Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Haddad quer colocar secretários para ir trabalhar de ônibus

Prefeito de SP acredita que governo deve dar exemplo e estuda obrigar secretários a irem trabalhar de ônibus, segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo

O prefeito Fernando Haddad desembarca de ônibus utilizado para vistoria técnica de faixas exclusivas em São Paulo
Fábio Arantes/Prefeitura de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, estuda colocar todos os seus secretários para irem trabalhar de ônibus, como faz ele próprio de vez em quando. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

A visão do prefeito é de que a cidade passa hoje por uma campanha para que as pessoas troquem o conforto do carro pelo transporte público, e que a equipe que dirige o município deveria dar o exemplo.

A decisão ainda não estaria tomada, segundo a coluna, porque traria dificuldade para os secretários. Se virar realidade, seria determinada por um decreto. Resta saber se tal medida seria considerada legal pela justiça, caso alguém a conteste.

A questão surge num momento em que políticos de São Paulo vivem verdadeiros arroubos de vontade de utilizar o transporte público.

Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin se comprometeu a andar de metrô ou trem nesta semana para ir ao Palácio dos Bandeirantes. Os dois sistemas estão sob responsabilidade do governo estadual.

Há duas semanas, foi Fernando Haddad que, pela primeira vez, pegou um ônibus para ir de onde mora, no Paraíso, à Prefeitura, no Centro de São Paulo. O sistema de coletivos, claro, é de responsabilidade da administração muncipal. “Gostei muito”, disse ele na ocasião. 

O movimento politicamente calculado tem inspiração no exterior. O prefeito de Nova York, o bilionário Michael Bloomberg, por exemplo, é conhecido por usar o metrô para ir trabalhar.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Governo estudará taxação de empresas de conteúdo na internet

Anatel e Ancine vão se reunir para discutir modelos possíveis de taxação de empresas como Netflix, Apple e Google

Site do Netflix é carregado em um computador com envelopes da companhia em Nova York
 Jin Lee/Bloomberg/Reuters

O governo começa a analisar nesta semana alternativas de cobrança para as empresas que distribuem conteúdos, como filmes e seriados de TV, pela internet.

Na próxima sexta-feira (30) os presidentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, vão se reunir para discutir modelos possíveis de taxação dessas empresas, que não recolhem tributos no país.

“Vamos dar o primeiro pontapé nesse debate”, disse Rezende à Agência Brasil. Segundo ele, é preciso analisar se empresas que oferecem esse tipo de serviço, como Netflix, Apple e Google, têm representação no Brasil, e de que forma a cobrança é feita dos usuários. “Eu acho que isso não é uma questão regulatória, é uma questão de ver como a Receita tributa”.

Para Rezende, da forma como está, as empresas de TV por assinatura acabam sendo prejudicadas, porque são submetidas à tributação do país, enquanto as que oferecem conteúdo pela internet não são tributadas da mesma forma.

“Elas concorrem deslealmente, porque não têm a tributação tradicional, então cria esse problema. Mas vamos ter que pensar muito, não é uma questão simples”, avalia Rezende.

O estudo sobre as mudanças para empresas que oferecem conteúdo de vídeo na internet será feito a pedido do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

“Eles vão olhar as atividades e a lei já define o que é tributável ou não, não precisa fazer lei nenhuma, é só ver se vai se enquadrar. Por exemplo, se uma determinada atividade tem que pagar taxa do Condecine [Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional], eles vão fazer o enquadramento e notificar as empresas”, explicou.

Recentemente, em evento do setor de TV por assinatura, Paulo Bernardo defendeu a taxação dos serviços prestados por empresas estrangeiras.

domingo, 21 de julho de 2013

O plano do C.E.S.A.R para ser o MIT brasileiro

Sergio Cavalcante fala sobre os planos para transformar Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) em referência nacional


