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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Chocolate quente mantém cérebro saudável

Chocolate quente
Reprodução

O prazer de duas xícaras de chocolate quente por dia pode ajudar as pessoas de idade avançada a manter saudáveis seus cérebros e ativar sua memória, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Neurology.

O estudo dirigido pelo neurologista Faranez Sorond, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston (EUA), envolveu 60 pessoas com idade média de 73 anos e que não mostravam indícios de demência senil.

O experimento consistiu em tomar duas xícaras de chocolate quente por dia durante 30 dias, e os participantes foram submetidos a testes de memória e destreza mental, além de terem feito exames de ultrassom para medir o volume de sangue que fluía no cérebro durante as análises.

"Dado que as diferentes áreas do cérebro precisam de mais energia para completar suas tarefas, também necessitam de um fluxo maior de sangue", explicou Sorond. "Esta relação, chamada acoplamento neurovascular, pode desempenhar um papel importante em doenças como o Alzheimer".

Dos 60 participantes, 18 mostravam um fluxo sanguíneo baixo no começo do estudo e apresentaram uma melhora de 8,3% ao final, além de evoluir também em seus tempos nos testes de memória.

Além disso, 24 participantes tiveram o cérebro analisado através de uma ressonância magnética, o que comprovou que as pessoas com fluxo sanguíneo baixo eram mais propensas a ter problemas de memória.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aprovada no CFF a proposta de resolução que regulamenta a prescrição farmacêutica


Foi aprovada durante plenária no Conselho Federal de Farmácia(CFF) a proposta de resolução que regulamenta a prescrição farmacêutica.
De 28 de junho a 22 de julho estará em consulta pública a proposta de resolução que regulamenta a prescrição farmacêutica.
Sobre a resolução da Prescrição Farmacêutica:
Pela proposta de resolução, a prescrição farmacêutica prevê a seleção de terapias farmacológica e não farmacológica, além de outras intervenções relativas ao cuidado do paciente, “no limite de sua competência profissional”. As terapias farmacológicas incluem os medicamentos isentos de prescrição médica, as plantas medicinais, as drogas vegetais e os fitoterápicos também isentos de prescrição.

Para prescrever, o farmacêutico tomará como base as necessidades de saúde do paciente, as evidências científicas disponíveis, os princípios éticos e as políticas de saúde. O foco principal dessa prática será, sempre, o uso seguro e racional de medicamentos, visando à prevenção de incidentes relacionados a esses produtos e à diminuição de danos à saúde decorrentes do tratamento.

A prescrição, de acordo com a proposta de resolução, deve seguir as seguintes etapas: identificação das necessidades do paciente; definição do objetivo terapêutico; seleção da terapia para o paciente, com base na eficácia, segurança, custo e conveniência, constituindo o plano de cuidado; redação da prescrição; orientação ao paciente sobre o uso apropriado dos medicamentos; agendamento adequado para o acompanhamento e registro do processo de prescrição.

Na prescrição, determina a proposta, o farmacêutico deve adotar medidas que promovam a segurança do paciente. Um exemplo é tomar por base as melhores evidências científicas disponíveis. De acordo com o artigo 7º, “o ato da prescrição farmacêutica constitui prerrogativa do farmacêutico legalmente habilitado e inscrito no Conselho Regional de Farmácia de sua jurisdição”.

Consulta Pública nº 6/2013

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), com aprovação de seu Plenário, coloca em Consulta Pública (nº 6/2013), a proposta que regulamenta a prescrição farmacêutica e dá outras providências.
As sugestões e contribuições devem ser encaminhadas em formulário próprio (anexo) até o dia 22 de junho de 2013.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Hapvida disparou com planos de saúde no Nordeste

A cearense Hapvida aproveitou a falta de concorrentes e virou líder no mercado de saúde que mais cresce no Brasil. Mas ganhar dinheiro não tem sido fácil

