mil crianças através do Card One, uma solução de educação nutricional para cantinas escolares.
O sistema da Easy Food é operado em mais de 20 escolas de quatro estados e permite que os pais acompanhem a alimentação dos filhos no colégio, façam restrições e limitem os gastos das crianças. Os pedidos são feitos através de terminais eletrônicos.
A empresa já havia sido selecionada em um fórum da Gavea Angels no começo do ano passado e recebido um investimento liderado pela Lab22.
O novo aporte deve ser usado principalmente para aumentar a equipe comercial e alcançar o objetivo de atender 500 mil alunos em dez estados até 2015. Mais 6 milhões de reais devem ser investidos nos próximos cinco anos, para uma expansão internacional.
O fundo NascenTI, da Confrapar, foi criado para investir em empresas de tecnologia do estado do Rio do Janeiro, possui 35 milhões de reais sob gestão e tem três startups no portfólio.