Um dos polos de pesquisa mais respeitados do Brasil,  o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) se prepara para estrear novos cursos de mestrado e até uma área de graduação.
Em entrevista a INFO, Sergio Cavalcante, superintendente do Centro, fala como a instituição que dirige apoia empresas que desejam inovar, conta como seus projetos de pesquisa são financiados e qual seu plano para nacionalizar a atuação do centro pernambucano e fazê-lo ter, no Brasil, prestígio e impacto similares ao que o MIT (Massachusetts Institute of Technology) possui nos Estados Unidos.
Há quantos anos o C.E.S.A.R existe e em quantos estados oferece apoio? O C.E.S.A.R foi fundado em 96, em Recife, onde fica nossa sede e principal estrutura de pesquisa. Em maio, completamos 17 anos e já temos uma estrutura que vai além de Pernambuco. Em São Paulo, por exemplo, temos nosso escritório de negócios e mantemos laboratórios em Curitiba e Sorocaba.
Recentemente, criamos um projeto para ir a Brasília e ao Rio de Janeiro. Há muito interesse pelos serviços de C.E.S.A.R, de pesquisa, desenvolvimento e apoio à inovação em todo o Brasil e desejamos estar perto dos clientes, então, é provável que nos próximos anos nossa atuação fique ainda mais nacional.
Quando se trabalha com apoio à inovação, que é  a nossa função, muitas vezes as necessidades de um produto ou serviço não estão completamente definidas. Muitas vezes, nem o problema está bem compreendido. Então, é fundamental que a gente esteja próximo ao cliente e, daí, a necessidade de expansão de nossa presença. Inovação se faz a quatro mãos.  São as ideias do empreendedor, de especialistas e os insumos de estudos que permitem a um projeto prosperar. Muitas vezes dá para fazer tudo isso aqui no Recife, mas outras vezes nós temos que ir onde o cliente está.
Quem são os clientes do C.E.S.A.R e para que eles procuram vocês? Nossos clientes são estudantes, empreendedores, executivos e pesquisadores. São pessoas e empresas que procuram o auxílio de um centro de estudos avançado para encontrar soluções criativas para implementar novas tecnologias e processos em seus produtos. Quando chegam aqui, nem sempre eles têm uma demanda clara sobre o que desejam.
Às vezes, eles simplesmente relatam algum problema que sua empresa enfrenta no mercado e pedem ajuda. Quando isso acontece, nós iniciamos um processo de análise e estudo. Observamos como aquele produto ou serviço está sendo utilizado pelos usuários, qual seu potencial, o que fazem seus competidores. Nós temos três laboratórios de usabilidade fazemos esses testes: em Recife, Curitiba e Sorocaba.
Também vamos a campo para entrevistar as pessoas que usam aquele software ou aquele equipamento para entender como ele poderia ser melhorado. Nossos psicólogos e antropólogos analisam as informações coletadas para só depois realizarmos um estudo e produzirmos protótipos dos possíveis produtos ou serviços para apresentar para os clientes.
Alguns pesquisadores do C.E.S.AR. comparam este trabalho ao que o MIT faz nos Estados Unidos. Há semelhanças entre as duas instituições? O C.E.S.A.R é um pouco diferente, pois o MIT tem uma área educacional já consolidada, além de apoiar empresas, como fazemos, eles dão cursos, ensinam suas técnicas. Nós, na verdade, até temos uma área educacional, o CESAR.EDU, mas nosso foco principal ainda é o lado dos negócios enquanto no MIT os esforços educacionais são muito preponderantes.
Recentemente, estreamos cursos de mestrado. Neste ano, fizemos um pedido ao MEC para abrirmos uma instituição de ensino superior, o que nos capacitaria a dar cursos de graduação, como faz o MIT.  Nós esperamos começar a dar cursos de graduação já no ano que vem. É um modelo um pouco diferente do americano porque nós fomos do mercado para a educação, e não da educação para o mercado (MIT).  Mas a busca pela inovação e excelência é a mesma.
Essa diferença no modelo de atuação muda os resultados que o C.E.S.A.R é capaz de atingir, em comparação ao MIT?  O efeito de nosso trabalho fica um pouco diferente: temos uma conexão maior com o mercado. Não focamos apenas na formação de pessoas, mas sim na formação e capacitação de profissionais para o mercado. Neste aspecto, a gente se aproxima do MIT porque as universidades americanas têm uma conexão muito forte com o mercado. Há uma outra diferença, o MIT tem um forte componente de financiamento público que o C.E.S.A.R não tem.  Nossos recursos vem do mercado privado.
O C.E.S.A.R participa de algum programa de incentivo à pesquisa do governo brasileiro?Temos um credenciamento no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que permite ao C.E.S.A.R realizar projetos de empresas beneficiadas pela Lei de Informática. Por esta lei, os empresários obtêm redução do IPI (Imposto de Produtos Industrializados) desde que gastem um porcentual de seu faturamento em pesquisas de desenvolvimento e inovação, que podem ser realizadas, por exemplo, no C.E.S.AR. Nesse sentido, nos beneficiamos de uma concessão pública. Mas não há financiamento direto do governo, como no caso do MIT. Temos que buscar os clientes na iniciativa privada.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Meus Depoimentos sobre a onda de protestos

Por Eric Colombo 

Há alguns dias, a população do nosso país resolveu se mexer, parece que enfim, os brasileiros resolveram sair da inércia, descobriram que com a internet, muitas coisas são possíveis, e seja virtualmente por meio das redes sociais, seja por meio de manifestações públicas nas ruas, enfim, O Gigante Acordou ( #ogigantacordou  ).