Júnior e Lima, da Hapvida

O mercado de saúde do Nordeste é o que mais cresce no Brasil. Graças ao propalado aumento de renda dos últimos anos, os nordestinos de baixa renda incluíram os planos de saúde entre as “mordomias” a que passaram a ter acesso, como iogurte, TV a cabo e escolas particulares.
Mais de 1,5 milhão de moradores da região viraram clientes de planos privados desde 2008 — um crescimento médio de 8% ao ano, quase o triplo da média nacional. Em 2012, o Nordeste ultrapassou o Sul como o segundo maior mercado de saúde do país, atrás apenas do Sudeste. Como era de esperar, esse avanço colocou a região no foco das grandes operadoras.
Redes como Amil e Bradesco Saúde, que há anos duelam pela liderança em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, veem os nove estados nordestinos como uma oportunidade para o futuro.
Mas, para avançar por lá, elas vão precisar superar um concorrente que largou com anos de vantagem: a cearense Hapvida, fundada em 1986. Com faturamento de 1,2 bilhão de reais em 2012, a empresa é líder absoluta no Nordeste — e não tem planos de facilitar a vida dos novatos.
Durante mais de 20 anos, a Hapvida se dedicou a atender os moradores mais ricos de Fortaleza. Seu primeiro endereço, o Hospital Antônio Prudente, ficou conhecido pelos serviços de luxo e por ter feito o primeiro transplante de coração do estado.
Até que, há cinco anos, o médico Jorge Pinheiro de Lima, filho do fundador, reposicionou a Hapvida para atender uma fatia da população que jamais havia sonhado em ter um plano de saúde — as classes C e D. Vem dando certo. Em cinco anos, a empresa passou de seis para 19 hospitais e chegou a 2,3 milhões de clientes.
A Hapvida tem unidades em todos os estados do Nordeste e do Norte, exceto em Roraima, Amapá e Rondônia. Embora seja desconhecida no Sul e no Sudeste, na virada do ano a empresa superou a paulista Intermédica e tornou-se a terceira maior operadora do Brasil em número de clientes — atrás apenas da Amil e da Bradesco Saúde.
O controle e a gestão ainda são totalmente familiares. Jorge é o presidente, seu pai, Cândido, é o presidente do conselho de administração, e o irmão, Cândido Júnior, é o responsável pela área comercial. “Mudamos nossa estratégia para aproveitar a transformação do Nordeste. Quando começamos, não tínhamos um grande concorrente”, diz o presidente, Jorge Pinheiro de Lima. 
A Hapvida criou um modelo de negócios sob medida para as regiões em que atua — famosas por ter as duas menores rendas familiares do país. Seus planos custam, em média, 45 reais por mês, um quinto do preço cobrado pela Amil e 25% menos que a Intermédica, que também atende consumidores das classes C e D.
Fazer a conta fechar é o maior desafio da Hapvida. Para isso, nos últimos dez anos a companhia comprou 11 hospitais e ergueu outros quatro, além de ter construído 76 clínicas e 48 laboratórios de diagnóstico. Dessa maneira, consegue fazer 90% de suas internações e exames nas próprias unidades. (Na Amil, conhecida por ter seus próprios hospitais e laboratórios, esse índice é de apenas 40%.)
“Quando fazemos um exame no nosso laboratório, além de não pagar pelo lucro de um terceiro, temos certeza de que foi feito com o menor custo possível”, diz Pinheiro de Lima. A Hapvida também é radical no controle de custos. Um exemplo emblemático é que, há dois anos, a empresa parou de entregar aos pacientes as chapas de exames de raios X e de tomografia.
Agora, eles recebem um CD com a versão digital da imagem, o que gera economia de 1 milhão de reais por ano. “Com os custos dos serviços de saúde subindo o dobro da inflação, ter o controle total da operação se tornou fundamental”, afirma Humberto Torloni Filho, vice-presidente da consultoria de saúde Aon Hewitt.
Mas cobrar mensalidades tão baixas também tem suas desvantagens. Em 2012, a Hapvida teve lucro estimado em 20 milhões de reais — margem abaixo de 2%, o equivalente à metade da média do mercado. Isso apesar de atuar em um mercado que conhece como ninguém e sem concorrentes de peso. (A empresa não comenta os números.)
Agora, a disputa certamente ficará mais intensa com o aumento do interesse de concorrentes como Amil e Bradesco Saúde. A Hapvida, portanto, tem pela frente o desafio triplo de melhorar as margens, proteger seu mercado de origem e buscar novos consumidores. Para isso, planeja investir 75 milhões de reais neste ano na ampliação de seus hospitais e em aquisições dentro e, principalmente, fora do Nordeste.
A necessidade de investir fez com que a família fundadora, pela primeira vez, começasse a buscar um sócio, com a ajuda do banco Goldman Sachs e da butique de investimento BR Partners. “Nosso modelo pode ser levado para todo o Brasil, e podemos fazer isso mais rapidamente com o dinheiro de um investidor”, afirma Pinheiro de Lima.
Replicar a fórmula que deu certo no Norte e no Nordeste em regiões com outra clientela — e com concorrência mais acirrada — não será simples. Mas os sócios da Hapvida acham que chegou a hora de testar em São Paulo a fórmula que deu certo em cidades como Mossoró. Desta vez, os concorrentes estarão esperando.