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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O que sua empresa pode conquistar com ajuda da neurociência

Explorada por consultorias, a neurociência pode contribuir para o bom desenvolvimento de uma companhia

Cérebro
Reprodução

Entender como funciona o cérebro humano pode ajudar não só os relacionamentos interpessoais, como os processos práticos dentro de uma organização. Por isso, diversas consultorias utilizam a neurociência para otimizar treinamentos corporativos. Os benefícios vão desde a aumento da produtividade à melhoria do ambiente de trabalho. Veja o que sua empresa pode conquistar com a compreensão da neurociência:

Aumento da produtividade

Dentro da neurociência, há um segmento chamado "cronobiologia", que consegue indentificar em quais horários do dia o organismo humano produz mais substâncias químicas para a atividade física e mental. Se o gestor souber explorar tais períodos, pode conseguir um aumento significativo de produtividade.

"A esmagadora maioria das pessoas é mais produtiva entre as 6h e as 10h e entre às 16h e 20h. No restante do tempo, o corpo precisa se esforçar mais, então o volume e qualidade do trabalho são menores", explica a neuropsicóloga e fundadora da Tai Consultoria, Inês Cozzo.

Ainda segundo ela, logo depois das refeições (chamado período pós-prandial), o organismo se concentra em fazer a digestão e, por isso, neste período, as pessoas ficam com o raciocínio mais lento.

"É também nesse período que acontece o maior número de acidentes de trabalho. Funcionários de uma empresa que conseguem tirar um cochilo logo após o almoço, voltam às suas funções com energia e concentração redobradas". Está explicado o porquê de as "salinhas do cochilo" serem tendência entre empresas inovadoras.

Evitar conflitos desnecessários

Cientista controla movimentos de colega pela internet

Cientistas americanos criaram uma interface cerebral não-invasiva entre humanos


Interface cerebral não invasiva

Dois cientistas americanos criaram uma interface cerebral não-invasiva entre humanos. Isso significa que foi possível enviar um sinal cerebral e controlar o movimento de outra pessoa pela internet. Tudo isso sem nenhuma cirurgia.

Os pesquisadores são da Universidade de Washington. Ao usar informações de impulsos elétricos do cérebro do pesquisador Rajesh Rao e uma forma de estímulo magnético no crânio do cientista Andrea Stocco, foi possível enviar um sinal cerebral de um ao outro.

Para conseguir criar essa interface, Rao usou um capuz com eletrodos ligados a uma máquina de eletroencefalograma. Já Stocco vestiu uma touca receptora capaz de fazer um estímulo magnético transcraniano, ou seja, que atravessa o crânio até o cérebro.

Segundo nota divulgada pela universidade, os dois cientistas estavam em prédios opostos no campus. Apesar da distância, foi possível fazer com que a interface movesse o dedo de Stocco pelo teclado.

Quando se conectou a Stocco, Rao foi colocado diante de uma tela de computador com um jogo no estilo arcade. Foi quando os cientistas perceberam que Stocco movia involuntariamente seu dedo indicador direito e apertava a barra de espaço do teclado, como se atirasse nos alvos do game. Stocco afirmou que teve a sensação que mão se movia de forma involuntária, como em um tique nervoso.

Veja a experiência no vídeo:




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Chocolate quente mantém cérebro saudável

Chocolate quente
Reprodução

O prazer de duas xícaras de chocolate quente por dia pode ajudar as pessoas de idade avançada a manter saudáveis seus cérebros e ativar sua memória, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Neurology.

O estudo dirigido pelo neurologista Faranez Sorond, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston (EUA), envolveu 60 pessoas com idade média de 73 anos e que não mostravam indícios de demência senil.

O experimento consistiu em tomar duas xícaras de chocolate quente por dia durante 30 dias, e os participantes foram submetidos a testes de memória e destreza mental, além de terem feito exames de ultrassom para medir o volume de sangue que fluía no cérebro durante as análises.

"Dado que as diferentes áreas do cérebro precisam de mais energia para completar suas tarefas, também necessitam de um fluxo maior de sangue", explicou Sorond. "Esta relação, chamada acoplamento neurovascular, pode desempenhar um papel importante em doenças como o Alzheimer".

Dos 60 participantes, 18 mostravam um fluxo sanguíneo baixo no começo do estudo e apresentaram uma melhora de 8,3% ao final, além de evoluir também em seus tempos nos testes de memória.

Além disso, 24 participantes tiveram o cérebro analisado através de uma ressonância magnética, o que comprovou que as pessoas com fluxo sanguíneo baixo eram mais propensas a ter problemas de memória.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O headset Foc.us dá choques no seu cérebro para te fazer jogar melhor

O periférico sci-fi foi criado por dois engenheiros mecânicos está à venda por US$ 250


O headset Foc.us, projetado pelos engenheiros mecânicos Michael Oxley e Martin Skinner, se apresenta com um design totalmente sci-fi e, além da cara ultra tecnológica, possui uma proposta igualmente moderna. O propósito do periférico é dar choques elétricos no cérebro do usuário, mais especificamente no córtex pré-frontal – com o intuito de te fazer jogar melhor. Os estímulos ajudariam os jogadores a aumentarem seus placares em partidas online, segundo a dupla.

A teoria utilizada por Oxley e Skinner surgiu, originalmente, de testes do exército americano. A prática de estimulação transcraniana por corrente contínua, ou ETCC (na tradução para o inglês: Transcranial direct-current stimulation – tDCS), não só tem um nome complexo como também atua de maneira igualmente abstrusa: os choques no cérebro se provaram úteis para aumentar a velocidade com que as pessoas aprendem tarefas, como habilidades matemáticas.

Na teoria, é bem claro que o Foc.us pode ser usado em muitas outras áreas, inclusive em pesquisas médicas, mas o marketing está sendo focado, por enquanto, exclusivamente para jogos. O estímulo na memória, propagado por ondas de choques de diferentes maneiras, pode auxiliar os jogadores a decorarem padrões de fases, por exemplo, junto do aumento de atenção.

Um botão na parte traseira do periférico permite que o headset fique ativado por 10 minutos contínuos, com um aplicativo adicional para iOS (e futuramente para a plataforma Android) permitindo intervalos personalizados durante 40 minutos, sem a necessidade de encostar no aparelho – de qualquer maneira, o uso recomendado por Oxley e Skinner não pode se estender por longos períodos.

O Foc.us pode ser comprando na loja da companhia, ao preço de US$ 250 nas cores preta ou vermelha, com bateria interna carregada via micro-USB. O frente para o Brasil sai por US$ 10.