Dizem que é uma causa estúpida, lutar por R$ 0,20 no transporte, mas pelo que parece, foi preciso que esses 20 centavos surgissem no preço da tarifa, para que as pessoas percebessem que na realidade, o governo leva milhões de nossos Reais, e não unicamente esses vinte centavos, o aumento foi o princípio de uma reação em cadeia, foi a ponta do iceberg, foi o estopim. Ninguém aguenta mais, chega de exploração, de que adianta ser uma das melhores economias mundiais, se para isso é preciso cobrar altas cargas tributárias de um povo que a cada dia que passa esta cada vez mais defasado financeira, emocional e socialmente?

Os governantes acham que o mais importante é se apresentar num Ranking de 10 mais em economia, mas por que você Senhora Presidenta, não busca apresentar uma Educação de qualidade, uma em que você gostaria que seus familiares “estudace”, um hospital em que você confiasse para se fazer uso num momento de necessidade? E faz quanto tempo que a Senhora não pega um ônibus para o trabalho? Ah é, vocês políticos não precisam desses transportes, vocês tem auxilio isso, auxilio aquilo, que por sinal sou eu que pago, é todo o povo que paga.

Eu particularmente sou contra a política, nunca votei, vou até as urnas “democraticamente obrigado”, vou lá e não clico em branco, e também não voto no candidato que provavelmente não será eleito, vou lá e anulo o meu voto, voto em qualquer número inexistente, isso por que eu não confio nem um pouco no governo. Tenho plena certeza de que nenhum político engravatado, que fica sentado atrás de uma mesa apenas roubando o meu dinheiro, vai me ajudar, mesmo que tenham o maior dos interesses, o que é muito difícil de existir, eles sempre acabam influenciados por uma porção de outros corruptos. Por isso digo certamente que, não é tirar os políticos de hoje do poder que vai solucionar os nossos problemas, porém, essa causa certamente vai melhorar as coisas para nós, não vai solucionar, mas qualquer melhora é de grande importância.

Faça as contas, temos um resultado matematicamente óbvio, não me recordo da fonte, porém em uma das postagens que está rolando com frequência no Facebook, uma em particular me chamou a atenção, ela dizia que se não houvesse a corrupção, seriamos 27% mais ricos individualmente, do que somos hoje com essa corrupção política.

Pagamos hoje, impostos abusivos, é um dos maiores do mundo, e o retorno para a população é quase zero, em todos os bens e serviços que adquirimos pagamos impostos, se herdamos uma herança, pagamos impostos. E olha que matemática incrível que o governo tem, quando você compra um imóvel, você paga ao município 2% (isso em São Paulo), de ITBI, sobre o valor total, ou sobre o valor venal do imóvel que você comprou, entre eles prevalece o maior valor, bom até ai, nada de tão grave, porém anualmente pagamos a prefeitura de 0,8%-1,6% de IPTU, imposto esse que deveria ser usado para melhoria das vias, que em São Paulo encontra-se cada vez mais ruas esburacadas, as calçadas mais impróprias para o trânsito. Deveriam também ser utilizadas para a manutenção de monumentos e praças, para a coleta de lixo, limpezas entre outros, porém vemos claramente que estes não são estão proporcionais ao que pagamos.

Enfim, temos uma infinidade de impostos, taxas e tributos que somos obrigados a pagar, e pagaríamos com todo o gosto, caso esses impostos retornassem de forma digna para nós. Por isso, sou a favor dos protestos, temos direitos constitucionais, direitos esses que são ocultados pelo governo, para melhor exploração do governo perante a população, mas vivemos uma geração de mentes abertas, uma geração imediatista, e independente que não suporta ser manipulados, que defendem seus ideais e que lutam por eles, somos a geração da internet, o local em que liberdade de expressão é o cartão de visitas, nós fortalecemos nosso ideais na internet e após isso juntamos forças e coragem para aparecer. É isso o que começamos a fazer, temos muito tempo ainda nesse mundo, e queremos que nossos filhos e nossos netos vivam em um lugar melhor, mesmo que esse lugar não seja ainda a perfeição sonhada, que seja um lugar econômica,  social, e estruturalmente estável, e não apenas estável mas em constante ascensão.

As pessoas tem de ir para a rua lutar por seu direitos. Os governantes tem de se manterem alertas, e perceberem que o cargo que ocupam é para servir a nós. Os brasileiros acordaram, estão levantando, eles vieram para colocar ordem nesse sistema. Todos estão cansados de ser estuprados por um sistema corrupto, que só nos prejudica mais e mais. O Brasil é um país enorme, e com muitas mentes abertas, e torna-se cada vez mais difícil de a população ser manipulada, o Brasil é uma nação de opinião própria e almeja um grande futuro para todos.